Por que a extrema-esquerda estrebuchou com a belíssima campanha do governo Temer?

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É um dos momentos mais belos da política aquele no qual um lado que não jogava de acordo com o código da guerra política passa a utilizá-lo. A grande “poesia” disso tudo está no fato de que essa situação expõe, muitas vezes, o autoritarismo daquele lado que jogava o jogo sozinho. Arrogantemente, este diz: “por que meu adversário deve jogar sob as mesmas práticas que eu utilizo?”. O racional utilizado por ele é básico: “se eu jogar sozinho, é melhor para mim, pois venço mais facilmente”.

É isso que estamos assistindo ao visualizar a reação enfurecida de petistas diante da campanha do governo Temer propondo: “vamos tirar o Brasil do vermelho”.

Lindbergh Farias lançou mão da encenação habitual ao propalar que a propaganda é “eleitoral e propaganda de ódio”. Segundo ele: “A propaganda incita o ódio e estimula a violência que envenena o ambiente político e a convivência social.”

Observe que isso vem de um senador que usou o rótulo “golpista”, contra opositores, nos últimos meses. Se uma propaganda sutil como esta de Temer é “incitação ao ódio”, chamar o adversário de “golpista” é o quê? Genocídio? Pura palhaçada.

A censora Jandira Feghali – que foi humilhada na eleição para prefeitura do Rio, ficando com apenas 3,3% dos votos no primeiro turno – também maquinou seu tradicional teatrinho, dizendo que a propaganda é “fascista”.

Claro que ambos estão mentindo. No fundo eles estão dizendo apenas uma coisa: “Nós tivemos o monopólio do ataque político nos últimos anos. Para nós, o mundo ideal deve manter este monopólio restrito ao nosso grupo. Em nome deste monopólio, faremos toda a teatralização que conseguirmos na busca de desestimular o oponente a jogar pelo mesmo código que nós jogamos. Na guerra política, o ataque só deve ser praticado pela gente. Os demais precisam fazer papel de bobos diante de nós. Assim, os venceremos com facilidade em 2018, por exemplo, após uma recuperação depois do desastre eleitoral de 2016.”

É só isso e nada mais. Quem cair nos teatrinhos petistas diante da campanha de Temer estará escolhendo fazer papel de otário de novo.

Na verdade, é fácil para o governo Temer acabar com o teatro. Basta expor os petistas como autoritários e inimigos da liberdade de expressão. Ademais, quem disse que essa gente petista é dona da cor vermelha? A expressão é utilizada para tratar as questões financeiras desde uma época na qual o PT não era nem sequer um projeto. A cor vermelha não foi patenteada pelo PT. No máximo, a estrela vermelha. Não há cores (dentre as principais) patenteadas.

Vale, portanto, expor o autoritarismo do PT em duas abordagens: (1) é um partido autoritário, que quer ser dono até mesmo da cor vermelha, que não foi patenteada por eles, (2) é ainda mais autoritário quando proíbe a livre expressão de seus opositores.

Enquanto isso, a campanha deve seguir, inclusive aumentando o tom. O resto é choro de gente autoritária que quer jogar o jogo político sozinha.

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2 COMMENTS

  1. A campanha do Temer na verdade revelou ainda mais o ódio Petista e a forma desses esquerdopatas de fazerem política com sangue nos olhos. Lindbergh certamente está falando por ele quando se refere a prática de violência e ao clima de ódio quando é contrariado.

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