Requião quer que vivamos sob a maldição do petróleo

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Roberto Requião deve estar fulo da vida, pois a Câmara aprovou texto-base do projeto que desobriga a Petrobras de participar de todos os consórcios de exploração do pré-sal.

Ontem, em texto ao Viomundo, o senador bolivariano – que deveria estar no PT,  e não no PMDB – lançou as mentiras de costume: “Um dia o Brasil sonhou junto o mesmo sonho. Nosso sonho mais ambicioso foi a Petrobrás”.

Não, não foi “nosso sonho”, mas o sonho de líderes totalitários.

Ele deixa escapar o seguinte: “Nosso povo, através da Petrobrás, achou e conseguiu explorar um mar de petróleo barato em uma profundidade que muitos achavam impossível alcançar. O pré-sal é provavelmente a maior reserva de petróleo do mundo. E isso explica muita coisa…”

Sobre uma possível desestatização da Petrobrás, ele afirma: “Está em prática pela atual direção da Petrobrás um plano de privatização fatiada da empresa que visa a ir muito além de doar essa gigantesca reserva a estrangeiros a preço de fim de feira. O plano vai além de doar o pré-sal às nações “amigas”, como fez o Rei de Portugal quando aqui aportou fugido de Napoleão e sob a proteção da Inglaterra. Querem destruir a Petrobrás, como já destruíram a Eletrobrás, através da desintegração da empresa. A Petrobrás é uma potência, porque é uma empresa integrada de petróleo. Sua rede de poços, oleodutos, gasodutos, usinas elétricas, tanques, fábricas, postos, refinarias, portos, frotas de navios, trens e caminhões é interligada em todo território nacional.”

O alarmismo hipócrita segue por aqui: “É essa infraestrutura integrada que agora os traidores querem desmontar, vender e sucatear. O objetivo disso vai muito além de dar aos vencedores o butim, o espólio, dessa guerra política semi-subterrânea que estamos vivenciando.”

Enfim, muito blá blá blá para repetir sempre a mesma coisa…

Ele não quer que a Petrobrás seja vendida pois sabe que isso atende os interesses de pessoas que se servem da empresa para atender a projetos totalitários de poder.

Entre as narrativas mentirosas, ele chega a adotar a retórica de que “o petróleo é nosso”.

Mentira.

Aquele que tentar abastecer um carro no posto de gasolina e sair sem pagar – dizendo, ei “o petróleo é nosso” – poderá ser preso se o frentista decidir anotar a placa do carro e chamar a polícia. É justo, pois sair sem pagar o produto comprado é crime. Mas o fato é esse: a mentira de que “o petróleo é nosso” é um embuste fascista.

Requião diz a Petrobrás “achou e conseguiu explorar um mar de petróleo barato em uma profundidade que muitos achavam impossível alcançar”.

Então por que pagamos tão caro pela gasolina, Requião?

De novo: é porque o petróleo não é nosso, mas daqueles que comandam a empresa.

De resto, só temos petróleo a um custo caríssimo, abusivo e até criminoso. Algo que só pode ser corrigido pela desestatização.

No livro “A Maldição do Petróleo”, o autor Michael Ross demonstra brilhantemente como o petróleo é um flagelo para vários países que possuem empresas petrolíferas estatais. Pior ainda quando as empresas são monopolistas.

À exceção da Noruega, os países com estatais petrolíferas conseguiram “dinheiro fácil” em empresas que não atendem às necessidades básicas, como saúde, segurança e educação. Isso gera maior facilidade de “meter a mão em cumbuca”. Em suma: é mais fácil roubar bilhões da Petrobrás do que fazer o mesmo em relação à saúde, por exemplo.

Ademais, as verbas de publicidade de uma empresa como a Petrobrás podem comprar as opiniões de milhares de jornalistas. A blogosfera estatal petista não seria a mesma sem tais verbas de anúncios.

E, daí por diante, vemos que a Petrobrás é aquilo descrito por Michael Ross: uma fonte quase inesgotável de recursos – facilmente “surrupiáveis” – e que podem servir não apenas à corrupção tradicional, mas, ainda mais terrivelmente, para projetos totalitários de poder baseados na corrupção.

Essa é a maldição do petróleo, da qual Requião não quer que possamos escapar.

O que devíamos fazer é lutar pela desestatização da Petrobrás de uma vez por todas. Mas não se pode ter tudo. Por enquanto, a lei que autoriza outras empresas a explorar o pré-sal é uma clarão nas trevas.

Mas para Requião, só existe algo no horizonte: um projeto totalitário de poder baseado no uso de estatais, dentre as quais a Petrobrás é a galinha dos ovos de ouro.

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4 COMMENTS

  1. Verdade, se houver privatizações, como que o Requião vai nomear um irmão dele pra Itaipu e outro para a Administração dos Portos de Paranaguá??? Aliás, este último foi preso por suspeita de envolvimento em esquema de “desvio de carga e fraudes em licitações, contratações irregulares de empresas e pedidos de propinas”.
    Ou seja, quando Requião diz que as estatais são “nossas” ele se refere a si mesmo, à sua família, bem como à dos demais políticos. O “nosso” a que ele se refere jamais diz respeito ao “povo brasileiro”.

  2. Ele está com medo de perder redutos eleitorais. Como o sindicato dos portuários de Paranaguá por exemplo. Morei alguns anos no Paraná e ouvi comentários nada lisonjeiros de pessoas que o conheceram pessoalmente. Trata-se de um sujeito grosso e autoritário.

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