A extrema-esquerda não está sabendo lidar (mesmo) com a abordagem pragmática do MBL

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Política é guerra. Este blog sempre disse isso. Nada de novo nesta constatação, portanto.

Na guerra, o melhor dos feedbacks vem dos nossos adversários, principalmente quando eles avaliam o nosso armamento, nossos recursos e nossa munição.

Exemplo: se um adversário está decididamente preocupado com um novo armamento que adquirimos, é sinal de que estamos no caminho certo.

Assim sendo, veja o que o ultraesquerdista Guilherme Tintel explica a respeito das recentes notícias envolvendo o MBL:

Eu raramente vejo TV, mas me lembro do quão incômodo foi ouvir a versão de “Inútil”, do Ultraje a Rigor, na voz do Bonde do Rolê, naquele seriado da Globo. Provavelmente escutei algumas vezes, enquanto passava pela sala de casa, e o trecho que ficava na minha cabeça era o mesmo: “a gente não sabemos escolher presidente, a gente não sabemos tomar conta da gente”.

A música é um clássico da música nacional, gosto bastante da crítica, inclusive, mas na tela da Globo, num período em que Dilma já vinha sendo massacrada pela emissora e outros meios que contribuíram para o que culminou no golpe, soou oportunista, principalmente numa versão repaginada por uma banda que, embora não tenha hoje o mesmo apelo, sabe conversar com um público novo, inteligente, questionador, e ainda mais numa roupagem tão modernona, pra ficar na cabeça. Existia um discurso ali.

Hoje, com toda essa história do Pedro D’Eyrot liderando o MBL pelos bastidores, expondo a maneira como eles trabalharam sua identidade e impacto, com estudos que, entre outras coisas, envolveram até compreender a força de nomes como a Anitta para as massas, não consigo parar de pensar nesta canção e na maneira como o que foi um incômodo lá atrás, agora pode ser explicado como uma ação nem tão indireta assim.

Esse movimento me assusta. A esquerda tá uma bagunça, dividida de maneira significativa e, na maior parte do tempo, discutindo entre si, enquanto a direita tem se mostrado cada vez melhor articulada, com planos que, desde o golpe, tem se mostrado cada vez mais certeiros, funcionais.

A eleição do Fernando Holiday, um negro e gay que é contra os direitos dos negros e gays, é preocupante. A ascensão do MBL, um grupo que se diz apartidário, mas conta com o apoio de toda aquela gente do bem lá de Brasília, é preocupante. Ver toda essa merda acontecer e não encontrar a mesma revolta que, em algum momento, falou sobre um gigante que acordou e foi as ruas, é preocupante.

A esquerda precisa se unir, refletir e agir. Agora mais do que nunca.

A versão de “Inútil”, do Ultraje a Rigor, na voz do Bonde do Rolê, naquele seriado da Globo. Provavelmente escutei algumas vezes, enquanto passava pela sala de casa, e o trecho que ficava na minha cabeça era o mesmo: “a gente não sabemos escolher presidente, a gente não sabemos tomar conta da gente”.

A música é um clássico da música nacional, gosto bastante da crítica, inclusive, mas na tela da Globo, num período em que Dilma já vinha sendo massacrada pela emissora e outros meios que contribuíram para o que culminou no golpe, soou oportunista, principalmente numa versão repaginada por uma banda que, embora não tenha hoje o mesmo apelo, sabe conversar com um público novo, inteligente, questionador, e ainda mais numa roupagem tão modernona, pra ficar na cabeça. Existia um discurso ali.

Hoje, com toda essa história do Pedro D’Eyrot liderando o MBL pelos bastidores, expondo a maneira como eles trabalharam sua identidade e impacto, com estudos que, entre outras coisas, envolveram até compreender a força de nomes como a Anitta para as massas, não consigo parar de pensar nesta canção e na maneira como o que foi um incômodo lá atrás, agora pode ser explicado como uma ação nem tão indireta assim.

Esse movimento me assusta. A esquerda tá uma bagunça, dividida de maneira significativa e, na maior parte do tempo, discutindo entre si, enquanto a direita tem se mostrado cada vez melhor articulada, com planos que, desde o golpe, tem se mostrado cada vez mais certeiros, funcionais.

A eleição do Fernando Holiday, um negro e gay que é contra os direitos dos negros e gays, é preocupante. A ascensão do MBL, um grupo que se diz apartidário, mas conta com o apoio de toda aquela gente do bem lá de Brasília, é preocupante. Ver toda essa merda acontecer e não encontrar a mesma revolta que, em algum momento, falou sobre um gigante que acordou e foi as ruas, é preocupante.

A esquerda precisa se unir, refletir e agir. Agora mais do que nunca.

Veja o printscreen:

tintel

Enfim, isso é o que este blog vem dizendo há tempos.

Agora, precisamos que mais grupos de direita – além do MBL – provoquem esse tipo de reação confusa e preocupada dos oponentes da extrema-esquerda.

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Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

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2 COMMENTS

  1. Luciano, você colou duas vezes alguns trechos do texto do idiota.

    Sobre a situação em si, mostra que eles estão se preparando para combater o MBL e a direita que volta a crescer, e como parte daquela questão dos modelos mentais, não podemos nos deixar envaidecer com isso achando que já ganhamos,pois com certeza eles voltarão com tudo, e o simples fato de que muito “ex-petistas” estão infiltrados em partidos mais à direita, torna tudo isso ainda mais perigoso.

  2. Perfeito Luciano! Vc e o MBL estão no caminho certo. Não sei se percebeu mas vocês elegeram um candidato no primeiro turno na maior cidade do país. O que desejo ver a partir de agora é se saberão cobrar a fatura de maneira correta. O exercício do poder é uma excelente oportunidade para consolidar as vitórias e abrir caminho para as próximas. O mais difícil foi feito. Agora é só não bobear e continuar a luta agora no poder. Para o bem do Brasil.

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