Ainda estamos muito pouco revoltados com a censura ao Revoltados Online

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O vídeo que vocês no meio deste post traz a jornalista Joice Hasselmann demonstrando a urgência de lutarmos pela liberdade de expressão nas redes sociais.

Ela comenta o caso da página Revoltados Online,  que, mesmo com 1 milhão e 700 mil usuários, foi censurada sem qualquer razão aparente, a não ser o fato de divergir do projeto totalitário de poder do PT.

O maior problema, segundo Joice (e concordo com ela), é que ainda estamos muito passivos em relação a esta aberração. Em pleno 2016 estamos assistindo um ato de censura à luz do dia – o que é um baita recuo civilizacional – e praticamente nada acontece. Não é normal tanta apatia depois de um cuspe na cara desse tipo.

Veja o vídeo:

Nós tiramos o PT do poder. Certamente é o mais totalitário partido da história recente. Mas, infelizmente, ainda não estamos indignados o suficiente diante de atos de censura e vingança como este praticado contra a página Revoltados Online.

Acho que deveríamos ir além do que propôs Joice: começar, a partir da sociedade civil organizada democrática, a delinear um projeto de lei que proíba a censura nas redes sociais, sob pena de multas que doam no bolso dos censores.

Não estou me referindo a páginas particulares, pois os donos dessas páginas temáticas podem definir seu público, mas sim tratando de serviços como Twitter, Facebook e Google.

Esses serviços não podem discriminar usuários. Ou seja, assim como um restaurante não pode expulsar um cliente por ser homossexual ou heterossexual, ou por sua cor, nem por religião, é inadmissível que um provedor de serviços como o Facebook possa praticar discriminação contra clientes.

Quando escrevi o livro “Liberdade ou Morte”, minha principal motivação era criticar a falta de indignação de nosso povo diante das contínuas violações à liberdade de expressão. Infelizmente, noto que, mesmo que tenhamos lutado contra um partido fascista e ditatorial, ainda seguimos correndo riscos quanto à liberdade pois não ficamos suficientemente indignados quando esta liberdade é violada.

Ontem mesmo comentamos a queda de uma ação do MPF que pedia a censura de Rachel Sheherazade. Todos ficaram felizes. Mas, novamente, tudo ficou por isso mesmo. Nós estamos renegando a civilização ao sequer permitirmos brechas para ações deste tipo. Poucos estão indignados ou revoltados o suficiente para exigir projetos de lei para acabar até com a mera possibilidade de alguém entrar com uma ação censória nessa linha.

Mais uma vez: nós não ficamos indignados o suficiente diante da censura lançada contra nós. Precisamos refletir mais a respeito desta doentia falta de indignação enquanto é tempo.

Está na hora de começarmos a manifestar revolta em relação ao que aconteceu com o Revoltados Online. Antes que o próximo seja qualquer um de nós.

Em tempo: eu não concordo com várias ideias defendidas pela página Revoltados Online – por exemplo, discordei da demanda por anulação das eleições -, mas lutar de verdade pela liberdade de expressão inclui defender aqueles dos quais discordamos.

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Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

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1 COMMENT

  1. Eu penso igual. Por mais que tenhamos divergências, desde que não haja extrapolação do direito de opinião, é inadmissível que qualquer pessoa, movimento ou grupo, independente da ideologia, sejam banidos. É urgente que se exija uma explicação do facebook, e que medidas legais sejam tomadas.

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