Passo a passo de como criar uma ditadura com o voto "em lista fechada"

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Nicolás Maduro saluda a partidarios al llegar al Congreso para su juramentación como presidente de Venezuela, el 19 de abril de 2013. Gobierno y opositores en Venezuela están enfrentados por supuestos ataques cometidos por la oposición contra clínicas del gobierno. La oposición asegura que las acusaciones son falsas. (Foto AP/Fernando Llano)

Vamos ao tutorial. (Obviamente é um tutorial para a extrema-esquerda, que bolou esse passo a passo)

Primeiro, tente retornar ao poder em 2018, com um Ciro Gomes da vida. Não é fácil. Pense talvez em 2022.

Em seguida, saqueie todo o estado, como se fez na Venezuela, mas não se esqueça de censurar a mídia, pois foi unicamente por não ter censurado a imprensa que Dilma caiu. Na Venezuela, Maduro segue no poder e o projeto funcionou direitinho.

Depois, pegue toda essa “influência” e utilize para definir os candidatos da “lista” dos partidos que seriam de oposição. Como o eleitor não vai poder mais votar em candidatos, isso se tornará uma grande vantagem para o seu partido, que vota em bloco.

Exemplo: garanta que a lista de candidatos do PMDB tenha Roberto Requião, Renan Calheiros, Leonardo Picciani e Marcelo Castro no topo. Na lista do PP, Ciro Nogueira e Waldir Maranhão vão para a dianteira. E no PSDB? Coloque o Alberto Goldman e o Xico Graziano na listinha, da mesma forma.

Como se vê, é teu partido de extrema-esquerda – que tem o poder no estado – que poderia ter a chance de “influenciar” quem está na lista do adversário. Em seguida, deixe as eleições acontecerem e – milagre – você acabou de solidificar uma ditadura. Não deixe o eleitor descobrir que a única forma de impedir isso é votar diretamente nos seus candidatos, independentemente dos desejos de quem está no poder. Mas é para impedir esse voto direto que serve a “lista fechada”.

A pergunta é: como os brasileiros vão tolerar isso se descobrirem como funciona o truque?

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