Brasil247 implora para Netflix não lançar série sobre Lava Jato. Sinal: vai bombar. 

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Os petistas realmente não se enxergam. Alguns estratagemas lançados por eles são tão bobinhos que fica a impressão de que a ausência da direita da guerra política (por muitos anos) deixou alguns deles destreinados. Ou talvez seja a prisão (e depois o sumiço) de João Santana. O fato é que os truques estão frágeis.

Um deles foi emitido por um tal de Weden, ao Jornal GGN (de Luís Nassif) e propagado pelo Brasil247. O embuste é o seguinte: dizer que a Netflix vai “se dar mal” se lançar uma série sobre a Lava Jato. Daí ele dá o conselho: “Não lance a série, por favor”. Hue hue hue…

Alguns momentos são uma verdadeira pândega.

Weden diz: “A Netflix não percebeu no que está se metendo. E vai ser tarde demais quando fizer a avaliação do desgaste em sua imagem no Brasil, pela grave intromissão num dos momentos mais dramáticos do país, que viveu recentemente um golpe de estado, e vê solapado a cada dia o estado de direito. A operação Lava Jato, que ganhará versão como série, é parte inerente ao novo contexto.”

Tentando ameaçar atores, Weden afirma (depois que Wagner Moura pulou fora, enquanto outros vão entrar): “Atores conscientes de sua importância social devem evitar ao máximo servir de instrumento de heroicização de um dos juízes que ficarão marcados negativamente na história do país. Afinal, trata-se de um personagem cunhado na mídia golpista, mas que terá sua fama rapidamente contestada, quando investigadores sérios puderem, com o recurso do tempo, reconstituir tudo o que aconteceu de irregular, ilícito e abusivo nos porões da Lava Jato.”

Em suma, Weden dá a dica para que a Netflix não lance a série. Ele conclui o “conselho” (de amigo da onça) assim: “[…] a Netflix é uma empresa que pretende arrebatar bons públicos no Brasil. Conseguirá audiência de uma facção identificada com a extrema-direita, que destila ódio partidário, além de um usuário leigo e pouco informado. Esquece-se, no entanto, de um público mais crítico e progressista, que aos poucos vinha aderindo à sua ‘programação’. Nunca mais perderá o estigma de ter sido a empresa que fantasiou uma operação política; aquela mesma que ajudou a levar à derrocada a jovem democracia do Brasil.”

É mole?

Vimos de tudo por aí.

Teorias da conspiração, vitimismo, chororô, delírios persecutórios e fantasias afins.

Segundo a figura, a Lava Jato é uma “ação maligna” que, historicamente, ficará conhecida como sendo a ação de “homens malvados contra homens bons”. Quem acredita nessa conversa ou é um idiota ou está de má-fé.

Weden ainda diz que “apenas a extrema-direita apoia a Lava Jato”. Avise isso aos 85% de brasileiros que apoiam a Lava Jato.

É justamente por isso que Weden está desesperado e implorando para que a série não seja lançada. Mas não tem jeito: com essa taxa de apoio – e com tantas evidências sustentando os investigadores, os procuradores e o juiz Sérgio Moro -, a série da Netflix vai bombar. E Weden ainda vai chorar muito mais.

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