Estadão foi machista contra Mariana Godoy ao usá-la em teatro para atacar Crivella

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Agora parece não ser apenas a extrema-esquerda a responsável pela palhaçada. Até a esquerda genérica parece ter adotado – às vezes intencionalmente e malandramente – uma das histerias simuladas do dia: a revolta fingida contra o elogio feito por Marcelo Crivella à beleza das duas jornalistas do debate na Rede TV nesta terça (18).

Ele disse: “Eu quero agradecer a você, Mariana, e dizer que esse sucesso todo é por causa de vocês. Com certeza, a beleza de vocês encantou os telespectadores e a todos”.

O Estadão escreveu, cinicamente: “A afirmação do candidato foi machista, pois desqualificou profissionalmente as duas apresentadoras ignorando a competência das jornalistas e creditando o sucesso do trabalho de ambas à beleza.”

O teatro desonesto é claro.

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Para início de conversa, o papel executado por Mariana Godoy durante o debate foi de apresentadora e não jornalista. Logo, é um papel puramente operacional. É evidente que citar a beleza de alguém nesse contexto é completamente aceitável. É diferente de elogiar alguém por sua beleza após ter feito um plano de projeto, o desenvolvimento de um produto, a criação de um artefato ou mesmo a elaboração de uma matéria jornalística. Desta feita, não faz sentido fazer polêmica alguma quanto à afirmação de Crivella, a não ser que estejamos tratando de simulação de falso entendimento. No máximo, é chilique fingido.

Todavia, o próprio jogo sujo tentado pelo Estadão é machista até o limite.

O que o Estadão está querendo dizer é que uma mulher deve ser protegida pelo elogio à sua beleza, mas isso é desmerecer e humilhar o sexo feminino. Na realidade, o mundo moderno é aquele no qual as mulheres abertamente podem elogiar a beleza de um homem, bem como um homem pode elogiar a beleza de uma mulher, no mesmo patamar de igualdade.

Uma vez que aceitamos em nossa sociedade que uma mulher possa elogiar a beleza de um homem, o mero elogio de um homem à beleza de uma mulher é um tratamento isonômico.

Há uma diferença entre um elogio e um assédio, o que Marcelo Crivella nem de longe praticou.

Ao dizer que Mariana Godoy não pode ser elogiada por sua suposta beleza – e olha que podemos dizer que Crivella foi gentil, pois há muitas reporteres mais belas -, o Estadão promoveu a blindagem seletiva. Ao fazê-lo, requisitou superproteção, tratando Mariana Godoy e a outra jornalista como se fossem aquelas mulheres superprotegidas do século 17 ou 18. Vergonhoso e machista.

Aliás, tempos atrás surgiu a notícia de um repórter recebendo uma cantada de uma mulher. Também se noticiou que um apresentador da Globo estava levando várias cantadas no Facebook. Além disso, nesta quarta, várias repórteres mulheres elogiaram a suposta beleza de um policial “gato” que atuou na prisão de Cunha. Nada disso poderia ser classificado como machismo. Mas seria outra forma de sexismo? Nada disso. Mas se isso não é qualquer forma de sexismo, o mero elogio à beleza de uma mulher não pode ser machismo de forma alguma.

Se falássemos de assédio e qualquer outra forma de invasão de espaços, aí poderíamos ter um “case” em mãos para lançar rotulagens. Mas o que Crivella falou não é machismo. Já a reação histérica ao mero elogio é machismo da mais repugnante extração, por requisitar superproteção apenas por Mariana Godoy pertencer ao sexo feminino.

Em relação ao recebimento de elogios por questões estéticas vindos de alguém de outro sexo, ou o tratamento é isonômico ou falamos de discriminação.

Assim, vamos parar de circo e fingimento pois isso já está ficando vergonhoso.

Em tempo: minha frase anterior foi puramente retórica, pois eles não vão parar com o teatro, e, exatamente por isso, é preciso aplicar o desmascaramento contínuo dos cínicos.

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1 COMMENT

  1. Os seus argumentos já são suficientes. Porém, é bom acrescentar que a própria Mariana disse, em entrevista, que ela não realizou o gesto para dar uma resposta ao Crivela.

    “VEJA – Imaginava essa repercussão?
    Mariana: Eu não imaginava. Ele (Crivella) falou que a gente estava bonita. Foi um elogio, do jeito dele. O meu gesto foi um ‘tchauzinho’ inocente.

    VEJA – Nas redes sociais, muitos se sentiram representados por considerar o elogio misógino.
    Mariana: As pessoas podem interpretar como elas quiserem. Eu trabalho com imagem. Ofereci às pessoas uma imagem e elas fazem o que quiserem com isso. Mas que bom para todos os lados. Por quem se sentiu representada, eu fico feliz. Pelas misses que gostaram de ver seu ‘tchauzinho’, fico feliz. Pelas princesas que inventaram o ‘tchauzinho’, também. Não me senti ofendida. Pode dizer que eu sou bonita. O maquiador agradece.”

    Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/veja-gente/o-maquiador-agradece-diz-mariana-godoy-sobre-elogio-de-crivella/

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