A indecência do papo furado de Maia ao pedir financiamento público porque "não tem financiamento de empresas"

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Rodrigo Maia sofre de um mal que acomete políticos precipitados: não gastam tempo suficiente para arrumar desculpas – mesmo que esfarrapadas – para suas propostas indefensáveis. Por isso é preciso dar o braço à torcer aos petistas desta vez. Eles mentem, mas gastam algum tempo arrumando discursos e frames. Maia nem isso faz.

Ele está defendendo a criação de um forradíssimo fundo partidário – hoje os partidos ganham R$ 1 bilhão do dinheiro suado do pagador de impostos, mas ele quer multiplicar o valor por três – a partir do lançamento de um falso problema. Segundo Maia, a mudança é urgente porque, com os recursos do fundo partidário, não é possível financiar as eleições gerais de 2018.

Claro que ele precisa de outra desculpinha chinfrim: “Ou nós vamos mudar o sistema ou escrevam aí: daqui a pouco vai se precisar de mais dinheiro público para financiar as eleições. Ninguém está se dando conta disso”.

Mas a pior parte do OANI (Objeto Argumentativo Não Identificado) de Maia é quando ele afirma que o Senado dificilmente retomaria o financiamento empresarial na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão naquela Casa. A razão para isso, segundo ele, é que “não há clima”.

No meio de tanto papo furado, este é o mais repugnante de todos, pois não é verdade que “não há clima” para o retorno do financiamento empresarial de campanha. “Clima político” não é algo que cai do céu. Ao contrário: é criado por ação humana.

Se o PT lutou para demonizar o financiamento público de campanhas – e endeusar o maldito e ditatorial financiamento público -, cabe aos que ainda respeitam a democracia criar o clima para o retorno do financiamento empresarial e o sepultamento do financiamento público.

É por isso que quando Maia diz que “não há clima para retorno do financiamento empresarial de campanha”, mereceria ouvir: “Problema teu e de teus colegas. Faça o clima surgir de novo e tire a mão do dinheiro de nossos impostos”.

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2 COMMENTS

  1. Mas nem precisa a volta da doação empresarial, é só acabar com o limite de doações, por exemplo lá nos Estados Unidos, o Co-fundador do facebook Dustin Moskovitz doou US$ 20 milhões para a campanha da Hillary “Dilma dos States” Clinton contra o Trump.

  2. Rodrigo Maia já saiu do âmbito da inocência e entrou na indecência mesmo. Colocar um relator do PC do B para a CPI da UNE? Escolheu ficar contra a população de bem e mostrou que seus acertos com os partidos da extrema esquerda serão honrados. Vamos ficar com saudades do Eduardo Cunha?! Puta que o pariu.

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