O que a baixaria e a violência nas invasões tem a ver com a necessidade do Escola sem Partido?

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Há uma recomendação que sempre lancei para qualquer pessoa que resolva dar uma opinião sobre política: observar a lógica do poder relacionado à questão. Sem isso, a opinião vira palpite. O pior é que pertencem àquela categoria de palpites que sempre estarão errados.

O fato é que até hoje não consegui compreender que diabos deu na cabeça de alguns direitistas que resolveram bater o pé contra o Escola sem Partido. Destes, o mais destacado foi Joel Pinheiro, que adotou um método chamado “debatismo”. Ou seja, basta fingir que tudo “se resolve no debate”.

A estrutura é mais ou menos assim:

X: Precisamos falar sobre o Escola Sem Partido. 

Y: Não, não precisamos. 

X: Mas há vários casos de doutrinação e abuso nas escolas. 

Y: Não, pois o debate precisa ocorrer na sala de aula. 

Isto é, para a crença no debatismo, não há conflitos humanos e nem abuso de poder. Apenas “debates” que precisam ocorrer. Fico imaginando que ele resolveria o problema da violência estimulando o “debate” entre o assaltante violento e sua vítima.

O que importa é lembrar que depois dessas invasões escolares recentes, tivemos vários casos de violência, sequências intermináveis de abuso e até um assassinato. Será este o tal “debate” alegado por Joel Pinheiro?

A verdade é que no jogo de poder existe opressão, abuso e estelionato em salas de aula. Isso tudo faz parte, repito, do jogo de poder, e não do “debate” de ideias. A consequência da doutrinação está aí: escolas invadidas, abusos infindáveis cometidos, alunos que não participam das invasões sendo coagidos e a barbárie estabelecida.

Aliás, acabo de receber isso:

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Fico imaginando como é que o Sr. Joel Pinheiro ainda consegue manter sua “crença no debate em salas de aula” depois de tantas evidências contrariando sua fantasia. (O Joel Pinheiro parece ser boa gente e até bem intencionado, mas ideias delirantes sempre devem ser contestadas)

Na real, as invasões atuais de escolas demonstram que aqueles direitistas que ficaram contra o Escola sem Partido estão prejudicando suas reputações. Isso vai acontecer porque eles se posicionaram por uma ideia sem prestar atenção na lógica do poder. Agora, são corresponsáveis por ter colaborado – provavelmente sem intenção – na cessão de poder ilegítimo ao seu maior inimigo, ou seja, a extrema-esquerda.

Em tempo: não estou criticando quem tenha ficado contra o Escola sem Partido por questões táticas, como, por exemplo, críticas à viabilidade da proposta e de sua execução. Ao contrário: estou me referindo aos que se posicionaram contra o Escola sem Partido por questões “de princípio”. A estes últimos, só podemos dizer: “shame on you”.

O fato é que quanto mais tirarmos a campanha política ilegítima – ou seja, bancada com dinheiro público para desvio de função, que deveria ser a de ensinar – das salas de aula, melhor para os alunos e pior para os doutrinadores e os tiranos a quem eles servem.

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4 COMMENTS

  1. Aliás; achar que essa celeuma toda se resume apenas ao que acontece dentro da sala de aula entre professor e aluno já é um reducionismo hilário. Muitas dessas invasões certamente foram com a conivência e incentivo de diretores e coordenadores. Cartazes do MST e da CUT não foram parar magicamente dentro das escolas não invadidas e invadidas sem a autorização dos diretores. A Escola como um todo precisa ser sem partido.

    Não é debate quando um professor conta votos dentro da sala de aula. Não é debate quando um professor ofende alunos de imbecil por se posicionar politicamente diferente dele. Não e debate ameaçar alunos de levar falta se eles não militarem em movimentos pró PT. Não há debate quando os funcionários da escola permitem os alunos a entrarem armados com facas e machadinhas para resistir a uma eventual desocupação. Não há debate.

    Nos próprios debates entre os defensores do Escola sem Partido e os defensores da Escola sem Mordaça esses pontos que são muito mais críticos do que o próprio debate ideológico pois revela o grau de psicopatia dos esquerdistas; não são abordados.

    Esse projeto Escola sem Partido tem tudo para dar certo e tudo para dar errado. Mil motivos para ser implementados e mil falhas para ser enterrado. Vamos ver…

    • O nome escola sem mordaça nem deveria ser reconhecido por quem defende o escola sem partido. Deveria ser chamado Escola da Mordaça, ou Mordaça-Escola….o que querem é justamente impedir a opinião dissonante. É somente permitir ideias pré aprovadas pela linha partidária.

      • Ou mesmo dizer que Escola sem mordaça é o que o Escola sem partido defende. Escola sem mordaça nos alunos para que o debate exista.

  2. Apesar de todo o horror, vejo como positivo o fato de finalmente ser escancarado, à vista de todos, o que vem acontecendo nas escolas brasileiras, há muito tempo. Daqui em diante ao menos ninguém poderá fingir que não viu nada. O caminho da recuperação será longo, não há muita certeza do que fazer, mas ao menos começou..

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