Não foi “a esquerda”, mas a extrema-esquerda que saiu perdendo nessas eleições

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Não concordo com o argumento dizendo que “a esquerda” saiu perdendo nessas eleições. O erro decorre de cairmos em uma camisa de força verbal criada pela extrema-esquerda, que, no fundo, foi a grande derrotada nessa eleições. Já os partidos de esquerda moderada e de centro-esquerda saíram fortalecidos.

Essa não é uma má notícia para uma direita pragmática, que precisa finalmente começar a ter candidatos de direita, mesmo que alguns deles ocupem espaços em partidos de esquerda. É o caso de João Doria e Nelson Marchezan Junior, que decididamente são candidatos de direita, mesmo estando no partido esquerdista PSDB.

O primeiro trabalho para a direita pragmática é nos livrarmos da extrema-esquerda. Nisto, ainda temos muito trabalho pela frente para evitar que eles não retomem o protagonismo em 2018 e 2022. Mas as eleições de 2016 já foram um ótimo passo neste sentido.

Em seguida, o trabalho da direita é começar a viabilizar ainda mais candidatos na linha de Marchezan e Doria. Enquanto esse trabalho está apenas no início, podemos nos conformar com o fato de que as eleições atuais foram dominadas pela centro-esquerda e pela esquerda moderada. Assim, não tivemos uma derrota “da esquerda”. Nem era esse o foco para um primeiro momento.

É importante nomear as coisas como elas são. Nosso problema atual é lutar contra a extrema-esquerda, que não pode ser definida como “a esquerda”.

O truque da extrema-esquerda ao se definir como “a esquerda” é posicionar candidatos de centro-esquerda e esquerda moderada como “de direita”. Acreditar nisso é cair em uma ilusão e nos conformarmos com pouco, quando na verdade ainda há muito trabalho no longo caminho de termos o estabelecimento de uma direita no Brasil. Esta direita, aliás, precisa se acostumar a nomear partidos como PT, PCdoB, PSOL, Rede e PDT como extrema-esquerda, e não “a esquerda”.

A diferença é clara. A esquerda é avaliada pela luta pelo poder com base em estados inchados. Mas a extrema-esquerda depende do mesmo tipo de poder, só que em estados, além de inchados, totalitários. Dizer que estes últimos são “a esquerda” fazem com que percamos a percepção da diferença entre lutar ou não pelo totalitarismo (como eles fazem). Sem a capacidade de percepção, nossa luta contra os totalitários perde eficiência.

Assim, esta eleição não marcou uma derrota da esquerda, mas da extrema-esquerda.

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4 COMMENTS

  1. Pois é, partidos que foram protagonistas na instituição do bolivarianismo na América do Sul. Saquearam o Estado e financiaram ditaduras. Possuem na sua agenda de militância a censura e a centralização de toda a polícia sob ordem do executivo presidencial. Mais extremista do que isso é impossível.

  2. Feliz pelo resto do Brasil, mas triste pelo meu estado (Sergipe), onde as duas maiores cidades (Aracaju e Socorro) serão governadas pelo próximos 4 anos pelo PCdoB, principal aliado do PT.
    É lamentável que a extrema esquerda continue firme por aqui, que um governador péssimo tenha conseguido o feito de eleger 2 aliados, que a população daqui esteja indo na contramão do resto do Brasil.
    Também é lamentável que o concorrente (Valadares Filho) fosse um candidato fraco, do PSB, q há 4 anos era aliado desse mesmo candidato do PCdoB (Edvaldo Nojeira) que agora ganhou a eleição em Aracaju. Muitos rótulos, frames e estratégias poderiam ter sido usadas contra Edvaldo, mas com um concorrente que compartilha de boa parte da agenda ideológica fica difícil trabalhar essas coisas.
    Não há um nome novo, muito menos de direita, em que possamos colocar a esperança. Infelizmente, os movimentos pró-impeachment aqui dissiparam e não deram frutos (ao menos ainda).

  3. Independentemente de os protagonistas serem de direira, para que essa vitoria de agora se concretize de forma duradoura será preciso que eles trabalhem de forma “direita”, façam governos voltados para a honestidade,para o bem publico, só assim evitarão que as esquerdas encontrem campo para novamente seduzir as massas e reconquistarem o poder,ai com mais força de argumentos. Sabemos que o humor do eleitor é muito volatil,muda de acordo com os ventos. Vamos aguardar que os recem eleitos se dignem a governar sem corrupção.

  4. Se essa eleição doeu em toda a esquerda, pra mim tá bom demais, a esquerda que fique com esse mimimi de vitimismo, vou continuar metendo pau neles!

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