A direita precisa entender as táticas do PSOL para poder derrotá-lo

1
136

É verdade que o PSOL não teve crescimento significativo nestas eleições como estão dizendo por aí, assim como também é verdade que a extrema-esquerda, de modo geral, perdeu bastante terreno. Contudo, uma preocupação deve existir: os pequenos avanços ainda são avanços.

O Partido Socialista do Leblon, no Rio de Janeiro, tem seis cadeiras na Câmara garantidas para o ano que vem, são duas cadeiras a mais do que possui hoje. Isso é suficiente para que no ano que vem, e pelos outros três anos subsequentes, o PSOL seja a segunda maior bancada dentro da capital carioca. Ou seja, mesmo Crivella tendo saído vitorioso da disputa, será difícil que os extremistas o deixem governar de fato.

Um detalhe importante e que precisa ser avaliado, ainda, é o contexto. O PMDB do Rio, que terá a maior bancada na Câmara de Vereadores, no 2º turno apoiou Marcelo Freixo contra Crivella. Embora o partido não seja exatamente um exemplo de lealdade política, é no mínimo provável que a bancada do PMDB fique dividida e parte dela ainda auxilie o PSOL em suas bandeiras.

Na capital carioca, Carlos Bolsonaro foi o mais votado, teve 106 mil votos, mas o Tarcísio Mota, do PSOL, que foi o segundo mais votado, não estava muito atrás. Ele fez mais de 90 mil votos. O DEM, que é um dos partidos mais fortes do país, ficou com Cesar Maia na terceira posição, mas com uma diferença de quase 20 mil votos em relação ao Tarcísio Mota. Isso quer dizer que o PSOL tem, de fato, poder político em algumas regiões e que este é o primeiro passo para o partido se alastrar.

A direita precisa entender que o PSOL, apesar de suas falhas e de alguns erros ridículos do ponto de vista estratégico, como o candidato a prefeito de Londrina, ainda assim é um partido que cresceu muito desde que foi fundado, há 11 anos. A legenda está conquistando espaço da mesma forma que o PT fazia no início dos anos 90, e o resultado disso a gente sabe qual foi.

É preciso parar de subestimar esses adversários e começar a levá-los a sério. É necessário entender suas estratégias e começar a neutralizá-las. Por enquanto, ainda dá para derrotar o PSOL com relativa facilidade, mas o que será dos próximos anos se não fizermos nada agora?

Curta-nos e siga-nos no Facebook para receber todas nossas atualizações!

Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

Anúncios

1 COMMENT

  1. Tenho alguns comentarios adicionais:
    As ideias básicas do marxismo tropical, a base ideológica do PSOL, se expandiu muito com o PT no governo. O doutrinamento de jovens foi uma prioridad para eles e continua sendo. Pelo lado da populaçao, a tendência ao populismo é notável. Éticamente o PT está mal ferido, y politicamente questionado, mas nao devemos esquecer que o discurso e a simbologia política do PT ainda sao válidos para amplos setores da populaçao. Um PT sem a mancha da corruçao tem perspectivas de atender as expectativas do eleitorado ex-petista. Os líderes e os partidos morrem, mas os eleitorados sobrevivem. Neste espaço entra o PSOL: algo parecido a um “populismo ético.” A grande diferença é que hoje ha uma juventude que pode ser crítica a esse discurso. O elitismo deles também pode ser fatal, se bem visualizado. Alimentar a nova geraçao política com ideias e capacidade crítica pode ser efetivo. Vocês já estao nesta jornada!

Deixe uma resposta