Marchezan venceu em Porto Alegre porque soube jogar

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Vários fatores influenciaram na vitória tranquila de Nelson Marchezan Jr em Porto Alegre, sendo que dois dos principais foram os tropeços de Melo e os acertos do próprio Marchezan. Durante toda a campanha eleitoral, desde o 1º turno, o tucano agiu com firmeza. Nos debates, bateu forte em seus opositores quando necessário, nas entrevistas também soube como se sair bem.

Um bom exemplo de atuação do candidato pode ser verificado na entrevista concedida para a RBS, ainda durante o mês de setembro. Na ocasião, Marchezan foi questionado pela jornalista sobre o fato de sua campanha ter recebido mais financiamento privado, e então ele respondeu de maneira contundente que não foi a campanha dele a mais financiada, mas a única que declarou tudo o que recebeu. Com isso, além de se esquivar feito um ninja, ele rotulou seus adversários e levantou suspeita sobre eles.

Outro bom exemplo da atuação de Marchezan pode ser observado no vídeo abaixo:

No debate realizado pela Band, ainda na metade da campanha para o 1º turno, o tucano expôs um dos principais adversários, que era o petista Raul Pont, e jogou sobre ele uma chuva de rótulos, colando nele justamente a imagem negativa que o PT adquiriu nos últimos anos e reforçando a imagem de que o oponente seria perigoso para a cidade, caso eleito. Neste caso, Marchezan entrou no jogo de posições, e obviamente se posicionou do lado do povo enquanto jogou seu opositor contra o povo.

Já no 1º turno a vitória de Marchezan estava se desenhando. Contrariando todas as pesquisas, ele ficou em primeiro lugar e teve uma vantagem bastante positiva em cima de Sebastião Melo. Enquanto isso, o vice-prefeito Melo, mesmo com a maior de todas as coligações, conseguiu ficar somente com a segunda posição.

Uma das falhas de Melo, a propósito, foi ter apostado na ideia de que ter apoio político seria o bastante. O candidato não deu a devida atenção aos detalhes, ignorou completamente o cenário e negligenciou suas desvantagens, sendo a principal delas justamente as alianças que teve de fazer para conseguir a vaga. Ter em sua chapa alguém do PDT, que é o mesmo partido do atual prefeito, certamente lhe garantiu rejeição. No 2º, ao ter aceitado apoio dos mesmos partidos que foram humilhados no 1º turno, ele selou sua derrota.

De nada adiantou ter uma das maiores coligações do país, de nada serviu tantas pesquisas mostrando Melo como favorito, e também de nada prestou todo o seu poder político. As condições do mundo real não foram avaliadas de maneira inteligente e a resposta veio nas urnas. A situação de Porto Alegre anda muito precária, e por isso naturalmente já haveria certa relutância em eleger o homem que é o vice-prefeito da cidade para o cargo de prefeito. Isso, se somado ao fato de que ele continuava na mesma coligação da atual prefeitura, lhe trouxe ainda mais rejeição.

A campanha de Marchezan foi simples e certeira, atingiu quem precisava ser atingido. A campanha de Melo foi atravessada, ele jogou mal e apostou nos cavalos errados. Marchezan jogou direitinho e isso lhe garantiu uma tranquila vitória neste 2º turno.

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