Direitista "true" explica porque não usa o termo extrema-esquerda. Acredite: é deprimente.

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O blogueiro direitista “true” Paulo Eneas parece não gostar de rotular a extrema-esquerda como tal. Enquanto esta mesma extrema-esquerda o rotula de “extrema-direita”, ele entende que mesmo tratamento não deve ser dado ao adversário.

Sempre quis entender que diabos uma parte da direita tem na cabeça para não jogar este jogo do “apontamento do oponente como ‘extrema’ ou ‘ultra'” (e, no caso de definir a extrema-esquerda, é um jogo limpo). Eneas dá sua explicação:

“Atenção para as sutilezas da linguagem:

A esquerda repaginada e de makeup retocada, e que inclui MBL e suas franquias e um amplo setor tucano, e que tem sequestrado temas da agenda liberal, passou a se referir a esquerda, incluindo PT e PSOL, como extrema-esquerda. A escolha desse termo não é casual. É uma maneira de blindar a noção de “esquerda” e demonizar apenas aquilo que seria condenável por conta do suposto extremismo.

É uma forma de dizer que existe uma esquerda do bem e democrática e que condena os “extremismos” tanto da própria esquerda como da direita. Sendo que no caso da direita, o suposto extremismo de direita seria toda forma de pensamento político que não adere a uma combinação de adesão à agenda ideológica esquerdista temperada com itens de uma agenda econômica liberal.

Trata-se assim da tentativa de construção de uma nova hegemonia esquerdista, com vistas à redução de danos à imagem pública da esquerda causados pela derrocada do petismo.”

Precisamos desconstruir este bloco de discurso, pois ele é muito divertido, além de falacioso até dizer chega.

Inicialmente, Eneas lança a narrativa do “apontamento de intenção” em quem rotula a extrema-esquerda como tal: “blindar” uma suposta esquerda do bem, a qual o alegador pertenceria. Não passa de invencionice da cabeça dele, mas Eneas parece se sentir contente acreditando nisso. Daí ele sugere a seguinte fórmula: chamar todos de “a esquerda” – sem apontar a existência de uma extrema-esquerda -, para dar a impressão de que seriam iguais.

A fórmula dele não traz nada de complicado. É até bem simplória:

  1. MBL é igual o PSDB
  2. PSDB é igual o PMDB
  3. PMDB é igual ao PT
  4. PT é igual ao PCO
  5. Nenhum deles é extrema-esquerda
  6. Todos são “a esquerda”

Mas para que ele executaria este joguete? Simples: criar um grupo bem restrito para defini-lo como “a direita”. Logo, “a direita”, para ele, seria composta por:

  1. Bolsonaro
  2. Bolsonaro
  3. Bolsonaro

No fundo, todo o truque é simplesmente a aplicação de uma chantagem: “ou você vota no Bolsonaro ou então direi que você é de esquerda”. Alguns podem utilizar o mesmo ardil substituindo Bolsonaro por “intervenção militar” ou “substituição de toda a classe política”.

Claramente, é uma picaretagem. Puro jogo retórico, de fazer inveja a Leandro Karnal (que é de extrema-esquerda). Tal jogo de palavras parece ter origem em Olavo de Carvalho, mas devemos investigar com cuidado. A ver.

É mais ou menos a retórica utilizada por alguns adeptos do “true metal”. Imaginemos que uma fã de “true metal” diga que o “metal verdadeiro” é o Marduk:

Mas se o Marduk é black metal, o que teríamos, como exemplos nos outros estilos?

Algo assim:

  • Marduk: Black Metal
  • Slayer: Thrash Metal
  • Rage: Power Metal
  • Saxon: Heavy Metal
  • Whitesnake: Hard Rock
  • Duran Duran: Pop

Mas o fã “true” de Marduk não vai admitir. Para ele, a escala fica assim:

  • Marduk: o verdadeiro metal
  • Slayer: pop
  • Rage: pop
  • Saxon: pop
  • Whitesnake: pop
  • Duran Duran: pop

Está rindo de quê? Este seria alguém como Paulo Eneas dizendo que “todos são de esquerda”, menos o Bolsonaro.

Aliás, o PCO – de Rui Costa Pimenta – também executa mais ou menos o truque. Para Rui, a coisa é assim:

  • PCO: esquerda verdadeira
  • PT: esquerda quase pequeno-burguesa (então é direitinha)
  • PSOL: esquerda pequeno-burguesa (direita)
  • PCdoB: esquerda pequeno-burguesa (direita)
  • PMDB: direitona
  • PSDB: extrema-direita
  • DEM: extrema-direita ao quadrado

Note que o repertório do PCO é até mais variado, pois eles até nomeiam os oponentes principais como “extrema”. Nem isso Enéas quer fazer.

As consequências dessa tragédia cognitiva são claras. Para início de conversa, se todos são iguais, então não percebemos o diferencial dos totalitários. Com isso, perdemos poder de precaução diante das ameaças tirânicas. Ademais, o poder de rotulagem é jogado no lixo.

Assim, temos:

  • Cristina Kirchner = Mauricio Macri
  • Nicolas Maduro = Leopoldo Lopez = Henrique Caprilles
  • Dilma Rousseff = Michel Temer = Aécio Neves = Fernando Holiday

Ou seja, é tudo igual, apenas para que o “diferente” seja aquele apoiado por ele. Parece claro, não é? Assim como o “metal verdadeiro” é o Marduk, Bolsonaro é a “verdadeira direita” e o PCO é “a esquerda real”.

O jogo que faz Eneas se recusar a definir o PT como de extrema-esquerda é um padrão facilmente mapeável:

  1. Todos aqueles que não rezam exatamente pela cartilha dele são “de esquerda”
  2. É preciso rotular negativamente todos os que se encaixam em (1)
  3. Logo, não pode haver diferenciações para tratamento priorizado de ameaça, pois todos classificados em (1) “são a mesma coisa”

Em síntese, toda a incapacidade de rotular um adversário adequadamente – ou seja, definir o PT como de extrema-esquerda, ao invés de apenas “a esquerda” – se baseia em um jogo retórico que só pode enganar pascácios.

Enéas, dá para parar de palhaçada? Já passou da idade…

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20 COMMENTS

  1. Adoro as analogias headbanger do Luciano.

    Mas falando sério, acho interessante como a maior parte dos discursos falaciosos sobre o nosso espectro político envolve deslocá-lo ao bel-prazer do locutor.

  2. Começa pelo pseudônimo do sujeito: Paulo Enéas. Será que ele, assim como Nando Moura e outros direitistas true, sabem que o Enéas Carneiro era um estadista ferrenho? Assim como Bolsonaro o era até o ano passado. Não fazem nem 12 meses que Bolsonaro mudou o discurso. Até o Natal de 2015 Bolsonaro ainda era contra a privatização da Petrobrás. Se Enéas estivesse vivo, com certeza o seria também.

    Por que esses caras do tipo Paulo Enéas e Nando Moura falam tão bem de Bolsonaro e Enéas Carneiro? Só por terem uma postura cara fechada, grosseira, falarem que querem resgatar a moral e bons costumes posando de salvadores? Esses dois políticos não entendem (no caso do Enéas, não entendia) nada que preste sobre economia. Além de claramente não baterem muito bem.

    Ótima analogia que fez com os metaleiros, nada contra eles mas alguns mais fanáticos tem o mesmo comportamento do direitista true de enxergar as coisas de modo instintivo, animalesco, parecendo mais um animal que vai pelo faro do que uma pessoa que raciocina e vive civilizadamente.

  3. Eu vejo que é até mais fácil para a direita rotular a esquerda já que os fatos nos favorecem. O PT foi protagonista na instituição do bolivarianismo na América do Sul. Desviou verbas para apoiar ditaduras comunistas. Só isso já elimina a necessidade de ficar avaliando discursos que mudam aos ventos da conveniência do jogo político. O PT nunca se afastou dos seus ideais fanáticos; eles só mudaram o discurso para se eleger depois de perder 3 eleições consecutivas (para Collor; FHC e FHC).

    A prova está aí em pleno 2016. PT usando adolescentes como escudo em invasão de escolas como fazem terroristas islâmicos. Usando artistas para falar bem do governo como fazia Mao Tse Tung. Saqueando o Estado e maquiando as contas públicas para mostrar ao mundo como a economia está fantástica como fazia Stálin. Usando movimentos sociais que atuam de forma fascista contra alvos premeditados como fazia Hitler. Não conseguiram chegar num nível de uma Coréia do Norte ou URSS e estrebucham de ódio por não terem conseguido isso. Esses putos são de extrema esquerda.

  4. Luciano, que exagero o seu! O que eu entendi da idéia do Paulo é que ao rotular “alguma esquerda” de “extrema esquerda”, pode-se aceitar que exista alguma “esquerda-do-bem”. E não existe. Lembre-se que a diferença entre a esquerda e a extrema-esquerda é de força, ou de estratégia, mas ambas agem no mesmo sentido. Já direita e extrema-direita são forças antagônicas, pois uma vai na direção das liberdades humanas, e a outra na direção da extinção das liberdades humanas (ditadura).

  5. Parem de brigas infantis… É só não fugir da realidade, simples. O PT é extrema esquerda e os liberais do MBL adotam parte da agenda da esquerdalha globalista… Qual o mal de se admitir a realidade? Lembrando que alguns jovens liberais de hoje foram os doutrinados da Pátria Educadora kkk

    • Moisés,

      Nas retóricas “true” qualquer lado pode dizer que o outro “adota parte da agenda” do outro. Por exemplo, no elogio ao Coronel Ustra, poderíamos dizer que a direita do perfil bolsonaro adotou a “agenda totalitária do socialismo”. Assim, como você poderia dizer que “liberais adotam parte da agenda da esquerda”.

      Detalhe: as agendas de respeito às minorias não são da esquerda. Foram adotadas por eles de modo estratégico. Portanto, nem o “compartilhamento de agenda” denota qualquer esquerdismo do liberalismo.

      Abs,

      LH

  6. Luciano, você precisa se posicionar: PSDB é ou não é esquerda pra você? Você e o Reinaldo Azevedo estão se desmoralizando junto ao eleitorado de direita (em geral e não só aos bolsonaristas). Se você é tucano, beleza, é uma opção sua. Mas me parece que você anda forçando essas refregas com o grupo do Olavo pra fazer o serviço sujo da tucanalha. Se assuma logo.

    • Fernando,

      Eu já escrevi várias vezes aqui. O PSDB é de esquerda. Mas, por pressão, teve dois candidatos liberais que receberam meu apoio: João Doria e Nelson Marchezan Jr.

      Mas o partido, basicamente, é de esquerda.

      Eu não fico em cima do muro. Ao contrário: entendo que para discussões táticas, devemos ser CLAROS ao definir as posições.

      Abs,

      LH

    • Isso só prova como há uma diferença entre esquerda (PSDB) e extrema-esquerda (PT, PC do B, PSOL, PSTU, PCO…). Há uma esquerda que aceite se aliar com liberais ou conservadores. Que aceita que haja opiniões divergentes, mesmo dentro do partido. Vide o deputado Paulo Martins, que é conservador e do PSDB. Fora o repúdio a ditaduras, comportamento totalmente antagônico ao do PT. Só isso já prova que não há equivalência moral, embora as idéias centrais e os planos do partido sejam quase tão ruins quanto.

    • Comentários como esse mostram que gente da direita também pode ser aprisionada no mesmo esquema mental da esquerda, segundo o qual ou a pessoa é petista ou é tucana, sem direito a terceira opção. Para estes, ou a pessoa é olavista/bolsonarista ou só pode pertencer a um grupo homogêneo que envolve Reinaldo Azevedo, MBL, Luciano Ayan, IMB, etc… Só que a realidade mostra que todos esses possuem grandes disparidades entre si. Reinaldo Azevedo defendeu vergonhosamente a abertura de processo contra Bolsonaro quando todos os outros protestaram, por exemplo. Essa homogeneidade é uma fantasia de quem pensa que todos que discordam de suas ideias no fundo são iguais.

      Essa cegueira ideológica foi um dos motivos do recuo da esquerda, pois impede que a realidade seja enxergada de forma exata, o que resulta em estratégias descoladas do mundo real. Mas parece que isso é como um vírus que acaba infectando a direita, que mesmo sem saber pensa de forma parecida com os petistas. Que a esquerda seja derrotada primeiramente em nossas próprias mentes

  7. Essas Olavetes são uma vergonha mesmo. Isso mostra que o rótulo de extrema-direita não é exagero. Para eles não pode haver diferença, a esquerda – toda ela – tem que ser eliminada, e que leve uma parte da direita (que não faz parte do grupo dele) junto! É como o pessoal do PSOL aqui no RJ que já não reconhece o Crivella como prefeito eleito. É como o pessoal do “Fora Temer”, que não aceita que ninguém além da “presidenta” que ELES ESCOLHERAM ocupe o Planalto. Eles não são democráticos, não aceitam divergência, só não colocam as mãos em armas porque não têm colhões pra isso. Para eles a “democracia” é quanto eles ganham e só. É mais do que vergonhoso, esse comportamento é abjeto e anti-social!

  8. Ontem assisti palestra do ótimo Eduardo Bolsonaro em Niterói. Evento chamado Politicamente Incorreto, criado pelo ÚNICO vereador (recem eleito) assumidamente conservador da cidade.
    Os ditos libcons apoiaram em massa candidatura do tucano (lider do MBL no estado), que não se elegeu (infelizmente).
    Apesar de defenderem algumas bandeiras conservadoras são mais afins com a social-democracia.
    Fica difícil, pelo menos aqui na minha cidade, fugir a este estereótipo citado no post, embora saiba que, pelo menos teoricamente você tem razão. Isto também me incomoda.
    Sobre o Olavo, vale ler um tal de Jardim das Aflições. O cara está muito além dessa brincadeira “infantil” de rótulos direito-esquerdistas. Ele clama muito mais por uma elevação da consciência do que por ideologia política, onde esta última seria mais resultado da mudança do que a razão desta.

  9. Faço as palavras do Jeferson, as minhas. Esse pessoal é uma vergonha, mesmo. Agora resolveram fazer uma lista do que é ser conservador. Basta discordar ou somente questionar um único item para ser incluído nas piores categorias , de comunista enrustido à satanista. É óbvio que essa gente não quer um regime democrático. Dependesse deles viveríamos em uma ditadura da qual eles, óbvio, seriam os comandantes. O pior é que fazem um barulho desgraçado por onde passam, são estridentes, mal educados, abusam de palavrões e tornam impossível qualquer discussão coerente. Tanto que já foram expulsos de praticamente de todas os blogs e páginas. Na minha opinião, acho que é isso mesmo que tem que ser feito: isolá-los até que aprendam a conviver civilizadamente..

  10. Débora e Jefferson são defensores dos argumentos do autor. Eu defendo parte dele e ainda consigo ver a coerência do conservador mencionado no post. Ao contrário do que a Débora e o Jeferson afirmam há diversos conservadores que não são expulsos de blogs, nem de quaisquer lugares públicos.
    Vejo como altamente estereotipada postagens e comentários como esses, especialmente se não oferecem alternativa de direita (que seja centro, centro-direita ou até extrema-direita) diferente da que vem propondo a família Bolsonaro e afins. Ou há aqui interpretação que o PSDB, o PMDB, diversos líderes do DEM, entre outros antipetistas, não sejam de centro-esquerda?
    Haveria possibilidade de diálogo maduro com o autor do post, ou com estes comentaristas se, pelo menos, Caiado ou Malta, por exemplo, fossem citados. Da forma como são feitas estas críticas não se pode levar muito a sério, infelizmente.

    • Parabéns, Paulo Jr, pelos comentários, pela clareza da linguagem, etc. Ao ler artigos como este, se tem cada dia mais certeza de uma coisa: Olavo SEMPRE tem razão. Esses liberais nasceram pra ser “vaquinhas” mesmo, cedo ou tarde. Basta se esperar pra sabermos se serão “abatidas” pelos conservadores ou pela esquerda DE NOVO.

    • “Eu (…) consigo ver a coerência do conservador mencionado no post.”

      Conservador mencionado no post é Paulo Eneas. De fato, a sua postura de juntar todos os outros num mesmo saco, sem fazer distinções, é coerente com o seu objetivo: fazer propaganda daquilo que ele considera como a única e verdadeira direita, como apontado pelo autor do post, Luciano Ayan. Porém, tal postura está longe de fazer uma leitura correta da realidade. Essa leitura equivocada pode levar aqueles que nela crêem a defender táticas políticas equivocadas. Em outras palavras, pode ser coerente fazer a propaganda que te levará a alcançar os objetivos visados: colocar todos os outros no mesmo saco. Mas é incoerente acreditar na própria propaganda. Tal crença impediria, por exemplo, um voto útil num candidato da esquerda moderada, para impedir a vitória de um candidato da extrema-esquerda. Tal crença impediria uma aliança temporária com a esquerda moderada, ou com a direita liberal, para derrotar um inimigo comum mais perigoso, entre outras táticas políticas suicidas.

      “Vejo como altamente estereotipada postagens e comentários como esses”
      Mostrar que Paulo Eneas utiliza um estratagema para misturar todos os outros num mesmo saco, como fez a postagem de Ayan e comentários de leitores, não é fazer um estereótipo dos Conservadores em geral ou de Paulo Eneas em particular. É apenas fazer uma descrição fiel da realidade, no que respeita ao estratagema utilizado por Eneas. Ou Ayan fez algum estereótipo (descrição simplificada e deturpada da realidade) em relação a Paulo Eneas?

      “Haveria possibilidade de diálogo maduro com o autor do post, ou com estes comentaristas se, pelo menos, Caiado ou Malta, por exemplo, fossem citados. Da forma como são feitas estas críticas não se pode levar muito a sério, infelizmente.”
      Olha, uma coisa não tem nada a ver com a outra. O fato de Ayan ou os comentaristas não terem citado ou defendido alternativas de políticos de direita não impossibilita um diálogo maduro. Você pode dizer: ‘veja bem Ayan, Paulo Eneas não faz aquilo que você diz que ele faz’; ou ‘apesar de juntar todos num mesmo saco, isso é uma tática política inteligente, que trará bons resultados para a direita’; ou ‘é melhor que um político da extrema esquerda ganhe, porque isso facilitará uma futura vitória de um político conservador, do que um político da esquerda moderada ou da direita liberal’ e assim por diante. Nada impede um diálogo maduro. As críticas de Ayan de que o estratagema de juntar todos num mesmo saco é contraproducente deveriam ser levadas muito a sério por qualquer um que tem interesse em vencer a guerra política.

  11. Paulo Jr, interessante você mencionar que há “diversos conservadores que não são expulsos de blogs, nem de quaisquer lugares públicos”. De fato, há muitos que não são. Não são expulsos, porque reconhece-se neles inteligência, honestidade, capacidade argumentativa e cordialidade com pessoas ou ideias divergentes. Não há motivo para rechaçá-los, e seria muito imbecil quem o fizesse.
    Ocorre que a recíproca, de maneira geral, não é a mesma ; e esse é o meu ponto. Rotular pessoas de esquerdistas a partir de uma discordância com algum item de uma lista imaginária ou porque não apoiam determinado candidato escolhido por um grupo, é de uma desonestidade absurda.
    Eu, por exemplo, não votaria em Bolsonaro para presidente. Embora reconheça algumas das suas lutas, penso que lhe faltam os atributos necessários para ocupar a presidência de um pais, e acho que não há nada de errado em pensar dessa maneira. Tal fato não me transforma automaticamente em esquerdista. Talvez, já que você insistiu na citação de nomes, votasse em Caiado, não sei. Para mim, voto é o resultado de uma análise fria e criteriosa do candidato, assim como das circunstâncias. E não da defesa apaixonada de ideias sem lastro na realidade.
    Acredito como Pereira Coutinho que ” A função de um governo não é estabelecer o paraíso na Terra; é no máximo evitar o inferno”. Não acredito em utopias, salvadores da pátria e em nenhum tipo de totalitarismo. Acredito em uma sociedade “sofrivelmente ordenada”, justa e livre. Se algum candidato se aproximar disso, ótimo.

    • Eu fico perplexo com os ataques desonestos contra Bolsonaro. Acompanho o Bolsonaro, o Caiado, o Holiday. Este me impressiona, não só pelas pautas que eu apoio, mas pela desenvoltura. Acho ele muito bem articulado para pouca idade. Falei do Holiday porque ele é tão bombardeado pela esquerda quanto o Bolsonaro. Só que o nome Bolsonaro é atacado por todos os lados, inclusive pelo Holiday. Ataques que na grande maioria das vezes são mentirosos, não perdem nem 1 minuto para averiguar o caso, antes de propagar asneiras.
      No último parágrafo da Débora, está bem claro no contexto que ela se refere ao Bolsonaro quando diz: “ideias sem lastro no realidade”. Que ideias são essas? Aí vem com mais: “totalitarismo”, “salvador da pátria”… Que loucura! Eu penso que isso pode ser fruto do conceito midiático, que é de esquerda, em dizer que apoiadores de Bolsonaro são extremistas. Vi esse mesmo discurso contra o Trump. Acho bem contraditório para quem diz fazer uma análise fria e criteriosa do candidato.
      Outro fato bem propagado pela mídia é taxar o conservador de tudo que não presta, um atraso para sociedade. Com um apoio, eu diria surpreendente, daqueles que dizem ser da direita liberal. Explico o porquê do “surpreendente”. Conservadores e liberais tem muito mais convergência do que divergência. No campo econômico, são bem próximos. No campo da moral, divergem em alguns aspectos como, por exemplo, em questões de drogas e aborto. Fica difícil entender o porquê da real intenção por trás de tantos ataques gratuitos. O Paulo Eneas pode ter escrito isso tendo como base esses tipos de situações como esses ataques em que a intenção ainda não estão muito claras.
      A divergência é considerável entre conversadores e libertários.
      E quem defende intervenção militar, é intervencionista. E de acordo com a crítica do Ayan, que diz basicamente para colocar cada coisa em seu devido lugar, também concordo com a ideia. Então assim vamos proceder né?!

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