A verdadeira motivação por trás das invasões nas escolas

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Quando conversamos com pessoas leigas, devemos ter uma postura mais amena, mais amigável e por vezes precisamos ter paciência para explicar a estas pessoas onde elas estão erradas. Porém, quando falamos com um malandro, precisamos ser malandros também, pois se não formos ele usará sua malandragem contra nós.

O caso das invasões nas escolas, embora seja algo bem evidente, não parece ter sido efetivamente compreendido pela direita. Muitos ainda estão na fase de discutir, com os movimentos que comandam estas invasões, se a PEC 241 é boa ou ruim, se a reforma do Ensino Médio é necessária ou não, e por aí vai.

O entendimento sobre isso, do ponto de vista da guerra política, é que quem discute estas questões já entra na luta em desvantagem, uma vez que este é o assunto que a extrema-esquerda quer que seja discutido. A esmagadora maioria dos alunos que participam dessas invasões não faz a mais remota ideia sobre o que é a PEC, nem sobre o que vai mudar com a reforma do Ensino Médio. E é importante frisar algo aqui: eles não querem saber.

Toda essa movimentação tem um propósito, que é atender a interesses petistas e de suas linhas auxiliares. A ideia é movida pelo sentimento “Fora,Temer”. Todos já deveriam saber, a essa altura, que se tais propostas tivessem surgido durante o governo Dilma ou Lula elas teriam sido até mesmo apoiadas pelos mesmos movimentos que hoje atacam. Portanto, tudo isso não é mais do que uma movimentação para gerar desestabilização política, para promover o caos. Isso, aliás, faz parte de táticas usadas desde Leon Trotsky.

Portanto, quando estiver falando com militantes de extrema esquerda, não perca seu tempo discutindo se a PEC é boa, se a reforma no Ensino Médio é correta, apenas parta diretamente para os frames de ataque. Rotule-o, pratique shaming, pressione-o até que ele fique irritado e mostre sua face. É necessário expor que toda essa baderna é apenas um resquício que ficou das manifestações contra o impeachment, e que eles tiveram que apelar para os adolescentes quando perceberam que haviam perdido o monopólio das ruas.

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5 COMMENTS

  1. No Chile, onde esta estrategia surgiu originalmente, o pretexto foi o custo alto da educação privada. Foi a través da luta contra a educação privada que o Partido Comunista do Chile ganhou o interesse e compromisso dos adolescentes. Hoje, a líder do movimento, é uma destacada deputada, e os comunistas conseguiram criar uma continuidade geracional. A toma das escolas é um poderoso mecanismo para doutrinar os adolescente. Neste sentido, o movimento está tendo um grande sucesso.

  2. Lembrando que Mariguella, em seu “Manual do Guerrllheiro Urbano”, já descrevia ocupações (inclusive escolares) como um método de guerrilha.

  3. Luciano, precisamos ser honestos sobre o que faz um típico adolescente participar de uma invasão. Não é honesto, a meu ver, tratar o caso apenas como doutrinação. Ela ocorre sim, mas apenas a nível de liderança dos estudantes, que muitas das vezes entra por um ouvido e sai pelo outro. Aquela turma está ali pela farra, pelo sexo e drogas, para parecer descolado. Isso infelizmente não vai acabar com o Escola sem Partido, mas vai ser potencializado com a “Educação para a diversidade”, expondo crianças a sexo homossexual na escola

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