Por que o PSOL carioca se articula tanto para lutar contra Escola Sem Partido?

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Lemos no site de Rodrigo Constantino que, após perder para o PRB (de Crivella), o PSOL se mobilizará no Rio para lutar contra o “escola sem partido”.

Mais:

Um projeto de lei, de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), já tramita na Casa e estipula a criação do “Programa Escola Sem Partido”. Iniciativas semelhantes foram apresentadas pelo país. Na campanha, o prefeito eleito, Marcelo Crivella (PRB), defendeu a tese. Há na Câmara o entendimento de que, em função da aliança entre Crivella e a família Bolsonaro no segundo turno, o tema deverá entrar na pauta no início do governo. E levantamento do GLOBO já mostrou que ao menos 30 dos 51 vereadores eleitos já declararam apoio publicamente ao senador.

O assunto surgiu ao longo da eleição, e ataques foram direcionados ao candidato do PSOL, Marcelo Freixo. Adversários afirmavam que ele seria favorável a um ensino ideologizado. Freixo se diz contra a partidarização nas aulas, mas ressalta que os professores não podem se abster de promover discussões e estimular o pensamento dos alunos. Logo após o resultado primeiro turno, Freixo discursou contra o projeto, em comício na Lapa.

A bancada do PSOL, que saiu de quatro para seis vereadores e será a segunda maior da Câmara, já prepara a resistência.

– Vamos fazer uma oposição programática ao governo do Crivella, não uma oposição pela oposição. Tenho muito receio de que essa prefeitura represente um retrocesso no que diz respeito às liberdades individuais e ao Estado laico. Vamos lutar para impedir a provação do projeto escola sem partido. Esse vai ser um dos primeiros embates, e dos mais importantes – afirma o vereador Renato Cinco (PSOL), reeleito.

Constantino comenta: “Retrocesso? Liberdades individuais? Sei… O que o PSOL quer é preservar a doutrinação ideológica nas escolas, da qual faz uso e abuso e é o maior beneficiado.”

Acho que devemos explicar isso em mais detalhes.

Para início de conversa, é preciso saber que uma das armas mais importantes na guerra é a propaganda. E propaganda custa dinheiro.

Retorno ao conceito de “poder de arena”, que significa a quantidade de tempo disponível para emitir uma mensagem de propaganda, multiplicado pelo número de pessoas que a receberão. Assim, imagine que  você tem uma hora para fazer propaganda e 10 pessoas para ouvir sua mensagem. Agora, imagine que você tem a mesma hora de propaganda, mas agora tem 100 pessoas ouvindo. Isso aumentou 10 vezes seu poder de arena.

O poder de arena custa dinheiro.

Agora imagine todas as horas/aula (multiplicado pela audiência cativa de alunos) utilizadas pela extrema-esquerda nas aulas de Humanas.

Quanto eles teriam de gastar para ter o mesmo poder de arena? 2 bilhões? 3 bilhões? Muito provavelmente seria um investimento nessa escala. Só para se ter uma ideia, o fundo partidário – para todos os partidos – está na casa de 1 bilhão de reais.

Logo, o poder de arena da extrema-esquerda em salas de aula vale ouro para essa gente. O PSOL acredita ser o substituto do PT. Também acredita que precisa ter todas essas horas/aula utilizadas para a prática de estelionato educacional e abuso intelectual contra estudantes indefesos e obrigados a assistir propaganda disfarçada de aula, pois são audiência cativa vulnerável.

A pergunta é: ciente disso, você ainda não está zangado o suficiente para decidir de vez que proteger os alunos do abuso de doutrinadores é uma de nossas maiores prioridades na guerra política?

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Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

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5 COMMENTS

  1. Luciano, a extrema-esquerda está lançando o seguinte frame na direita: “vocês são a favor da redução da maioridade penal, mas acham que alunos de 15/16/17 anos são doutrinados e incapazes de ter opinião própria”. Qual metaframe podemos jogar sobre eles? O poder de arena seria um deles?

    • Antonio,

      Eu diria: “Você também é doutrinado, e talvez não seja menor de idade. Ou é doutrinado ou está de má-fé”. E poderia dizer: “Quem disse que sofrer lavagem cerebral dá salvo conduto para praticar crime?”.

      Abs,

      LH

    • a questão principal é que a doutrinação nao começa nos 16 anos, e sim nos 6 anos… eis a grande diferença.
      Contra fatos não há argumentos – Sao Tomas de Aquino.

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