CNBB mente feito o Satanás para atacar a PEC 241 e defender os totalitários do PT

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Percival Puggina comenta que, como de hábito, a CNBB resolveu alinhar-se aos partidos de extrema-esquerda no combate à PEC 241.

A parte essencial do discurso totalitário adotado pela CNBB é este:

 “A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.”

E também:

“A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional.”

A refutação feita por Puggina é ótima e não deixa prega sobre prega:

Comecemos por esta última. A CNBB sustenta uma tese surpreendentemente genérica. A de que se uma proposta de emenda à Constituição alterar preceito da Constituição ela é inconstitucional. Nesse caso, para que existiram tais propostas? Uma PEC só será inconstitucional se ferir princípio constitucional ou cláusula pétrea, como tal declarada pelos constituintes originários (1988). Não é o caso. Corporações do Poder Judiciário, por exemplo, se insurgiram contra a PEC por outro viés, invocando o princípio da independência dos poderes, mas o STF já sinalizou que não concorda. O que esse corporativismo pretende é que a cabine dos passageiros de primeira classe não balance quando o avião atravessa zona de turbulência. A própria presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, já se manifestou a favor da PEC e contra o argumento dos magistrados.

Quanto ao primeiro ponto da nota, a CNBB acompanha as críticas dos partidos de esquerda, que:

  1. se esfalfaram na análise de consequências da PEC 241 que supõem funestas exatamente aos setores que ela pretende proteger;
  2. dizem lutar por mais recursos à Saúde e à Educação, mas parecem não aceitar que esses recursos sejam suprimidos de outros setores, ou seja, haverá que buscar nos ventos e nas estrelas os recursos que pretendem obter;
  3. apenas como contraponto e denúncia, trataram da não inclusão do setor financeiro nos ônus da contenção da despesa pública.

Desconsideraram, neste particular, que os títulos do governo são adquiridos pela sociedade como forma de poupança e investimento. É o dinheiro para compra da casa, troca do automóvel, educação dos filhos, reserva para velhice, abertura de um negócio. As medidas que a CNBB pretende contra esses cidadãos fuga de capitais para outros ativos, redução ainda muito maior dos investimentos produtivos, seriíssimos problemas de financiamento para o governo, que redundariam em aumento da taxa de juros e aprofundamento da recessão. Afinal, não foi a irresponsabilidade fiscal que nos lançou no atual cenário de dificuldades?

Não é sensato recusar racionalidade ao comportamento dos agentes econômicos. Nenhum poupador poupa para suprir o Estado e suas funções. Nenhum investidor anda em busca de governos para socorrer generosamente. Só fundos de pensão administrados por petistas investem em títulos públicos venezuelanos. Bobo é quem, pensando que o dinheiro é bobo, gasta mais do que pode. Agora, tanto os que se serviram politica e/ou pessoalmente da gastança, e os que nada disseram contra ela, se introduzem no palco como zelosos defensores do interesse público. O interesse público, hoje, se chama controle do gasto público, segurança a quem empreende, gera empregos, renda e tributos. Ah! sobre a auditoria da dívida, basta perguntar ao PT como conseguiu quintuplicar em 13 anos o compromisso que carregamos.

No fundo, Puggina foi certeiro em sua refutação ao show de mentiras da CNBB. Porém, talvez ele tenha sido até caridoso. A CNBB mostrou que, para defender governos totalitários, é capaz de mentir a um nível que assustaria até o Satanás.

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5 COMMENTS

  1. A CNBB é uma confraria de comunistas vestidos de bispos. São farsantes, já se encontram excomungados “latae sententiae”, e se ainda ocupam postos eclesiásticos é por causa da frouxidão da Santa Sé, receosa de um cisma na América do Sul.

  2. Supostos líderes cristãos defendendo em nome dos pobres a imprudência e intemperança governamental que tanto prejudica os pobres. Lindo.

    * * *

  3. Tudo nesse mundo contemporâneo é uma questão de NARRATIVA! E muitos FORMADORES DE OPINIÃO utiliza-a em abundância. Padres, jornalistas etc. Muitas vezes NARRATIVAS apenas publicitárias! Tal qual aquela exata de sabonetes. Isso mesmo, sabonete.

    Muito desse papo é pura narrativa! Veja abaixo e lembre-se do passado recente, na política, por exemplo, do PT.

    Por exemplo, “Golpe” é propaganda de sabonete!

    Ainda o PT tem o poder das NARRATIVAS. Perceba as ocupações e invasões de escolas secundárias e as contradições presentes… Ou, também, por outro lado, observar os nossos impulsos e comportamentos diários no âmbito da pu-bli-ci-dade… Que é uma espécie também de NARRATIVA (imagens; embalagens; fotos suculentas; slogans; frase-clichê: tipo «Coração Valente»).

    Por exemplo, analisando apenas uma frase-clichê de a pouco, a “não vai ter golpe” (substituída dissimulada e suavemente pela mais “moderninha”, ” chique” e mais recente “Fora Temer”). Veja:

    “Golpe” é sabonete com proteína.

    GOLPE é papo furado… Fique atento, reflita e pense. É clichê publicitário Petista (o dito «SLOGAN», compreende?). Do tipo que vem escrito nas caixinhas de SABONETE com proteína do leite e karité, hidratação DUPLA.

    SUI-GENERIS:
    Cabeças arejadíssimas e sui-generis são críticos do PT…
    Não é aquele papo repetitivo de Petistas, não… Confira e analise, para confirmar isso. Reflita.

    Eis:
    AS FRASINHAS DO PT: “casa grande e senzala; “burguesia”; «velha mídia»; “pobre viajando de avião”; minha casa minha vida; “PRONATEC” (a maior picaretagem do planeta!); “não vai ter golpe” substituído por “fora Temer”; “coxinha”; a picaretagem máxima de rir: “fascista” (inflação total do conceito!); “luz para todos”; “Coração Valente” e o clássico: “Nunca na história desse país”…, do Molusco.

    O PCdoB (puxa-saco SEM IDENTIDADE própria) assina embaixo de TUDO do PT!

  4. Vou aproveitar para dar mais uma no ceticismoeconomico, principalmente na parte das aplicações financeiras, onde mais um da área política passa a aventurar na economia. Disse ele, repetindo o discurso de sempre dos economistas, “fuga de capitais para outros ativos,”, meus amigos, a não ser que os brasileiros que mamam no mercado financeiro, queiram, se puderem legalmente, levar seu dinheiro embora, o que seria impossível, iriam investir em quais outros ativos, colocar tudo na bolsa?, duvido e nesse caso também seria bom para a economia, novas empresas abririam seus capitais. Em imóveis?, também seria bom para a economia, o dinheiro mudaria de dono. Para controlar a inflação, mantenham os juros e aumentem o imposto para tais rendimentos. Deixariam debaixo do colchão? ou passariam a investir em seus próprios negócios aquecendo a economia sem necessidade de empréstimos.

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