Um método infalível para você descobrir se tua rotulagem atingiu o alvo ou não

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Se na guerra política, rotular o oponente é fundamental, igualmente o é entender se nosso rótulo atingiu o alvo. Eis que pode surgir a dúvida: como saber se acertamos na rotulagem? A resposta é mais simples do que parece.

Procure um meio onde você pode ser lido, visto e/ou ouvido – tipo um fórum, ou página de Facebook, ou qualquer outro espaço, virtual ou não – e lance a rotulagem ao adversário de modo que muitas pessoas a vejam. O objetivo também é comunicar a rotulagem não apenas aos neutros e aos que estão ao seu lado, mas também aos oponentes.

A reação destes oponentes é seu foco de análise. Se eles se revoltarem com a rotulagem, é sinal de que você acertou o alvo. Se eles aceitarem a rotulagem, você errou. É simples assim. Uma regra é jamais anexar a eles os rótulos que eles adotaram. É claro que seu rótulo deve possuir coerência com os fatos. Mas essencial mesmo é que ele funcione.

Fiz um teste, por exemplo, ao chamá-los de representantes da extrema-esquerda. Já coletei em meu website mais de 200 manifestações de revolta da parte de petistas e psolistas. Acertei o alvo. Porém, o termo “esquerda” é utilizado por eles. Logo, eles gostam do termo, que deve ser abandonado por nós. Evidentemente, você jamais deve chamá-los de progressistas, pela mesma razão: eles adotaram o termo. Você pode exercer o método até mesmo para rotular oponentes da extrema-esquerda. Assim, não tema chamar o PSDB de “esquerda”. Mas por que? Por que a extrema-esquerda os rotula de “direita”. Logo, teu rótulo deve ser diferente do deles.

No caso do uso do termo “invasões” em vez de “ocupações”, é claro notar o efeito. Eles sempre reclamam e reparam: “Não, aqui temos ocupações”. Pronto! Você acertou o alvo. Utilizando a mesma regra, você não utilizará mais o termo “ocupações”, mas apenas “invasões”.

A lógica por trás dessa regra é simples, pois se baseia na lógica de guerra. Uma boa munição é aquela que provoca danos em seu adversário, e não aquela que o agrada. É por isso que nas batalhas tradicionais são utilizadas balas, e não flores ou bombons.

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3 COMMENTS

  1. Não dá para evitar completamente certos termos, pois terceiros podem não compreender. Quando eu escrevo a palavra “progressistas” me referindo à esquerda, coloco entre aspas.

    Também podemos pensar na estratégia oposta para reverter as rotulagens que eles fazem. Se disserem “a polícia invadiu a ocupação”, corrigimos: “a polícia removeu os invasores”.

    * * *

  2. Luciano, concordo com o Emerson… No caso chama-los de progressista, usando de clara ironia, não teria chances de marcar um ponto?

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