Caio Blinder, torcedor da campanha de Hillary, acha que os EUA têm um 'caminho difícil' pela frente

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De acordo com o que foi publicado n’O Antagonista, o jornalista que resolveu ser cheerleader de Hillary Clinton acha que os EUA têm um ‘caminho difícil’ pela frente, devido a vitória do Republicano Donald Trump.

Não!

É ele, Caio Blinder, quem tem um caminho difícil pela frente como jornalista. O cinismo da mídia brasileira tem ficado cada vez mais em evidência, e a atuação de jornalistas como ele e seus colegas foi tão hipócrita e mentirosa na cobertura da campanha nos EUA que qualquer leigo perceberia a tendenciosidade.

Ontem, durante a noite, ele estava com Diogo Mainardi e outros membros d’O Antagonista comentando as apurações, e todos mal conseguiam esconder a cara de derrota, de desânimo. Quem olhasse a cena pensaria estar diante de homens que acabaram de presenciar uma tragédia, algo catastrófico como um incêndio de grandes proporções ou mesmo uma pancadaria entre torcidas organizadas.

Uma postura lamentável e vergonhosa para quem se diz jornalista.

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13 COMMENTS

  1. Já vi muita gente na internet igual aos Antagonistas:
    Odeia o PT, Odeia o Freixo, Odeia um monte de esquerdismos mas prefere a Hillary.

    É uma bizarra dissonância cognitiva ou loucura.

  2. É impressionante. A conclusão é que, se para Trump o caminho seria muito difícil, então, para a Hillary, tudo seria mais fácil, com o Congresso e o Senado dominado por republicanos, com ameaça de impeachment e acusações gravíssimas. O Reinaldo Azevedo está chamando seus leitores de bananas. Ele se acha. Deveriam dar um enorme trofeo de banana para o Reinaldo Azevedo. O cara é nojento. A Vilma Grizinsky da Veja, outra hillarista de primeira hora, escreveu um post cheio de ironias. Para dizer o mínimo, esse povo vive numa bolha. Não tem a mais pálida ideia do que acontece em volta. Mas essas pessoas não se calam. Eles acham que todo mundo é idiota. Estão querendo sair por cima. Sem chance, a gente não vai deixar. Que papelão!
    O Trump destruiu os candidatos republicanos, destruiu a Hillary. O cara é genial. Mesmo falando “bobagens”, sabia o que estava fazendo. Conhece seu povo. Atacou à imprensa, destruiu a imprensa.

    • Concordo com você. Reinaldo Azevedo, apesar de toda a sua inteligência, caiu num embuste da extrema esquerda. Fiz um comentário respeitoso no blog dele para não ser censurado nos seguintes termos:

      “Caro Reinaldo,

      Discordo do seguinte trecho:
      “O maior prejuízo que pode advir de sua eleição se projeta, acho, no médio e no longo prazos. Uma eventual derrota na eleição certamente empurraria o Partido Republicano para posições mais moderadas; é claro que, agora, vai se dar o contrário. As vozes centristas serão desautorizadas.

      Quem ganha com esse resultado é a cultura da intolerância — e de ambos os lados. Não se enganem: também as chamadas “minorias” organizadas caminharão para uma radicalização de posições.”

      Que as minorias organizadas irão radicalizar as suas posições, não há a menor dúvida. Mas isso aconteceria independentemente da vitória ou derrota de Trump.

      Acho que quem ganha no médio e longo prazos são as posições centristas, moderadas. Como você falou, muitas coisas no discurso de Trump eram mera retórica. Como as posições centristas ganham? Impedindo um terceiro mandato consecutivo de governos esquerdistas e todas as consequências negativas associadas a isso. Em especial, a possibilidade de aparelhamento da Suprema Corte americana. Os republicanos não são um bloco monolítico. Existem aqueles que defendem o livre mercado, que valorizam as liberdades individuais, que não são isolacionistas, que se opõem a um aumento do déficit público (que poderia ser causado por corte de impostos sem o concomitante corte de despesas). Trump também precisará do apoio desses republicanos para governar. Assim, considero que a eleição de Trump pode ser boa para as posições centristas e moderadas.”

      Ao contrário de Caio Blinder e de grande parte da imprensa (vide o post http://www.ceticismopolitico.com/manchetes-apocalipticas-ja-comecam-a-pipocar-com-vitoria-de-trump/ ), Reinaldo Azevedo procurou acalmar os ânimos daquelas previsões alarmistas. Nisso ele tem razão.

      Porém, ele caiu no embuste da polarização da política ( http://www.ceticismopolitico.com/sinto-muito-se-voce-acreditou-no-mito-de-que-a-politica-esta-polarizada-mas-ainda-da-tempo-de-acordar/ ). Ele parece acreditar, contra todas as evidências, que a eleição de Hillary seria mais benéfica para a preservação de posições moderadas e centristas. Esse é o discurso da esquerda (lá nos EUA e no Brasil), que se coloca como moderada e rotula quem lhe faz oposição de radical.

      Concluindo: embora ainda existam incertezas, Trump tem boas chances de fazer um bom governo (inclusive um governo realmente moderado, que não atenda à gritaria das minorias radicais). Hillary, por outro lado, seria a certeza da continuidade do aparelhamento do Estado e da Suprema Corte, que poderia ameaçar as liberdades individuais da maioria, em atendimento às demandas da minoria radical de esquerda. E como você bem observou Carlos, um eventual governo de Hillary poderia ser ineficiente. Ela teria problemas de governabilidade. Reproduzo o seu comentário: “É impressionante. A conclusão é que, se para Trump o caminho seria muito difícil, então, para a Hillary, tudo seria mais fácil, com o Congresso e o Senado dominado por republicanos, com ameaça de impeachment e acusações gravíssimas.”

      É impressionante que um analista político como Reinaldo Azevedo não consiga ver isso:

      1° – que um eventual governo de Hillary é que poderia aprofundar o radicalismo;
      2° – que um eventual governo de Hillary poderia ser um pato manco, como foi o segundo mandato da Dilma.

  3. Ridícula a posição do Antagonista e de seus convidados.O que aconteceu nos EUA deveria ser o suficiente para que fizessem uma boa reflexão a respeito das suas condutas profissionais, mas não: ainda insistem nessas análises maliciosas que ninguém mais quer ouvir. Respeito o Antagonista pelo excelente trabalho que tem feito, principalmente em relação a Lava Jato, mas estão errando feio. Estão sendo arrogantes e fazendo pouco caso dos seus leitores. Tem que ser muito presunçoso para achar que os leitores achariam linda aquela sala cheia torcedores da Hillary, francamente….

    • O principal motivo foi o forte simbolismo de tudo isso.

      Mas essa eleição afetará muito os EUA em sentido econômico e cultural, e o que afeta os EUA influi nas economias e culturas de todo o planeta.

      • Quer dizer, não muda nada para o Brasil. Um vento no Timor Leste já influi na nossa economia e cultura, país fraco politicamente e diplomaticamente. Grato pela resposta

  4. Como ele erra tudo, então os EUA devem ter um caminho fácil pela frente. kkkkk
    Caio Blinder deveria ser demitido da Jovem Pan e substituído pelo Andreazza. O único q fez comentários bem sensatos e corretos em relação as eleições americanas e ñ vive de fazer torcida e militância. Ele sequer declarou apoio a Trump, mas isso ñ importa.

    Mesmo com suas falhas, a Jovem Pan é o meio de comunicação de massa no Brasil que mais se aproxima da FOX News – uma pena q é só no rádio. A contratação de Andreazza, que faz um bom contraponto os jornalistas politicamente corretos e esquerdistas da rádio, foi ótima.

  5. Luciani, no texto há uma imprecisão: não são antagonistas junto ao Diogo mas o pessoal do manhattan conectivos. Em relação a influência da vitória no Trump no Brasil, engana-se quem acha qua não haverá impacto, seja pelo que não vai ocorrer (liberais na suprema corte), seja pelas mudanças regulatórias que vão ocorrer que podem ser referências para o Brasil.

  6. Luciano, bem que podia fazer até um post sobre a cortina de fumaça que a mídia joga no problema da suprema corte americana.

    Procuro em todos os lugares, mas é bem difícil achar uma reportagem sobre isso. A mídia tenta esconder a todo custo.

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