A mídia independente que ajudou a derrubar a tirania de Obama e Hillary

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A revista ÉPOCA foi outra a chafurdar no nível do esgoto ao tentar arrumar razões para a derrota da esquerda na recente eleição norte-americana. Em um texto atacando uma “mídia militante que ajudou a eleger Donald Trump”, seguiram na tradicional prática de mentiras como parte de projetos políticos.

Curiosamente, a mesma matéria reconhece: “Que dizer então da maior parte da mídia americana, que apoiou majoritariamente Hillary e contava com pesquisas feitas à moda tradicional, que apontava uma vitória fácil da candidata democrata?”

A partir daí, o texto bizarro começa a atacar a mídia independente: “nas eleições de 2016, um ecossistema de mídia relativamente novo teve imensa influência no comportamento do eleitor.”

O texto segue:

Ele é formado por canais de TV, programas de rádio e sites de diferentes matizes conservadores, reacionários e religiosos – entre os mais famosos estão a rede de TV Fox News, o radialista Rush Limbaugh e o site Breitbart. O poder de fogo deles como criadores de conteúdo quase sempre enviesado – e, muitas vezes, falso – foi multiplicado pelo boca a boca nas igrejas evangélicas, pelo furor dos eleitores de Trump (que se empenharam em convencer conhecidos e em comparecer às urnas muito mais que os de Hillary) e, também, pelo algoritmo do Facebook. Assim, ajudaram Trump na batalha contra gigantes como CNN, BuzzFeed, The Washington Post e The New York Times.

Uma das principais aliadas da campanha de Trump foi a Fox News, rede de TV fechada que tradicionalmente apoia republicanos mais conservadores. O apresentador Sean Hannity, uma das estrelas da casa, foi um dos maiores entusiastas de Trump ao longo da campanha, com o objetivo declarado de acabar com o domínio democrata. Outro cabo eleitoral ferrenho de Trump foi Rush Limbaugh, comentarista político que virou uma lenda do rádio nos Estados Unidos. Entre os veículos mais recentes, talvez o maior destaque dessas eleições seja o Breibart, um site de propaganda ultraconservadora que mistura fatos com meias verdades sensacionalistas para conquistar uma massa de leitores. Em outubro, o Breitbart viveu seu auge, chegando a 37 milhões de visitantes e 240 milhões de páginas vistas no site.

Steve Bannon, um dos nomes mais importantes do Breitbart, foi o propagandista-chefe da campanha de Trump. Além dos mais conhecidos, Trump contou com diversas páginas conservadoras no Facebook, que ascenderam usando táticas sorrateiras de desinformação. No caso mais famoso, descobriu-se que um grupo de pessoas estava recebendo dinheiro na Macedônia para produzir em escala notícias falsas que beneficiavam Trump.

O perfil demográfico da audiência desses veículos se parece com o dos eleitores de Trump, como mostra um estudo da International Business Times publicado no fim de 2013. Entre os espectadores da Fox News, apenas 10% se posicionam como liberais (a mesma fatia é encontrada entre os eleitores de Trump). Jovens com menos de 30 anos respondem por apenas 19% da audiência da emissora (Trump perdeu de Hillary entre os jovens e a venceu entre os com mais de 45 anos). O radialista Rush Limbaugh segue na mesma linha. Mais de 70% de seus ouvintes se dizem conservadores (como 81% dos que votaram em Trump) e 63% estão alinhados com o partido republicano, enquanto apenas 10% afirmaram ser democratas. Após observar esses dados, a campanha de Trump procurou entender melhor esse público. Quem eram os eleitores mais propensos a votar no candidato republicano e a seguir que tipo de discurso. A estratégia, pelo visto, deu certo.

Apesar de trabalhar em plataformas diferentes e não estar ligado por um grupo organizado, esse ecossistema midiático uniu-se por uma linha editorial mais ou menos comum. O fundamental foi estabelecer Donald Trump com o novo, “a mudança”, o sujeito capaz de entregar ao cidadão americano o que republicanos e democratas não conseguiram ao longo dos últimos anos. Somando-se a isso, estavam as notícias que exploravam o medo, que pintavam um país prestes a entrar em colapso com a invasão de imigrantes e a escalada da violência (que não existe). Textos afirmavam que a família tradicional estava ameaçada por uma onda progressista, que reivindica o direito de minorias, o casamento gay e a facilidade de acesso ao aborto legal. Teorias conspiratórias que atacavam diretamente a candidata Hillary Clinton. Todos esses elementos acabaram incorporados, de alguma forma, aos discursos de Donald Trump ao longo da campanha.

Em suma, tudo o que lemos aí é o seguinte: choro de perdedor em conjunto com a técnica do “acuse-os do que fazemos”.

Por mais que existam alguns excessos em cobertura jornalística, o papel da mídia independente deu de lavada – em termos de honestidade – na cobertura de meios pró-Hillary como CNN, ABC, NY Times e Washington Post.

A vantagem da mídia independente é a independência em relação às verbas estatais. São pessoas que vivem dos anúncios gerados por suas visualizações e de doações de seus admiradores, e não do uso do poder do estado para adquirirem poder. Quer dizer: a mídia de grande porte não tem moral alguma para falar da mídia independente. Foi esta mídia que ajudou a quebrar a barreira de mentiras propagadas por CNN, ABC, NY Times e Washington Post.

Aliás, a matéria da Época traz o mesmo caudal de mentiras, do início ao fim. Dizem que a TV Fox News, o radialista Rush Limbaugh e o site Breitbart são “enviesados”. Mas e quanto à CNN, ABC, Ny Times e Washington Post? Esses seriam os meios “isentos” que mentiram sobre os resultados de pesquisas por tanto tempo? Para os totalitários, a TV Fox News deve ser criticada por se opor à Hillary, mas CNN, ABC, NY Times e Washington Post podem ser pró-Hillary à vontade. Duplo padrão.

Dizem que o Breitbart é um “site de propaganda ultraconservadora”. Bem, mas e os sites de propaganda ultraesquerdista como Huffington Post? Mas o pior mesmo é colocar redes grandes como ABC e CNN como órgãos de propaganda de Hillary. Mas para os totalitários da Época só está permitida a propaganda para Hillary, não para Trump.

Aliás, leia isto que a Época disse: “Somando-se a isso, estavam as notícias que exploravam o medo, que pintavam um país prestes a entrar em colapso com a invasão de imigrantes e a escalada da violência (que não existe). Textos afirmavam que a família tradicional estava ameaçada por uma onda progressista, que reivindica o direito de minorias, o casamento gay e a facilidade de acesso ao aborto legal.”

Curioso que a Época finge esquecer que foi a grande mídia pró-Hillary que disse que Trump iria acabar com os Estados Unidos, que ia expulsar imigrantes legais, que iria praticar violência contra hispânicos, que iria atacar mulheres, que iria infernizar a vida dos gays e atacar todas as minorias. Em suma, a Época mente sem parar, em ritmo psicopático.

A partir de agora, essa é uma das guerras: a luta contra uma grande imprensa mentirosa, da qual a Época faz parte. E mentirosos assim tem mesmo que ter medo de uma mídia independente. Por mais que alguém possa criticar meios como TV Fox News e Breidbart – assim como todos os órgãos de mídia podem ser criticados, principalmente por opositores -, estes deram de 10×0 em honestidade na grande mídia pró-Hillary, da qual a Época faz parte.

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14 COMMENTS

  1. Fica evidente que a “Época” não passa de outro ANTRO de TRAFICANTES da INFORMAÇÃO, exatamente como aqueles outros, também ANTROS de TRAFICANTES da INFORMAÇÃO, já que vendem (negociam) mercadoria/informações FRAUDULENTAS (mentirosas, de fato). É só comparar com uma das definições de “tráfico”, nos dicionários da língua portuguesa.

  2. Luciano e equipe parabéns. Por favor se possível restaurar o feed RSS do site e o compartilhamento via Twitter. Acessar mobile está muito ruim. Mais uma vez obrigado

  3. Ha um vídeo interessante do rebbel média, provando que a vitória do Trump se deu pelo voto dos negros, hispânicos e mulheres. Claro que a Hillary venceu nesses grupos, mas ele foi cerca de 8 pontos superior ao anterior republicano (mitt Romney) nestes grupos, uma prova de que esses analistas de araque montaram uma explicação podre e insistem em dobrar a aposta na narrativa mentirosa que criaram. Sugiro que você dê uma olhada e comente. Abraço

  4. Se a eleição de Trump não serviu para mais nada , ao menos para uma coisa serviu: desmascarar a grande mídia. O mundo viu quem são.Uma verdadeira revolução.

  5. Não prestei atenção na fonte da citação, e, juro que pensei estar lendo algo de um site tipo DCM ou Brasil 171. Alguém pode até dizer que Época já era isso, mas difícil acreditar que a revista já tenha decido tão baixo antes.

  6. Chega a ser hilário e deprimente ao mesmo tempo, a indignação e o inconformismo da mídia brasileira com a vitória de Donald Trump. Eis as manchetes e sub-manchetes da VEJA Eletrônica, praticamente desde o dia 9 de novembro: “A vitória do atraso”; “O triunfo da insanidade”; “Trump ganhou. O mundo acabou?”; “7 momentos constrangedores de Trump”; “Hotel de Donald Trump no Rio de Janeiro tem muitos problemas”; Ministros europeus estudam o impacto de Trump em relação com Rússia”. Até aí, tudo bem. O despropósito do grafite mostrandoTrump e Putin se beijando na boca revelou o ódio. E, para encerrar, a totalmente deslo(u)cada e antiga foto mostrando Melania Trump nua.
    Veja. Quem te leu; quem te lê?

  7. New York Times gigante? hehehehe… só se for na mente doente desses militantes disfarçados de jornalistas mesmo. Esse jornal vagabundo só não faliu alguns anos atrás porque foi comprado pelo bilionário mexicano Carlos Slim, que o usa pra promover seus interesses nos EUA. A credibilidade do jornal é nula, só gente de esquerda acredita no que eles publicam.

    Sobre o Breitbart, acompanho o site tem cerca de 1 ano, e nunca vi nenhuma mentira publicada por lá. Já na “mídia tradicional”, o que mais tem é fofoca, disse-me-disse e palavras jogadas fora de contexto no intuito descarado de distorcer a realidade. Vergonhoso.

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