E o muro? Cristianismo do Papa fica em xeque depois de comparação absurda com comunistas.

8
104
Pope Francis leads his general audience in St. Peter's Square at the Vatican Jan. 15. (CNS photo/Paul Haring) (Jan. 15, 2014) See POPE-AUDIENCE Jan. 15, 2014.

Como vimos anteriormente, o Papa Francisco resolveu fazer propaganda comunista – adotando a narrativa da Teologia da Libertação, uma picaretagem maior que venda de bilhete falso da Loto – a partir desta coisa em forma de declaração: “São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a  obter a igualdade e a liberdade”.

Agora relembre o que o Papa Francisco disse, ainda este ano, sobre Donald Trump: “Uma pessoa que pensa apenas em construir muros, onde quer que seja, e não em construir pontes, não é um cristão.”

Porém, temos um detalhe: poucas coisas representam mais o comunismo do que o Muro de Berlim. Tanto que até hoje o sinal da “queda do comunismo” foi a queda de tal muro. Claro que todos nós já sabemos que a queda do muro não acabou com o comunismo coisíssima alguma. O comunismo segue resistindo e de modo extremamente dissimulado depois de 1989. O bolivarianismo é um desses exemplos. Mesmo assim, foquemos no óbvio: o Muro de Berlim é um símbolo do comunismo.

Ora, se “construir muros” – segundo o Papa – é coisa de quem “não é um cristão” (narrativa que ele criou para atacar Trump), então os comunistas obviamente não são cristãos. Mas se o Papa adota a narrativa comunista para defendê-los, então podemos até questionar se o Papa segue sendo cristão. A não ser que ele queira apresentar um argumento para dizer que os “muros passam a ser cristãos” se forem feitos por comunistas. Pensando bem, acho que ele vai deixar esse papo pra lá para ver se as pessoas esquecem suas inconsistências…

Mas nós não devemos esquecer. O Papa está devendo um pedido de desculpas aos cristãos por tê-los comparados aos comunistas.

Anúncios

8 COMMENTS

  1. A Igreja continua, como de costume, a ser “escândalo para os gentios, loucura para os pagãos”. Catolicamente, ele é o chefe e “não pode ser deposto”. Entretanto Bergoglio deixou de ser católico de verdade há muito tempo. Aliás, a própria Igreja tem se desfigurado nos últimos 50 anos. Tudo o que ele defende hoje já foi criticado e condenado. Mas não há autoridade no mundo católico que o ‘demita’, pois ao contrário da democracia, o poder não emana do povo.

    Tristes tempos. Penas a serem cumpridas, em prol da salvação em outra vida, não nessa.

  2. Li a Bíblia 3x inteira e não há nela uma só passagem onde Cristo tenha falado o que o papa disse que ele falou sobre essa tal sociedade.

    Esse papa é uma vergonha.

  3. Mas se eu chegasse com o seu argumento, Ayan, a primeira coisa que o comunista me diria é que aquilo na Alemanha Ocidental não era o “verdadeiro comunismo”.

  4. Se a Igreja católica continuar assim, comparando a doutrina de Cristo, que nos enseja com todas as parábolas a liberdade, a caridade e o amor,com o comunismo, que segrega oprime e odeia, será só uma questão de tempo para tais igrejas se tornarem em monótomos esconderijo de Pombos! Só que não precisamos de Papas e sim de muita Luz própria para que jamais permitamos que pilotem nossos aviõezinhos!

Deixe uma resposta