Gioconda é dona do frame agora. Todos dizem: "Não existiu cobertura, mas torcida"

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Há cerca de três semanas, a jornalista Gioconda Brasil, da TV Globo, lacrou forte ao denunciar a picaretagem de boa parte da mídia brasileira na cobertura das eleições presidenciais dos Estados Unidos no Brasil. Segundo ela, não havia cobertura na mídia, mas campanha a favor de Hillary Clinton. (E aqui não vou entrar no mérito de cada uma das campanhas, mas é importante julgar o uso de informações falsas, tanto do lado de Hillary, como se fossem pró-Trump)

Gioconda disse: “No Brasil não existe cobertura das eleições americanas. Existe torcida pela vitória de Hillary Clinton.”

gioconda_brasil

Ainda faltavam 18 dias para as eleições quando ela publicou o tweet. Provavelmente, Gioconda não tinha noção da dimensão em que as coisas iam chegar.

Nos últimos dias antes da eleição, já estava se tornando insuportável assistir a cobertura da mídia brasileira. Tudo não passa de um conjunto de encenações, jogos de intimidação, lançamentos de shaming, distorções de informação, falsas proclamações de vitória e o jeitão “cheerleader” de dar a notícia enviesada. Eles estavam enganando os dois lados: aos eleitores de Trump, eles lançavam difamações, e aos eleitores de Hillary, lançavam falsas esperanças. Quer dizer: a mídia enganou todo mundo.

Foi quando o jogo virou completamente com a divulgação do resultado das urnas e a vitória de Donald Trump. Por ter sido a primeira pessoa da grande mídia a denunciar o comportamento desonesto da imprensa – isso sem contar as pessoas da mídia alternativa que já faziam esta denúncia há  mais tempo, como Alexandre Borges, Rodrigo Constantino e vários outros, incluindo este blog -, provavelmente o frame “não existiu cobertura, mas torcida” ecoou mais fortemente.

O frame é fortíssimo ao dizer que a mídia brasileira não é confiável. Mas não é nada que já não havia sido previsto antes.  Nos dias após a eleição de Trump, muitos disseram, inspirados na frase de Gioconda, que “a imprensa fez torcida ao invés de cobertura”. A partir de agora, a mídia será observada com muito mais ceticismo. E a frase de Gioconda ficará registrada por ter dado a plena definição de como a imprensa iria se comportar.

Gioconda é a dona de um dos frames mais importantes do momento: aquele que dá sustentação ao desmascaramento de uma mídia que não titubeia ao abraçar projetos totalitários, no caso do apoio ao PT durante tanto tempo no Brasil, ou autoritários, no caso do apoio a um terceiro mandato esquerdista nos Estados Unidos – o que prejudicaria a democracia por lá.

Talvez ela sofra retaliações. E exatamente por isso devemos apoiá-la por sua coragem. Enquanto isso, devemos lutar por uma mídia que respeite mais os seus leitores. Nada contra alguém torcer por um lado (até por que pensar na “isenção absoluta” é ilusão), mas até mesmo quando se toma um partido, é preciso atuar com ética, sem a divulgação de mentiras em nome de projetos de poder.

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9 COMMENTS

  1. O que está aparecendo de “leftists” enrustidos e inconformados na nossa imprensa é brincadeira. O Trump e o povo americano tirou-os do armário.

  2. Parece que os diretores da Globo não ligam para os traços de audiência da Globo News. Que se danem os assinantes. Estão mais interessados em bajular a classe política que se apoderou do estado. Vendo o noticiário, dá a impressão que o gigantesco déficit público do governo Obama é irrelevante. Relevante para eles é a cabeleira esquisita do Trump. Afinal eles também querem mamar nas tetas do governo.

  3. A Globo News já estava um saco, cheio de programas com âncoras feministas anunciando diversas matérias com a temática “porque Trump seria uma merda para o mundo”. O canal literalmente virou um “Feminismo News”.

  4. O mundo inteiro torceu pela Hillary, porque ser a favor de Trump vai além de qualquer ideologia política, é falta de caráter. Trump é um boçal que não é respeitado nem mesmo entre seus pares, em Wall Street ele é alvo de piadas. Trump é uma caricatura bizarra de tudo que há de pior nos EUA. Mal educado, ignorante, raivoso, cheio de ódio, machista, xenófobo e racista. Um cargo tão importante jamais poderia cair nas mãos de alguém tão deplorável. Repito, não se trata de ideologia, mas sim de caráter. Eu sou de direita, sou liberal, mas Trump é um mau caráter com muito poder nas mãos.

    • Rafael,

      É o seguinte. Blogs não são espaços públicos. São privados. E em um espaço privado – segundo a ética liberal -, é preciso respeitar o outro. Vir falando que pessoas que votam em Trump tem “falta de caráter” é motivo de ban, ok?

      Aliás, se ele é tão “alvo de piadas”, por que foi eleito com uma mídia contra ele?

      Quanto a “machista, xenófobo e racista”, essa é uma rotulagem típica da esquerda, e, como sempre, falsa. Ninguém conseguiu condená-lo judicialmente por nada disso. E nem vão.

      Ademais, e a candidata que você apoiou?

      Hillary deletou emails, condenou americanos à morte em Benghazi, praticou misoginia contra as mulheres que Bill Clinton ESTUPROU e daí por diante. Hillary ficou milionária SAQUEANDO seu país.

      Na boa… Hillary é nojenta, podre, imunda, uma carniceira.

      É muito mais moral apoiar Trump do the Hillary.

      Te resta é chorar porque a esquerda não vai nomear os próximos 3 juízes da Suprema Corte. Te resta chorar porque os EUA não virarão uma ditadura, que é que ocorreria se Hillary ganhasse.

      Enfim, choro de perdedor.

      O mundo inteiro torceu pela Hillary, porque ser a favor de Trump vai além de qualquer ideologia política, é falta de caráter. Trump é um boçal que não é respeitado nem mesmo entre seus pares, em Wall Street ele é alvo de piadas. Trump é uma caricatura bizarra de tudo que há de pior nos EUA. Mal educado, ignorante, raivoso, cheio de ódio, machista, xenófobo e racista. Um cargo tão importante jamais poderia cair nas mãos de alguém tão deplorável. Repito, não se trata de ideologia, mas sim de caráter. Eu sou de direita, sou liberal, mas Trump é um mau caráter com muito poder nas mãos.

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