Beto Richa diz que não há negociação com os sindicatos de invasores. Ele está certo…

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Governador Beto Richa. Foto:Ricardo Almeida/ ANPr

O governador tucano Beto Richa deu uma entrevista à Folha na qual criticou as invasões de milicianos. Leia:

Folha – Criticam o sr. pela ocupação das escolas.
Beto Richa – Não tenho nada a ver. A ocupação foi política. Foi contrária à MP do governo federal. Nada contra mim. O sindicato dos professores é muito forte. Difícil de lidar, extremamente políticos. Teve a morte do adolescente dentro da escola. Mas a polícia não fez nada. Um equívoco.

Na quinta, durante um ato em defesa de Lula, houve um jogral de estudantes e citaram nominalmente o sr. no caso do estudante morto…
Para você ver como é político. Tive envolvimento zero. Nem um policial foi para frente da escola. Deveriam me agradecer. As ocupações viraram notícia nacional. Conseguiram o que queriam.
Nas primeira ocupações, gravei um vídeo dizendo que nenhuma disciplina seria eliminada sem falar com eles. Mas era política. Queriam ficar sem aula. Tinha greve dos professores e era interessante para os professores que os alunos ficassem sem aula.

Mas por que no Paraná?
Talvez porque no Paraná e São Paulo sejam sindicatos mais fortes. Só tem PT, PSOL, PSTU e PC do B. Há uma disputa interna entre eles. Têm sempre que mostrar serviço e empunhar bandeira para não ser engolidos pelas outras facções.

Pensa em chamar o sindicato para restabelecer relação?
Não tem conversa. Há um aparelhamento político do sindicato. Essa última greve, com ocupações de escola, ajudou a mostrar o que aconteceu em 29 de abril [quando houve, em 2015, conflito entre policias e professores diante da Assembleia Legislativa]. As pessoas começaram a compreender o que os sindicatos querem. Eles querem confusão, querem desgaste político. Querem defender o Lula e a Dilma.

Vamos ao ponto positivo: ele apontou o aspecto político das manifestações, bem como o partidarismo destas milícias. Também está certíssimo ao dizer “não tem conversa”, pois aquele que negocia com o terrorismo é desmoralizado perante a opinião pública.

Já o ponto negativo fica para o fato de ele usar o termo “ocupação” ao invés de adotar a terminologia correta: “invasão”. Mas não se pode ter tudo.

Na média, Beto Richa já demonstra evolução.

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6 COMMENTS

  1. Chegue num jantar de inteligentinhos e, por exemplo, defenda a LAVA-JATO. Haha. Você vai VER o que vai acontecer com você, né? Vão olhar TORTO pra você achando que, de repente, você é dono de um banco, alguém assim! E não alguém que trabalha duro para sobreviver e, por isso, SEMPRE desconfia de quem não o faz… Né?

  2. Não sei se é um ponto positivo ou negativo, mas para se eximir de culpa na morte do adolescente ele acolheu, de forma implícita, a narrativa da extrema esquerda de que a violência praticada pelos “manifestantes” seria o resultado de uma prévia ação truculenta da polícia. Ele reforçou que a polícia não fez nada:

    “Teve a morte do adolescente dentro da escola. Mas a polícia não fez nada. Um equívoco.”

    “Para você ver como é político. Tive envolvimento zero. Nem um policial foi para frente da escola.”

    Claro que a responsabilidade pela morte do adolescente era dos envolvidos na invasão, direta ou indiretamente. No máximo, a responsabilidade do governador seria residual, por omissão no cumprimento do seu dever de zelar pela lei e ordem.

    O governador marcou um ponto ao reforçar que a morte do adolescente não ocorreu de acordo com a narrativa da extrema esquerda, já que a polícia não havia agido de forma truculenta.

    Porém, fiquei com a impressão de que ele também perdeu pontos na guerra política. Nem todas as pessoas neutras compram a narrativa da extrema esquerda. Nem todas as pessoas cobram coerência no discurso da extrema esquerda (vide o fenômeno Ana Júlia que atacou o governador por sua omissão,* um discurso que entra em contradição com a defesa da não intromissão da polícia frequentemente adotada pela extrema esquerda).

    Assim, acho que ao invés de ficar perdendo tempo se defendendo – uma tarefa difícil, face à maleabilidade do discurso da extrema esquerda – o governador deveria ter partido para o ataque, apontando a responsabilidade moral daqueles que apoiaram a invasão.

    * O ataque de Ana Júlia poderia não ser exatamente quanto à omissão da polícia. Ela se referia à omissão das autoridades quanto ao atendimento da pauta dos “estudantes”. Mas o público leigo poderia associar tal omissão das autoridades à omissão da polícia.

  3. Ele podia ter aproveitado a pergunta sobre o por que no Paraná, para escancarar que a Lava Jato é no PR, pelo que eles querem manter os idiotas úteis mobilizados para ganharem as ruas e praticarem atos de terror quando o molusco for preso.

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