Não caia nessa conversinha sobre "polarização" na política

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Tem sido cada vez mais frequente ouvir, geralmente de pessoas de esquerda ou de extrema-esquerda, que a política está muito “polarizada”. Geralmente o discurso é feito para se referir a uma situação de “Fla x Flu”, quando há duas opções que seriam, supostamente, grandes rivais.

Marina Silva usou esse discurso para atacar a “polarização” entre PT e PSDB, o que chega ser uma piada já que ambos são de esquerda (o PT só é mais radical). Com as eleições nos EUA ou com o BREXIT no Reino Unido foi a mesma coisa. Só que tem uma coisa que poucos percebem: quando a esquerda usa o discurso de ser “contra a polarização”, ela só está se queixando sobre o fato de existir alguma oposição.

Para os totalitários, não existe isso de separação entre poderes, situação e oposição ou mesmo democracia, exceto em situações nas quais eles sejam beneficiados. Quando o PT esteve no poder, ele tentou aparelhar os três poderes, tentou aparelhar a imprensa e até em parte tentou aparelhar a própria sociedade. O objetivo disso era ter o poder total sobre tudo o quanto fosse possível. Em discursos feitos durante as eleições de 2008 e 2010, Lula dizia que o objetivo do partido era extirpar os democratas da política nacional, pois eles se opunham ao projeto de poder petista.

Quando surge a “carta da polarização”, trata-se de um engodo. A finalidade é fazer as pessoas pensarem que não se deve ficar contra eles, mas que deve-se “trabalhar junto” com eles e seguir o carro na mesma direção. Polarização é o que acontece quando há mais de um pensamento corrente, quando há alguém discordando da hegemonia esquerdista. Esse tipo de discurso surge frequentemente na boca de Marcelo Freixo, Jean Wyllys, entre outros.

Basicamente, o que eles chamam de “polarização” é o que chamamos de “entrar no jogo”. Quando entramos no jogo eles sacam o deck para tentar desqualificar quem se opõe. É só isso.

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