Glossário | Crença no discurso

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Podemos dizer que a crença no discurso é basicamente o principal padrão de comportamento que gera a fé cega na crença.

O intelectual comunista Vladimir Lenin pode ser criticado por tudo, mas não por seu realismo político. Ele sabiamente disse que um dos maiores vícios dos revolucionários de sua época era a crença no discurso. Segundo Lenin, acreditar em discurso é sinal de incapacidade para a atuação política.

Discursos, na verdade, quase sempre nada significam se não estiverem alinhados com as ações. Ou seja, são as ações que importam, não as palavras.

Mas isto também está na Bíblia, conforme dito por Jesus Cristo: “Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas?'”.

E de repente alguém chega e diz, sobre o socialista: “Eu luto pela liberdade e ele, socialista, pela igualdade”.

Mas será mesmo? Decerto o liberal luta pela liberdade, pois suas ações e demandas são coerentes com a defesa da liberdade. Mas as ações e demandas do socialista são incoerentes com a luta pela igualdade. Ao contrário, o que se vê nos principais regimes socialistas é desigualdade extrema e até escravização do povo. Em Cuba, por exemplo, existe a maior proporção de prostitutas de nível universitário do mundo (por falta de recursos). Na Coreia do Norte, Kim Jong-un possui um harém. Quer dizer: a desigualdade no socialismo é extrema.

Em resumo, quando o socialista diz “querer igualdade” isso é apenas um discurso, mas suas ações pedem a desigualdade extrema.

A regra é simples para ninguém cair nesta vala: o discurso não vale nada se não for congruente com ações. O discurso, no fundo, pode até ser um referencial explicativo, mas se, e somente se estiver coerente com as ações.

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