Que lição a direita que 'não é de verdade' pode tirar da invasão a Câmara feita hoje?

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Hoje a Câmara dos Deputados foi invadida, no meio de uma sessão não-deliberativa, por um grupo intervencionistas, a galera que pede por ditadura militar. O grupo fez algo parecido com o que qualquer grupelho da UNE ou do MTST faria: reuniram umas 50 pessoas, invadiram o local quebrando o que estava no caminho, empurrando seguranças e pisoteando quem caiu no chão. O saldo final foi uma sessão interrompida, um monte de gente gritando, alguns feridos e, por sorte, ninguém que tenha sofrido danos mais sérios.

No início os presentes realmente acharam que fosse algum ato da extrema-esquerda, dada a semelhança do modo operante, mas no fim era a turma da “direita true”, o pessoal que engraxa os coturnos dos milicos com a própria língua.

A lição que se pode tirar disso tudo é muito simples: a “direita true” é aquela que não enxerga suas ações visando resultados, ela apenas age por impulso, sem pensar em nada. Essa invasão não trará nada realmente útil, não havia sequer um propósito claro para fazê-la.

O fato é que essa invasão servirá, no máximo, para ridicularizar a direita. Nossos inimigos não terão pena de nos atacar. Eles não vão separar os intervencionistas do resto de nós, e quando forem atacar, será “a direita”. O que podemos aprender com isso é que os intervencionistas talvez sejam tão inimigos nossos quanto quaisquer militantes do PSOL ou do PSTU. E isso tem ficado cada vez mais claro.

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10 COMMENTS

  1. “O fato é que essa invasão servirá, no máximo, para ridicularizar a direita. Nossos inimigos não terão pena de nos atacar”
    E antes disso eles tinham, né?

  2. Invasão na TV Câmara – Parece que havia mais de 50 pessoas.

    Parece que é uma das lideranças do grupo falando

    Vídeo de celular

    Mensagem de um deputado federal

    Jornalista entrevista ativista

    Vídeo da entrada, mostrando ativistas principais

    Briga entre seguranças e ativistas sendo filmada por cinegrafista

    Deputados tentam negociar

    Outro deputado federal

    Celular de um deputado

    Mensagem de mais um deputado

    Duas lideranças dão entrevistas à mídia

    Foco em uma liderança

    Foco na outra liderança

    Todos os outros vídeos, até agora (19:30 16/11/2016), são republicações destes, ou reportagens de televisões.

  3. Acontece que os movimentos de rua e a direita mais moderada não estão fazendo absolutamente nada em relação aos absurdos que estão acontecendo. Nem MBL, nem o Vem pra Rua, nem ninguém. Sinceramente, longe de apoiar essa turma intervencionista, mas o fato é que, pela primeira vez, estão tomando a dianteira.

  4. Luciano, acha que MelaniaTrump usar o mesmo discurso de Michelle Obama foi uma estratégia de Donald Trump para mostrar o real tratamento que a mídia dá para as duas? Só que a mídia foi rápida em descobrir que se tratava de uma cópia.

  5. Os “intervencionistas” dessa invasão eram mesmo intervencionistas? A Ladra de velhinhos Pepa Hoffman acusou de terem sido as mesmas pessoas q foram expulsas da sessao sobre projeto do Escola sem Partido algum tempo antes, na Câmara, e não eram. Tá com cara de armação da esquerda para desacreditar o projeto do Escola sem Partido que ataca a raiz da doutrinação das gerações. Há algo fora de lugar nessa história.

  6. Para dar exemplos do extremismo da direita, os jornalistas esquerdistas foram obrigados a recorrer a um passado remoto, o que não convence os mais jovens. Não mais graças a esses imbecis que não pensam antes de agir. Caiam na real. A grande imprensa sempre será tolerante com os invasores de esquerda e intolerante com os de direita.

  7. Eu discordo de você em muita coisa, Luciano, mas desta vez você acertou na mosca! Escrevi o seguinte na minha timeline do FB:

    Sobre o “putsch” (???) da Câmara dos Deputados ontem, faço uma analogia bem interessante. Prestem atenção:

    Imagine-se você, um capitão, numa batalha, comandando uma Cia Fz (Companhia de Fuzileiros, efetivo de 100 militares mais ou menos). Você sabe a posição do inimigo, que está bem instalado e à vontade na posição.

    Ele não sabe onde você está. Sua missão é ocupar a posição.

    De repente, um destacamento de um pelotão (menos de 30 soldados) parte a culhão para cima da posição inimiga, com pouco mais do que seus fuzis e uma ou outra granada. Todo o destacamento morre (ou se salva um ou outro).

    O inimigo descobriu sua posição e pede reforço inclusive de artilharia ou de aviação.

    Acabou-se a batalha. Você perdeu. Quando for se explicar ao Comando, garanto que eles não aceitarão o argumento de que “pelo menos tentei fazer alguma coisa”.

    Preciso desenhar? Heroísmo sem inteligência é a suprema burrice.

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