Zuckerberg vai atender a demanda da grande mídia de lutar contra "notícias falsas". Por que não estou surpreso?

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Saiu na Reuters que o Facebook “enfrenta críticas por não ter evitado uma enxurrada de notícias falsas de serem compartilhadas na rede social antes da eleição norte-americana”, e agora, ao que parece, Zuckerberg está “tomando uma série de medidas para eliminar boatos e outros tipos de mentiras de seus feeds”.

Tudo isso, é claro, não passa de um teatrinho fajuto para justificar a censura daqueles que se opõem. O que eles chamam de notícias falsas é, curiosamente, o inverso disso. Foi a mídia alternativa que destronou a mídia mainstream nestes últimos dois anos por justamente trazer ao público uma ótica diferente sobre os mesmos temas e, muitas vezes, até mesmo visões realmente imparciais.

Quem vai definir o que são “notícias falsas” são justamente os jornalistas da grande mídia, que são eles próprios os maiores farsantes. É verdade que há sites fajutos por aí divulgando boatos, mas os maiores mentirosos no que tange a cobertura das eleições americanas ou mesmo do BREXIT foram justamente os profissionais da grande imprensa. Jornais como Folha de São Paulo, New York Times ou Washington Post mentiram escancaradamente para proteger Hillary Clinton e atacar Trump desde o começo do ano.

A verdade é que Mark Zuckerberg só precisava de um bom pretexto para implementar a censura. Agora ele já tem.

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2 COMMENTS

  1. Nada é eterno. Que o diga o Orkut. Chegou a hora de boicotar o Facebook. Vamos ver se ele sente mais falta dos patrulheiros ideológicos da grande imprensa, ou dos usuários que pagam as suas contas.

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