Como a extrema-esquerda usou a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio para desviar sua atenção do que realmente importa

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As alterações contidas na Medida Provisória que pretende fazer a reforma no Ensino Médio são mínimas, e a maioria delas é até benéfica. A PEC 241 – que agora é PEC 55 no Senado – também traz muitos benefícios, nem chega perto de ser o demônio que a extrema-esquerda pintou com toda essa conversa de “congelamento de 20 anos”. No entanto, uma coisa até então não tinha ficado suficientemente clara: Toda essa movimentação contra estas duas mudanças era motivada apenas pelo desejo de queimar Michel Temer?

A princípio, parecia que sim! Hoje, entretanto, é possível notar que há pelo menos um componente a mais nessa história toda: desvio de foco. O que deixou tudo isso mais claro foi justamente a discussão e as votações de hoje (que acabaram sendo adiadas) acerca da anistia ao caixa dois, a tentativa dos parlamentares de barrar a possibilidade de serem punidos retroativamente pelo dinheiro ilegal recebido em campanhas passadas. Isso tudo aconteceu especialmente porque vários executivos da Odebrecht assinaram, nos últimos dias, um mega acordo de delação premiada. Com certeza muita sujeira será desenterrada.

O risco de serem punidos por caixa dois retroativo colocou boa parte dos deputados em estado de alerta, e isso fez com que muitos deles se unissem em prol de uma manobra para tentar evitar este tremendo problema. E quem são, afinal, os principais envolvidos em toda a armação? Deputados petistas, do PCdoB, aquela ala do PMDB e do PP que sempre esteve de conluio com o PT e uma parte do PSDB. No caso do PT, especialmente, a anistia ao caixa dois já é até unânime, afinal eles foram os principais beneficiados pelos acordos com a empreiteira Odebrecht.

Com tudo isso acontecendo, perceba que boa parte dos portais de extrema-esquerda tem ficado em silêncio. Falaram muito pouco, quase nada ou simplesmente nem tocaram no assunto. Enquanto isso, gritam contra a PEC 55, gritam contra a reforma do Ensino Médio, fazem todo um escândalo para chamar a sua atenção para questões que são, a curto ou longo prazo, praticamente irrelevantes. A PEC 55, se aprovada, irá apenas estabilizar a economia, o que na prática é bom, mas não é mais do que obrigação. A reforma do Ensino Médio irá resultar em maior liberdade de escolha para os alunos e pais de alunos, e obviamente se fala em liberdade a esquerda já não gosta muito. Ainda assim, com o sistema público que temos isso dificilmente irá impactar positiva ou negativamente no resultado final.

A anistia ao caixa dois, por outro lado, resultará na absolvição de todos aqueles que até hoje trapacearam durante suas campanhas eleitorais, todos aqueles que se elegeram por meio da mentira e do jogo sujo, e isso inclui praticamente todos os políticos petistas do país – e seus principais aliados, como PMDB, PP, etc. Tudo isso só está acontecendo porque as mídias alternativas de esquerda bombardearam a pauta da PEC 241 e a da reforma do Ensino Médio, e por conta das diversas manifestações e escolas invadidas, isso acabou se tornando o foco do debate político nas últimas semanas, quiçá nos últimos dois meses. Se pensarmos bem, quase não se falou de outra coisa.

Toda essa algazarra feita até então foi, muito claramente, uma tentativa de distrair a população, enquanto isso petistas e seus aliados que enriqueceram suas campanhas com a Odebrecht seriam anistiados de tudo o que fizeram.

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9 COMMENTS

  1. Luciano, isso tem todo o sentido. Nao se esqueça que os sindicatos farão uma “mega paralisação” amanhã, prometendo atrapalhar todo o país (e encher os noticiários com esses movimentos irrelevantes). Imagino que a votação hj era de propósito, pq amanhã de manhã já teríamos “noticias novas” e essa votação absurda seria esquecida.

  2. Para um analfabeto político, este texto não passa de teorias da conspiração. Não para mim. Presenciei todo a elaboração da ocupação na UNIFESP da baixada santista e posso afirmar que nunca fez tanto sentido o que a alienação política do qual Marx se referia, hoje está incorporada nos alunos zumbis que estão brincando de acampamento nas escolas e universidade Brasil afora. Lá, desde o inicio, presenciei forte mobilização política de agencias politicas de toda a especie. Professores sindicalizados, professores filiados a partidos, MST, CUT… Todos prestando o “favor” de mentorar essas mobilizações. Triste.

  3. Luciano, bom dia;

    Sou seu fã e gosto muito das suas matérias e ensinamentos. Me sinto cada vez mais preparado para exercer minha cidadania toda vez que leio algum artigo seu.

    Contudo, o conteúdo da matéria em comento está absolutamente equivocado e não possui nenhum respaldo legal. Estou me referindo, é claro, à questão da retroatividade do caixa dois e não ao comportamento dos esquerdistas.

    O nosso ordenamento é claro a vetar a retroatividade da Lei Penal, salvo se for para beneficiar o réu. Vejamos:
    “Constituição Federal:
    Art. 5º
    inciso XL: A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”.

    Logo, toda essa polêmica e debate caloroso entre políticos corruptos e extremistas legais (leia-se parte do Judiciário, MP e canais de comunicação) é contraproducente, porquanto nada disso tem o condão de produzir efeito jurídico.

    Hoje o caixa 2 não é criminalizado e não retroagirá aos fatos cometidos sob o império da legislação atual. O que é criminalizado são os atos conexos e preparatórios, quais sejam: lavagem de dinheiro, corrupção, etc.

    Com a nova legislação, independente do seu conteúdo, estes atos, praticados antes da novação legislativa, continuarão a ser criminalizados. Bastará apenas que o MP investigado a prática destes atos e comprove judicialmente.

    Não obstante, a partir da vigência do novo regramento legal, o próprio caixa dois será criminalizado, independentemente dos atos conexos acima mencionados.

    Esta, portanto, será a única mudança possível.

    Abraços do seu fã.

    Att.
    Marilton Farias

  4. Não compactuo com os movimentos ditos sociais e suas bandeiras, mas o governo Michel Temer é mais do mesmo: corrupção, corporativismo e incompetência. Depois do fora Dilma, falta o fora PMDB-Temer

  5. …. pois é mas a esquerda continua subestimado o poder da informação ….. só conseguiram deixar um rastro de repúdio ainda maior a esquerda e a tudo que representam …. estão formando um exército de direita consciente e ativa como nunca se viu …. e vamos esmaga–los …..

  6. Esta manobra é para encurralar o PLANALTO em duas frentes: Levando os estudantes como MASSA DE MANOBRA a protestar invadindo escola transformando o PRESIDENTE a apoiar ou VETAR a punição para o CAIXA DOIS. Bem como a PEC de ABUSO DE AUTORIDADE o mesmo ” MODUS OPERANDI” ao vazar operação da POLICIA FEDERAL em que bandido GRANFINO com o DINHEIRO do CONTRIBUINTE está para ir para a PRISÃO em um DEUS nos acuda para DECRETAR REGIME DE URGÊNCIA! Inventaram mais uma maneira de se livrar do PRODUTO DO ROUBO – O MAR NÃO ESTÁ MAIS PARA PEIXE, TAMBÉM DINHEIRO A casa da moeda abriu uma FILIAL SUBMARINA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    CADEIA NESTA GENTE DESAVERGONHADA .’. CADEIA NESTES HONORABILÍSSIMOS BANDIDOS.’.

  7. “Enquanto isso, gritam contra a PEC 55, gritam contra a reforma do Ensino Médio, fazem todo um escândalo para chamar a sua atenção para questões que são, a curto ou longo prazo, praticamente irrelevantes.”

    Como assim, “praticamente irrelevantes” para quem? Para nós professores, é o cumulo! Em que, pessoas sem graduação poderão ocupar o lugar de um graduado, e isso quem perdem são os estudantes! Para eles, não são irrelevantes.
    Além desse ponto, tem muitos na na medida provisória que não são irrelevantes. A Educação não é Irrelevante!

    • Para afirmar isso, vai ter que detalhar “o que”, “como” e “para quem”. Principalmente levando em consideração o fato de você fazer parte da categoria afetada.

      Obviamente a própria classe tem o direito de se defender – mas a argumentação tem que ser convincente, uma vez que as pessoas vão ser céticas a respeito de sua argumentação.

      Traçando um paralelo, os taxistas fizeram o mesmo na questão do Uber. Só que a argumentação foi… próxima de zero.

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