Hillary perdeu a eleição e quer ganhar no tapetão. Talvez ela contrate o advogado do Fluminense

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Veja só o tamanho da marotagem:

Nos Estados Unidos, a candidata Jill Stein, do Partido Verde, arrecadou alguns milhões de dólares em uma campanha para exigir a recontagem dos votos. Ela teve apenas 1% dos votos em todo o país, o que significa que nem mesmo se recontassem mil vezes ela teria qualquer chance de vencer. Quem, então, estaria se beneficiando disso? Hillary Clinton, é claro.

Há duas coisas importantes a serem observadas aí. A primeira, sem dúvida, é o uso de “terceiros”. Hillary Clinton deve ter achado que pegaria mal para ela e para o partido dar a cara publicamente para pedir uma recontagem, eles pareceriam maus perdedores. Sendo assim, a estratégia usada foi chamar uma figura praticamente desconhecida, que nem mesmo teria qualquer chance de se tornar governadora de algum estado, para que ela fizesse o trabalho sujo. Não será surpreendente se daqui a alguns meses ou anos a mesma Jill Stein estiver com algum cargo dentro do Partido Democrata.

Outra coisa importante, também, é o silêncio da imprensa em geral com relação ao caso ou mesmo a forma leniente como a situação foi tratada. A BLOSTA, por exemplo, não tem divulgado com muito interesse a informação. No entanto, não custa lembrar do que aconteceu aqui no Brasil em 2014, quando o PSDB pediu para fazerem recontagem de votos e o TSE negou. Lembram disso?

Naquela época, a justiça ignorou a legislação eleitoral – que permite a recontagem de votos – e negou o pedido sem qualquer justificativa válida. Os jornais publicaram manchetes que apontavam para “o absurdo” de se pedir recontagem dos votos. Isso, é claro, ignorando que usamos o sistema de urnas eletrônicas, que é muito mais inseguro do que o de cédulas, que se usa nos EUA. Aécio Neves foi chamado de mau perdedor por isso, e como ele é frouxo, obviamente não revidou a altura.

“O objetivo da campanha não é ajudar Hillary Clinton. Essas recontagens são parte de um movimento de integridade eleitoral para mostrar o quão não-confiável é o sistema eleitoral nos Estados Unidos”, afirmou Jill Stein

Claro que não é para beneficiar Hillary. Quem desconfiaria disso, não é?

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4 COMMENTS

  1. Além de tudo lá nos EUA querem acabar com o sistema de colégio eleitoral, garantia de um equilíbrio entre população e a representatividade dos estados da federação pela eleição pelo voto popular, supostamente porque Hillary teria vencido nesse quesito (há controvérsias). Mas antes quando eles estavam vencendo isso não era problema…o que não está sendo exposto é que várias denúncias de máquinas eleitorais (há locais com voto eletrônico, não só cédulas) em que se votava Trump e ela não registrava, e a questão de imigrantes ilegais aos montes que votaram sem poder. Enfim, eles lutam a guerra com todos os meios sujos e precisam ser denunciados. Eles é que desprezam a república, o processo eleitoral.

    • Existe uma grande diferença entre Brasil e EUA, e uma das principais é que as Instituições de la, sao muito mais FORTES, ou seja, é dificil uma instituição querer passar por cima da outra.

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