A morte do demônio

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A reação à morte de Fidel servirá como um ótimo experimento social, pois a mídia desonesta o chamará de “personagem controverso”, “que despertará ódios e paixões”. O problema é que moralmente não há controvérsia alguma: qualquer ser humano decente sabe que Fidel foi um monstro sanguinário, que matou milhares de cubanos em nome de um projeto sádico de poder que levou o povo à miséria, à escravidão e à prostituição.

Como já disse antes, “Cuba hoje é o país que tem o maior número proporcional de prostitutas de nível escolar superior do mundo. Cuba também possui mais de 15.000 médicos escravizados, cujos serviços são vendidos ao mundo. Até em maior quantidade do que ocorre na Venezuela, há milhares de presos políticos.”

No site Sul Connection, lembramos como Mitt Romney era frágil para o debate político. Durante um debate em 2012 nas primárias republicanas Romney disse, com sua caridade boba habitual, sobre sua reação à notícia da morte de Fidel: “Bem, antes de tudo, agradeça ao céu que Fidel Castro voltou para o seu Criador e será enviado para outra terra”.  Já Newt Gingrich disse: “Eu não acho que Fidel vai encontrar seu criador, acho que ele vai para o outro lugar”. Que diferença! Gingrich usou o tom certo. Ou quase.

“A Morte do Demônio” é o título – mal traduzido, por sinal, pois o correto seria “Mortos Demoníacos”, uma vez que o original é “Evil Dead” – de um filme de terror dos anos 80. Esse título cabe bem para o que acontece hoje, independente de termos crenças religiosas ou não. Eis a morte do demônio. Ou de um deles.

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