Serra diz que "ideais de Fidel nem sempre respeitaram democracia". Nem sempre?

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Raras vezes vimos tanta depravação moral como neste sábado após a morte do ditador Fidel Castro. Estamos vendo políticos e jornalistas a todo momento, sem o menor pudor, elogiarem um sujeito que só diferiu de Hitler no que diz respeito às oportunidades para o barbarismo.

No meio termo, algumas pessoas que sempre flertaram com a esquerda estão constrangidas e lançando frases apaziguadoras (e imorais) como: “Fidel foi contraditório”, ou alguém que “nem sempre acertou em seus ideais”. Em suma, a mesma farofa de sempre para evitar dizer os fatos: Fidel foi um assassino monstruoso que merece de nós o mesmo desprezo que temos por Hitler e Stalin. Qualquer afirmação mais apaziguadora e pusilânime do que essa é um crime moral.

Pois José Serra resolveu apelar ao murismo e disse que o ditador Fidel foi uma das “lideranças políticas mais emblemáticas da história do século 20”.

Eis a maior pérola do chanceler brasileiro: “Sua trajetória resume os dolorosos conflitos e contradições de um período histórico conturbado, no qual ideais de desenvolvimento e justiça social nem sempre se conciliaram,em nossa região, com o respeito aos direitos humanos e à democracia.”

É o mesmo que dizer que os ideais de um estuprador “nem sempre” se conciliam com a sedução, e que os ideais de um assaltante “nem sempre” se conciliam com a alocação voluntária de recursos.

Serra é um gozador. O problema é que o povo brasileiro não está achando graça nenhuma desse tipo de equivalência moral, principalmente vindo de alguém que andou fazendo um bom trabalho ao rejeitar a ditadura venezuelana. Não pega bem ficar apaziguando para Fidel depois disso tudo. Depois não reclamem…

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