Será que o Estadão diria que a luta entre um estuprado e um estuprador é um "Fla-Flu"?

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Cada vez mais estou adotando a tese de que a mídia esquerdista coloca como critério classificatório de jornalistas e editores um determinado nível de psicopatia, pois algumas das coisas que eles andam escrevendo não poderiam jamais ser escritas por pessoas aptas ao convívio social normal.

É o caso de um editorial do Estadão, que sugere que a morte de Fidel “ressuscitou um ‘Fla-Flu’ nas redes sociais”. Acredite se quiser, mas o seguinte trecho está escrito abaixo:

A morte de Fidel Castro ressuscitou nas redes sociais brasileiras o clima de rivalidade dominante durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na nova etapa do Fla-Flu virtual’, admiradores do líder cubano buscaram na gaveta fotos de visita à ilha caribenha para ilustrar suas homenagens ao “comandante” enquanto os críticos ao regime reclamaram que o “ditador” foi tratado com condescendência pela classe política.

Fla-Flu?!

Para início de conversa, esse termo é utilizado para competições esportivas. No máximo para competições políticas, como forma de alusão à alta rivalidade.

Porém, a repulsa à figura de Fidel Castro não se encaixa nesse tipo de discussão. Ao contrário, é uma discussão moral entre apoiar 100.000 assassinatos ou rejeitá-los. Entre apoiar a tortura de opositores ou rejeitá-la. Entre apoiar sistemas ditatoriais ou rejeitá-los. Entre apoiar a escravidão de pessoas (lembre-se dos médicos cubanos escravizados) ou rejeitá-la.

Se o Estadão diz que o que está acontecendo – finalmente com a revolta das pessoas decentes ao ver monstros morais elogiando Fidel Castro – é um “Fla-Flu” então a luta de uma potencial vítima de estupro com seu estuprador também seria… um “Fla-Flu”? Será que a luta dos escravos para abolir a escravatura também seria um “Fla-Flu”? Igualmente podemos supor que, para o Estadão, a tentativa de resgatar um refém das mãos de um sequestrador com intenções assassinas seria um “Fla-Flu”?

O editorial do Estadão é isso: uma prática macabra de equivalência moral. Tenha medo, tenha muito medo do que se passa na mente de quem escreveu essa barbaridade.

Ei, Estadão, “Fla-Flu” é a puta que os pariu!

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2 COMMENTS

  1. Herança de Fidel:“Fuzilados: 5.621. Assassinados extrajudicialmente: 1.163. Presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência médica ou causas naturais: 1.081. Guerrilheiros anticastristas mortos em combate: 1.258. Soldados cubanos mortos em missões no exterior: 14.160. Mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país: 77.824. Civis mortos em ataques químicos em Mavinga, Angola: 5.000. Guerrilheiros da Unita mortos em combate contra tropas cubanas: 9.380. Total: 115.127 (não inclui mortes causadas por atividades subversivas no exterior).
    Deixa de herança miséria, sofrimento, angústia e totalitarismo.”

  2. .
    Detalhe 1: Colocaram a palavra “ditador” entre aspas;

    Detalhe 2: NÃO colocaram a palavra “líder” entre aspas.

    Um verdadeiro líder é seguido voluntariamente, de boa vontade. Se as pessoas são coagidas a obedecer um “líder” e não têm opção, ele pode ser um comandante, chefe, etc., mas não é um verdadeiro líder.

    * * *

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