Joaquim Barbosa entrega estratégia da extrema-esquerda: "grandes manifestações" para tentar ajudar o PT

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Em uma entrevista ao Pragmatismo Político, Joaquim Barbosa – conhecido por adotar a agenda da extrema-esquerda após ter condenado muitos no Mensalão – disse:

“Corre o risco. É tão artificial essa situação criada pelo impeachment que eu acho, sinceramente, que esse governo não resistiria a uma série de grandes manifestações.”

Por que não estou surpreso? Eis a estratégia que as palavras dele deixam escapar.

A ideia é mover a direita para fazer “grandes manifestações”. Ele sabe disso porque a extrema-esquerda perdeu o monopólio das ruas, e não só o monopólio como também perdeu a mão. Todas as manifestações organizadas pela extrema-esquerda desde o ano passado foram muito pequenas, infinitamente menores se comparadas àquilo que foi feito pelos movimentos de direita, tais como MBL, Vem Pra Rua, etc.

Para colocar o plano de derrubada de Temer em prática, eles precisam que a direita esteja indignada com “tudo que está aí”, para sair em volume às ruas e, juntos, eles tomam o movimento e o levam na direção que querem. A partir disso, a extrema-esquerda dirá que a manifestação é “contra o governo Temer”. E záz! A mágica estará feita.

Basta lembrar que o item número 1 na pauta da extrema-esquerda é hoje desgastar o governo atual, para dar força a candidatos como Ciro Gomes e Marina Silva. Esta, é claro, é a estratégia. Agora basta saber como reagir à estratégia. Como sempre disse por aqui, a extrema-esquerda nunca desiste. Ela pode perder as batalhas, pode até perder a guerra inteira, mas no dia seguinte ela sempre se reorganiza, se levanta e volta a lutar.

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14 COMMENTS

  1. “Paulo Eduardo Martins
    5 h ·
    A situação do Brasil é pré-revolucionária. Os elementos estão postos. Explico brevemente:
    A população está revoltada com a corrupção generalizada, que em sua visão é a mãe de todos os problemas. O inimigo está bem definido para todos: a elite política corrupta, numericamente mais presente no Poder Legislativo.
    Os homens da Lava-jato funcionam como a elite revolucionária, pois são os heróis reconhecidos por todos, afinal, caçam os corruptos que jamais seriam cassados.
    O mundo hipotético idealizado também já está no horizonte popular, que é um Brasil livre da corrupção e dos políticos.
    O que falta? A aproximação, ao menos em linguagem, da elite revolucionária com a massa que, instigada, pode parir um aparato de força.
    As peças estão sobre a mesa. Em qualquer momento podem se encaixar e aí estará montado o quebra-cabeças da revolução. Cabeças rolarão.”

    O que acha sobre isso, Luciano? Poderia fazer um artigo analisando sob este aspecto (refutando, ratificando ou apenas comentando)? Ou por aqui mesmo, breves comentários.

    • O que dizer de um Juiz que manda prender um policial que lhe aplica uma multa? Abuso de autoridade?
      Na minha opinião o erro é essa pauta do Congresso de votar nesse momento um projeto de combate à corrupção e ter prevaricado 7 anos sem votar o abuso de autoridade. Deveriam dar prioridade ao projetos de retomada do crescimento da economia. Afinal, a Lava Jato está funcionando.
      E esse negócio de “pré revolução”, “cabeças vão rolar”, etc, tem 2 lados… sem fantasia Disney. Pode ser que nesse caso a cabeça do Paulo Eduardo Martins seja a primeira a rolar, ou não?

  2. Que perigo estamos correndo! Eu acho que a coisa começou a perder força quando o MBL deixou de atuar como força da sociedade e passou a atuar como ente Político dentro do Sistema. O Vem pra Rua não tem força para mobilizar a população. Se o Kim ainda quisesse mobilizar, ele conseguiria. E agora o que é melhor: ter a manifestçaõ de 04/12, ou não?

  3. Com certeza precisamos da pressao das ruas para impedir o Congresso e o Presidente de boicotar a Lava Jato. Os políticos só conhecem a linguagem da pressão popular. Só não podemos encampar o “Fora Temer” antes das reformas necessárias para tirar o país do buraco. Muito menos intervenção militar, que não é solução para nada. Quanto ao Joaquim Barbosa, que decepção! Longe de ser o homem público que tanta gente passou a venerar com o Mensalão.

  4. Precisa sair às ruas, sim, e em grande quantidade. Pela Lava Jato, que só tem a nós para protegê-la e por outras questões. Mas deixar bem claro que Fora Temer não é a pauta. Aliás, a maioria dos direitistas, salvo algumas exceções, entende que a saída do presidente não seria uma coisa boa nesse momento. A não ser, é claro, que o próprio Temer provoque situações insustentáveis..Quanto às investidas da extrema-esquerda, sempre vão ocorrer, de uma maneira ou outra. Ficar paralisado diante desses absurdos que estão acontecendo, não é solução. Veremos.

    • Temos qua apoiar a lavajato. Não conheço essas medidas anticorrupção e muito menos suas implicações. Não parece ser o momento de apoair qualquer medida com congressitas tentando se salvar a qualquer custo. Os esquerdopatas estão mobilizados e sua pauta é simplesmente criar o caos e defender Lula. E parece que estão cada dia mais animados. Até o Lula está mais animado. Mau sinal. Inventaram até uma medalha para o agitador Boulos. Qualquer manifestação tem que atacar esses movimentos:
      – apoio à lavajato
      – Fora PT, faxina de petistas do governo
      – Cadeia para os agitadores dos tais “movimentos sociais”
      – Corte de ministérios
      – Lula na cadeia
      O que não podemos é ficar na inércia. Ao invés de criticar a iniciativa por medo da esquerda se apropriar dos movimentos ou porque a imprensa poderia manipular, por que não estabelecer pautas?
      O fora Temer não tem cabimento simplesmente porque não existe outro além do Temer.Vai ter que ser com ele mesmo.
      A esquerda só está tentando criar o caos político e econômico: quanto pior, melhor. Se tiver 30 milhões de desempregados melhor para eles.
      O momento tem que ser aproveitado porque nem petista quer ouvir falar mais do Lula e do PT.

  5. Podem escolher a pauta que quiserem, mas eu aposto meus dentes que a imprensa inteira irá dizer que as manifestações, quando ocorrerem, são pela saída do “presidento”. Basta ver como foi a cobertura da morte do Coma Andante: não importou que a maioria das pessoas estivessem felizes pela morte de um porco assassino, em 10 de 10 redações o tom foi a morte do “revolucionário”, “herói”, “presidente”. Para os que desejam se livrar dos nossos políticos-bandidos eu deixo uma dica: se livrem também dos jornalistas-de-bosta, senão não vai adiantar nada.

  6. Esse Joaquim Barbosa, como outros falsos direitistas, é embusteiro desinformante! Antes do aparecimento do Sérgio Moro, ele era tido como esperança dos brasileiros.
    Em 2012, quando julgou os réus do Mensalão (hoje considerada uma farsa, pois os réus receberam penas brandas e outros perdoados) foi alvo de campanha racista por PT e criticava os juízes do STF.
    Só que a partir de 2013, tudo mudou: deixou STF para que um “juiz petralha” assumir no lugar dele. Em 2015, quando se falava em impeachment de Dilma, simplesmente foi contra e quando passou e se tornou realidade em 2016, chamou de tabajara e ainda criticou Temer.
    E mais: virou petralha ao dizer que é contra um governo conservador (aliás, há mais de 20 anos o Brasil não tem esse governo com PSDB-PT) e ter votado em Lula e Dilma e não se arrepende.
    Vergonha!

  7. O picareta do Joaquim Barbosa nunca me enganou. Claramente está arrependido de sua atuação no julgamento do mensalão, e agora está acenando para a extrema-esquerda sonhando com uma candidatura para a Presidência da República ou ao governo do Rio. Que vá para o inferno com Lula, Dilma e a corja toda!!!

  8. Prezados amigos,

    O Joaquim Barbosa poderia ter sido mais elegante com o Reinaldo Azevedo. Poderia ter dito, simplesmente, que ele é, por suposto, um jornalista medíocre, de inteligência mediana, doméstico, socialista fabiano (herança tardia do trostkismo), sem visão de geopolítica continental e mundial, que cresceu, ou melhor, inchou a partir do antipetismo, granjeando muitos “reinaldetes”.

    Contudo, a partir do momento em que esse alpinismo jornalístico lhe rendeu cinco empregos – e cinco patrões! – subiu no muro, tornou-se um isentão legalista, um reacionário (de esquerda), rendeu-se de vez ao establishment político. Tanto que defende, com unhas e dentes, o governo transitório de Temer – que é parte da herança maldita do PT -, enquanto o PSDB não vem. E essa é, também, a razão pela qual rosna como um cão danado a cada mísera falha cometida pela Lava Jato, a bendita operação que salvou o Brasil, pelo menos por enquanto, da supremacia absoluta de políticos e jornalistas de corte bolivariano ou simplesmente esquerdista. É a delação da Odebrech, estúpido!

    Hoje, o sonho de consumo dele deve ser, suponho, eleger o Serra presidente e ser convidado por ele para exercer alguma função na área de comunicação do governo. Seria o Paraíso, com “p”‘ maiúsculo, para alguém que, na sua megalomania, parece se supor Deus. Ou, pelo menos, a “Mãe Dináh” da Jovem Pan.

  9. O PT quer derrubar o governo por ódio e vingança, mas eles não voltam mais. Pode ir p rua tranquilo que os políticos so trabalham na pressão.

  10. Prezados amigos,

    Se lhes falta ainda uma percepção de como opera o isentão legalista Tucanado Azevedo, na sua desenfreada tucanofilia e ojeriza à Lava Jato, visitem o blog dele e vejam como ele está tratando as manifestações do dia de hoje. Se fosse um petralha, não usaria de mais ironia e sarcasmo. Já acabei de crer que esse cara é, mesmo, “um idiota que não tem a mínima noção da própria irrelevância”, como sugeiru Joaquim Barbosa.

    Se depender da vontade e dos humores desse camarada, ficaremos, sim, livres do PT, o que é ótimo, mas ficaremos, também, reféns do PSDB, o que é péssimo. É assim que aqueles dois neurônios que se engalfinham na cabeçorra dele funcionam.

  11. Fazer grande manifestação com quem? Qual seria o público para grandes manifestações? O que é grande para o amarelão aí? Vai cuidar da vida em Miami e esqueça do Brasil. Perdeu o bonde da história por não ter coragem; na primeira pressão espanou mais rápido que um parafuso de alumínio. Seria bom calar-se, recolher-se e aproveitar o gordo salário de “retired”.

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