Foi enterrado o maior símbolo do capitalismo de estado da era atual

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Provavelmente, a grande mídia está noticiando o enterro macabro do monstro Fidel Castro como se fosse “o último adeus daquele que simbolizou a luta contra o capitalismo”. Como sempre, nada poderia estar mais longe da verdade.

De fato, Fidel é um ícone das implementações socialistas, mas isso não significa oposição ao capitalismo. Enquanto empreendeu esforços por toda sua vida para criar miséria de forma intencional para o povo, amealhou uma fortuna de quase 1 bilhão de dólares enquanto o salário do médico cubano ficava por 40 dólares mensais.

Assim como grandes bilionários possuem ilhas, ele foi dono de uma ilha de 11 milhões de pessoas. Na América Latina, foi dono do maior curral de gente. Seu povo vivia como gado de criação no curral, com carros não muito melhores que carroças, ele andava de Mercedes-Benz.

Raros países foram tão desiguais quanto Cuba. Da mesma forma, a elite cubana, liderada por Castro, não permitia a ascensão das pessoas, quase como em um sistema de castas, visto na Índia.

A fortuna de Fidel veio de negócios controlados pelo Estado. Como lembrou o Instituo Liberal, estes negócios incluíam o conglomerado Cimex (varejista) e a empresa Medicuba, que comercializa vacinas e produtos farmacêuticos produzidos em Cuba. Uma parcela da fortuna adveio da produtora de rum Havana Club, vendida por US$50 milhões à francesa Pernod Ricard. Toda essa grana parou no bolso de Fidel Castro.

Eis a forma mais perfeita do capitalismo de estado, a qual é a consequência inevitável do socialismo.

O sistema criado por Karl Marx jamais visou derrubar o capitalismo. Ao contrário, se opôs ao capitalismo de mercado para trocá-lo pelo capitalismo de estado. O objetivo nunca foi lutar pela igualdade, mas pelo sistema mais desigual do mundo.

Fidel Castro conseguiu o que quis: criou desigualdade em um sistema de capitalismo de estado, do qual ele foi um dos símbolos maiores.

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