Surge o PSM: Partido do Sérgio Moro. Estratégia petista deve fracassar…

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Isso quem diz é Fernando Brito, petista do blog Tijolaço. Ao que parece, Brito faltou às reuniões organizadas pelos petistas, que estão armando a narrativa de que “as manifestações são contra Temer”. Mas parece que o truque não vai funcionar, pois não se vê nos movimentos nenhuma bandeira pró-PT. Quer dizer: a estratégia petista de controlar a narrativa dos movimentos tende a fracassar.

Seja lá como for leia o texto (divertido, em nossa perspectiva) – intitulado Moro faria bem se assumisse a candidatura – com a choradeira do petista.

As manifestações de hoje, até agora nem imensas, nem pequenas, mostram que existe hoje, na classe média brasileira, o “Partido do Sérgio Moro”, o PSM.

A turma que está na rua, hoje, é dele. Dele e de sua tropa de choque do Ministério Público.

Uma espécie de neo-UDN (ao contrário da antiga, cujo núcleo era o Rio, sediada em São Paulo) que o PSDB sempre teve vergonha em ser.

Seu “Brigadeiro” é o juiz curitibano e sua farda é a toga.

O Doutor Moro faria um grande bem à democracia se a despisse e assumisse o papel político que se dispôs a representar.

Não se diga que isso seria “acabar com a Lava Jato”, porque o juiz, num processo, é impessoal e  quem  o substituiria seria outro juiz federal, do qual não se poderia suspeitar.

Mas teria o condão de estabelecer, ao menos, uma certa separação ao que não se consegue mais ver como ações distintas: justiça e política.

Política termina no voto, que é popular – ao menos por enquanto – e Justiça termina na sentença, que é de um ou de poucos.

A política é controlável – para isso existe a Justiça – mas a Justiça não é, porque ninguém pode anular decisões que lhe são exclusivas.

Será que é por isso que o Dr. Moro não assume, de vez, que o que faz é política?

Porque, afinal de contas, nela todos se submetem ao grande e supremo juiz: o povo brasileiro.

Os petistas devem estar em uma situação complicada hoje. Nós estamos a favor de Moro, enquanto eles estão contra. Agora a luta é contra os membros da Operação Salva Lula, liderada por Renan Calheiros e relatada por Roberto Requião, no objetivo de livrar o ex-presidente Lula de Moro para abrir o pretexto para que nenhum outro seja punido.

Em tempo: por enquanto, é melhor que Sérgio Moro fique onde está. Em Curitiba. Há muito serviço a ser feito ainda…

Em tempo (2): a tática petista de dizer que há um “partido do Sérgio Moro” é tão ruim que vale a pena dar sequência. A personalização é ótima para a política. O duro é personalizar um ataque diante de alguém aprovado por quase toda a população, menos os petistas e seus aliados.

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