Condenada a apenas 19 anos e 11 meses de prisão, Elize mostra que a impunidade não abraça só a grande corrupção

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A notícia de que Elize Matsunaga foi condenada a pouco mais da metade da pena máxima pelo crime hediondo que cometeu gerou revolta. Aliás, gera revolta especialmente por se saber que, dentro do sistema penal brasileiro, muito provavelmente ela nunca chegará a cumprir nem metade da pena a qual foi condenada.

19 anos e 11 meses de prisão por ter assassinado premeditadamente seu marido e por uma razão torpe, por tê-lo esquartejado, ocultado seu cadáver e por ter feito tudo isso desconsiderando que ambos tinham uma filha. Elize, aliás, é bacharel em Direito e técnica em enfermagem, ela sabia exatamente o que estava fazendo. A pena máxima pelo crime de homicídio qualificado é de 30 anos, e pal ocultação de cadáver seriam mais 3 anos.

O que piora tudo é o fato de que Elize é ré confessa e havia provas materiais contra ela no processo. Deste modo, não havia nenhuma dúvida sobre sua culpa muito menos sobre seu dolo. Ela usou como pretexto para matar friamente, esquartejar e sumir com o corpo do marido a suspeita de que ele a estivesse traindo, como se isso fosse algum tipo de justificativa razoável.

O fato é que a Justiça permitirá que dentro de alguns anos, bem menos que os 19 aos quais foi condenada, ela esteja livre novamente. Isso mostra que não é apenas para os grandes corruptos que a lei é fraca. Ela também é fraca para qualquer um que possa pagar bons advogados…

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4 COMMENTS

  1. É mais do que isso, amigos. O negócio é feminismo mesmo. Eu tenho este caso de 2011: Severina Maria da Silva, uma agricultora de 44 anos de Caruaru (PE), mandou matar o próprio pai porque era estuprada por ele; foi julgada e o promotor do Ministério Público de Pernambuco, José Edvaldo da Silva, pediu a absolvição da mulher; os dois conhecidos da agricultora que cometeram o crime foram condenados. http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?Materia=20110825141246
    Com poucos dias de diferença, a professora Alexandria Vera foi condenada nos Estados Unidos a TRINTA ANOS de cadeia por ter transado com um aluno de 13 anos.

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