Pedir intervenção militar é um direito moral ainda maior do que adorar Fidel

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Os leitores deste site sabem que sempre repeli qualquer proposta por intervenção militar. Não mudei de opinião a respeito do tema. A intervenção segue completamente inviável, além de questionável em termos morais.

Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O que estou tratando aqui não é da validade da ideia, mas do direito moral de propagar uma ideia. Por exemplo: já teve gente dizendo que os intervencionistas deveriam ser censurados. Eis um absurdo. Independentemente de concordarmos com a intervenção ou não, eles não devem sofrer censura nem qualquer punição, apenas o mais assertivo questionamento.

Ademais, assistimos diariamente a extrema-esquerda se posicionar a favor do genocida Fidel Castro. E o que foi o sistema de Fidel Castro senão uma ditadura que assassinou e torturou opositores? Tudo que aconteceu na ditadura militar brasileira, mas em quantidade menor do que fez o ícone latino dos socialistas.

Confira este gráfico da Folha, mostrando o número de mortos ou desaparecidos por 100 mil habitantes:

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E das diversas ditaduras da região, veja o número de mortos ou desaparecidos por ano do regime:

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Em suma, a ditadura de Fidel Castro ocupa com larga vantagem o posto de mais letal da América Latina. Quem apoia Fidel deve também receber a cobrança moral por toda essa barbárie. Alguns dirão “eu apoio Fidel, mas não apoio os assassinatos”, mas isso não faz o menor sentido, pois não é possível dissociar quem praticou um ato de suas ações. No máximo alguém pode dizer: “eu apoio Fidel apesar de seus assassinatos”. Mas isso um adepto da ditadura militar também poderá dizer. Exemplo de discurso possível: “eu apoio a ditadura militar apesar das torturas”. Ademais, alguém poderá dizer que os atos condenáveis são justificáveis pelo “projeto”.

Independentemente do argumento, os defensores de Fidel se encontram em posição moral inferior a de qualquer intervencionista. Não que isso valide a intervenção. Mas demonstra que os defensores de Fidel não tem moral alguma para atazanar os intervencionistas.

Bem, pelo menos eu não apoio ditadura alguma. Por isso, tenho moral para pentelhar os adeptos da intervenção. E triturar moralmente ainda mais os defensores de Fidel Castro.

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