Agora sim o "Fora Renan" volta a fazer sentido. Ou: as manifestações deste domingo estavam certas.

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Depois das manifestações deste último domingo (3/12), surgiu o seguinte argumento: “Viu o que vocês fizeram? Lutaram pelo ‘Fora Renan’ e agora teremos Jorge Viana na presidência do Senado”.

Porém, no fim das contas, depois da decisão desta quarta (7) – na qual por 6×3 o STF decidiu que Renan segue na presidência do Senado, mas não pode mais estar na linha sucessória da presidência da República -, a tragédia não se consumou. E a tragédia seria deixarmos Marco Aurélio Mello dar sequência em sua manobra para colocar um petista (Jorge Viana) o tempo suficiente para barrar a PEC do Teto.

A partir de agora, o “Fora Renan” torna a fazer sentido. E o sentido é o da pressão sobre Rodrigo Janot e o STF para que Renan Calheiros seja, enfim, julgado. Se for condenado, deve perder seu mandato. Seu lugar deveria ser junto a Eduardo Cunha. A malandragem de afastar Renan nos últimos 8 dias úteis da presidência do Senado não ajudaria nada no intento de punir o senador de Alagoas.

Uma coisa é punir Renan Calheiros (com pressão para que o STF avance no julgamento de seus inquéritos). Outra, na direção oposta, é dar brecha para que um ministro do STF ligado à Dilma Rousseff quebre o galho dos petistas apenas para permitir o uso do cargo por alguns dias por Jorge Viana, sem com isso resultar no avanço dos julgamentos de Renan. É só prestar atenção: suspender Renan da presidência do Senado a partir de uma manobra bizarra não faz nada em favor do avanço de seus julgamentos. Mas exatamente aquilo que importava era o avanço dos julgamentos do senador alagoano.

Argumentou-se que os movimentos que pediram “Fora Renan” erraram no domingo, pois isso teria dado brecha para a manobra de Marmello. No cômputo final, os movimentos acertaram, pois Renan foi desgastado e manobra para derrubar a PEC do Teto não deu certo.

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