General Villas Bôas diz que intervencionistas são "malucos". Prevejo uma rage…

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Segundo matéria do Estadão, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que há “chance zero” de que o Exército tomar o poder por uma intervenção militar. Ele também afirma que os intervencionistas são malucos.

“Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?’”. Em resposta, ele diz: “Eu respondo com o artigo 142 da Constituição. Está tudo ali. Ponto”.

O artigo 142 dita que “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

De acordo com Villas Bôas, às vezes algumas pessoas da reserva se empolgam demais, mas, para ele, até mesmo estes estão “sob controle” até o momento, mesmo diante de tamanha crise ética.

“Eu avisei (ao presidente Michel Temer e ao ministro Raul Jungmann) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia”, relatou o general.

Ele também deixa claro o que quer dizer lutar contra a instabilidade: “Quando falo de instabilidade, estou pensando no efeito na segurança pública, que é o que, pela Constituição, pode nos envolver diretamente”.

Delírio e fuga da realidade

Creio que as palavras do general vão deixar os intervencionistas indignados. Decerto os termos utilizados por ele são fortes, mas é justo dizer que o movimento intervencionista vive fora da casinha. Pedir algo que não podemos conseguir e que apenas serve para dar capital político ao nosso inimigo é de fato uma insanidade.

Os intervencionistas se incomodam quando os informamos sobe a desrazão inerente às suas requisições, mas algumas coisas são óbvias, como, por exemplo, a mudança do modelo ditatorial ao longo das décadas, como foi bem explicitado no livro Escola de Ditadores, de William J. Dobson. Lembre-se que para tomar o poder com o exército é preciso fazer uma implementação ditatorial. Mas o modelo de ditadura tradicional já foi abolido em todo o Ocidente.

Para termos uma ideia, as ditaduras agora são muito mais sofisticadas. Temos, por exemplo, a censura sutil, utilizada pelos governos bolivarianos. Agora um novo modelo de ditadura acaba de surgir com o advento da narrativa picareta das “fake news”. Em resumo, a esquerda já bolou modelos sofisticados de estabelecer ditaduras sem depender de intervenções militares ou revoluções armadas.

Isso tem a ver com o aprendizado dos métodos para se conseguir este tipo de poder autoritário ou até totalitário. O advento da Internet e a popularização dos smartphones representam uma mudança radical na difusão das informações. Hoje quase todo mundo tem uma câmera em mãos, dentro de um dispositivo conectado à Internet. É óbvio que repressões militares como aquela de 1964 seriam uma grande besteira. E esse é apenas um dos fatores mostrando que é decerto um delírio pedir intervenção militar. Exatamente por este motivo a esquerda utiliza os novos modelos de ditadura. Esta é a diferença crucial: enquanto alguns da direita pedem “intervenção militar”, outros tantos da esquerda pedem “democratização dos meios de comunicação” e “controle das fake news” (mas é claro que são eles que definem o que é “fake news”). Será que os intervencionistas não percebem que estão comendo mosca?

O único resultado de tais requisições é o aumento de capital político do maior adversário: a extrema-esquerda.

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5 COMMENTS

    • Se o exército tomar alguma atitude sem obedecer o que manda à Constituição, no dia seguinte aquela merda chamada ONU manda o exército da OTAN dar um passa fora no exército brasileiro alegando golpe e alegando que feriram à Democracia Brasileira. ONU esquerdista não intervem em ditaduras bolivarianas, o Brasil ainda não é uma ditadura comunista, afinal tiramos Dilma, então por NÃO SER UMA DITADURA À LA VENEZUELA, CUBA à querida ONU interviria sem dó.

  1. Lamentávelmente as declarações de sua Exia. Gen Villas Boas são uma decepção. Ninguém deseja que nosso glorioso Exército saia por aí matando os comunistas, nossos inimigos, a torto e a direito. O que dói nos verdadeiros patriotas, é comprovar todos os anos que sessenta mil inocentes, são assassinados. Ver helicóptero da Polícia Militar abatido por traficantes super armados com armamento de guerra, enquanto o povo de bem, trabalhador, totalmente desarmado, está morrendo como gafanhotos em sua grande maioria nos assaltos à mão armada. Assaltar no Brasil virou festa.. Nossa soberânia invadida com as tais reservas indigenistas que já tomaram conta de 13% do território nacional. Mais de 100.000 ONGs estrangeiras na Amazônia, dominando nas reservas indígenas. Minérios estratégicos como o Nióbio, sendo contrabandeado e comercializado mundialmente pela Inglaterra que jamais produziu, nos dando prejuízos de bilhões de dólares ao ano. O MST, atacando, roubando, destruindo propriedades privadas, sempre acima da lei e da ordem, desmoralizando completamente nossas instituições. A FUNAI, lançando portarias para que índios invadam propriedades produtivas no Estado de MS.
    Acorda General Villas Boas. Faça algo para cumprir suas atribuições perante nossa querida Pátria. Seu povo está morrendo assassinado, e, além de não tomar nemhuma atitude saneadora para socorre-los, o senhor ainda os chama de “malucos delirantes?” É lamentável e decepcionante.
    Luiz José Mendonça – 82 – ex piloto de selva – escritor.- Voou 40 anos na Amazônia.

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