A estratégia da extrema-esquerda para tentar levar 2018 (ou antes) tem um ponto frágil. Podemos explorá-lo…

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Aqui devemos entender a extrema-esquerda como o PT (representado por Lula) e seus sicários PDT (com Ciro Gomes) e Rede (com Marina Silva). A tal “frente ampla” que eles tanto falam se baseiam em ocupar o poder a partir da vitória de um desses três.

A estratégia está sendo direcionada pelo PT – que, em termos de estratégia, é o melhor de todos – e envolve os seguintes dois pontos fundamentais:

  1. Pelo lado da extrema-esquerda, ampliar o discurso de vitimização de Lula
  2. Pelo lado dos opositores, inserir nas mentes deles o clima de “fora todos”

A primeira iniciativa tem por fim aumentar o “bonding” – ou seja, a união dentro do grupo – entre os militantes da extrema-esquerda. Isso serve para animar a tropa e criar o senso de que “são injustiçados”. Claro que não são. Mas para eles isso é irrelevante. A verdade, para essa gente, é apenas uma inconveniência a ser tirada da frente.

Já a segunda iniciativa é bem mais arrojada e se baseia em uma tática do judô, na qual você utiliza a força de seu adversário contra ele.

Ora, se para a extrema-esquerda o ideal é alimentar o clima de “todos juntos”, o ideal é que o adversário entre no clima de “todos separados” (eis a estratégia do “dividir para conquistar”). Isso fará com que direitistas e centristas (e até esquerdistas moderados) se sintam sem opções e até tendendo a votar nulo, em vários casos. Quanto menos votos para eles, melhor. O ideal também é que alguns biconceituais – ou seja, que não podem ser encaixados em qualquer um dos espectros de modo definido e representam uma boa parte da população – até aceitem opções definidas como “fora da política”. Aí Marina Silva e Ciro Gomes capitalizam um pouquinho.

Na narrativa do MFT (movimento “fora todos”) qualquer discurso serve. Pode ser a narrativa de “temos que derrubar o estamento burocrático”. Também pode ser a narrativa dizendo que “é preciso de intervenção militar”. Em suma, qualquer narrativa propondo um “fora todos” ajuda. Cada tijolinho é útil na construção do muro. Algumas variantes desse “fora todos” se especializam em “fora todos, menos o Bolsonaro”, mas ainda há muitas dúvidas se isso vai “dar liga”.

A extrema-esquerda já está organizada e entrando nas comunidades de direitistas para dizer, aos participantes: “Ei, você não fala do Temer?” ou “Por que você não fala do Aécio?”. Constrangidos (e por não perceberem a jogada), muitos quedam diante da artimanha e, envergonhados (por não entenderem que é tudo uma jogada suja), acabam aderindo ao coro “fora todos”. Claro que estas mesmas pessoas de extrema-esquerda que pedem para “a direita ir se manifestar contra Temer” atacam Sérgio Moro por investigar Lula. Nada de surpresas aqui.

Evidentemente, a estratégia da extrema-esquerda é muito bem arquitetada, mas pode ter um ponto frágil: uma vez que o “fora todos” alcançou tal escala que dificilmente será interrompido, ele pode, enfim, ser transformado em uma força contra a extrema-esquerda. Isso talvez só aconteça se direitistas e centristas, em união, conseguirem um bom candidato “fora da política”, ou seja, que não possa ser abalado pelo “fora todos”, mas sim impulsionado por esse discurso.

Enquanto isso não acontece, o momento atual nos coloca na situação em que a extrema-esquerda é atualmente a favorita para recuperar o poder. A boa notícia é que isso não é irreversível.

Em tempo: quanto mais cedo ocorrerem as “novas eleições” – se é que elas ocorrerão, em caso de Temer não der sequência ao seu mandato até o fim de 2018 – mais chances cairão nas mãos da extrema-esquerda. Este é outro desafio com o qual teremos que lidar.

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7 COMMENTS

  1. Luciano, só teremos eleições diretas para presidente se Temer cair até o dia 31/12/2016.
    A partir do primeiro dia de 2017, se o TSE cassar a chapa,o congresso realizará uma eleição indireta em até 30 dias.

    • Rodolfo,

      O importante nem são as eleições, mas a emissão de uma narrativa REQUISITANDO as eleições, para gerar o desgaste. Assim, mesmo que Temer não caia até 31/12/2016, os petistas darão sequencia na narrativa.

      Abs,

      LH

  2. O texto não faz menção ao ponto que realmente é o mais frágil de TODA situação política e cultural deste país.
    O ponto ao qual me refiro é a mentalidade da grande maioria da população deste país.
    A maioria aceita de bom grado a ideologia marxista, fazendo com que qualquer um com discurso esquerdista seja visto como representante de tudo o que é mais puro, justo e santo na face da Terra.
    A vitória de algum representante da esquerda na Presidência não depende de tempo, mas simplesmente candidatar-se.
    O futuro Presidente do Brasil, com eleição hoje ou em 2018, será um marxista.
    Os conceitos: “idiotas úteis”, “gado”, “mentalidade de rebanho” e “inteligência de massa” não foram criados no Brasil e nem para, especificamente, o brasileiro; fazem referência a grande maioria que compõem, ontem e hoje, a raça chamada humana.

  3. Tudo bacana, temos o ponto “frágil” e… mas cadê o candidato?
    E vamos mais 4 anos de extrema ou esquerda no poder, quem quiser, diz aí centro esquerda, dá no mesmo buraco

    Vou votar no Levy Fidelix esse é o super candidato rss

  4. Pensar em eleições agora, pensar em candidato, ou fortalecer o “Fora Temer” é exatamente o que a extrema esquerda quer. Quanto mais cedo se escolher um candidato de direita ou de centro é pior, sua reputação será assassinada antes de 2018.
    Qual é a reputação da extrema esquerda e seus líderes? Ladrões nunca antes vistos na história da humanidade? Depredadores da propriedade privada e dos bens públicos? Estatizadores privados das empresas públicas? Destruidores do emprego e renda? O que significa 13 milhões de desempregados? Onde estão as milhares de cisternas e poços artesianos que resolveriam a seca do Nordeste? E as milhares de creches? E as dezenas de milhares de escolas rurais fechadas?

    O PT está aí há 36 anos sendo 13,5 no poder e conduziu o país ao descalabro econômico. São quase duas gerações.

    Já o cidadão que se omite em votar ou anula o voto tem que pagar seus impostos e não reclamar. Não tem direito de reclamar embora tenha o direito de fazer o que quiser com seu voto. Mas fiquem sabendo que são também responsáveis pelo ocupação do território pelos inimigos da civilização.

    Penso que temos que fortalecer o governo de Michel Temer cobrando as reformas que precisamos, especialmente a venda e eliminação de estatais desnecessárias, dentre outras centenas de mudanças de regras que travam e engessam a economia, a saúde, a educação e a segurança pública. É a chance que temos de promover grandes mudanças para banir a escória da extrema esquerda da vida pública.

  5. Não podemos fortalecer o governo Temer, nem qualquer que seja ele. Isso deve ser sempre inculcado. Quem deve sentir medo do fim do governo Temer é a legião de aspones e militantes pagos do PMDB, outra MAZELA brasileira. A chance de um governo cair na mão da esquerda agora é nula com a eleição indireta.

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