Novas pesquisas provavelmente não são confiáveis. Mas ainda permitem leitura nas entrelinhas…

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Já ouvi os comentários tradicionais em relação ao post “Marina lidera todos os cenários do segundo turno para 2018. Por que não estou surpreso?”, no qual lembro que Marina Silva aparece na frente em todos os cenários de segundo turno. Já no primeiro turno, Lula está a frente.

Por uma certa parcela da direita, a resposta automática a esses números é dizer que “as pesquisas estão fraudadas”. O argumento ganha maior verossimilhança principalmente após tantas pesquisas mentirosas que davam a vitória de Hillary como certa. Várias pesquisas se mostraram desonestas também na eleição brasileira.

A pergunta é: “devemos considerar as pesquisas como falsas e ignorar seus achados?”. Há duas respostas: sim e não, uma vez que tratamos de duas perguntas embutidas numa sentença. É claro que devemos suspeitar das pesquisas, mas ainda assim não devemos ignorar seus achados.

Geralmente as fraudes em pesquisas são feitas a partir de “marretagem”, sempre trabalhando em cima do que os institutos chamam de margem de erro. Decerto algumas “marretadas” tem sido muito exageradas e extrapolaram a margem de erro. Veja o exemplo do Rio de Janeiro, onde foi dito que Freixo estava “chegando” próximo a Crivella, quando na verdade estava se distanciando. No primeiro turno em Porto Alegre, as pesquisas davam a vitória de Sebastião Melo por 7 pontos. Nelson Marchezan Jr. Venceu por 8 pontos de vantagem. Exageraram nas “marretadas”.

O detalhe é que quando um instituto “marreta” os dados, ele também precisa ficar atento às pesquisas de outros institutos. É por isso que o nível de “marretada” deve ser controlado.

Tendo isso em mente, devemos suspeitar das pesquisas, mas, mesmo com as possíveis “marretadas”, é claro que os números de Marina Silva e Lula apresentam uma tendência de crescimento, com a qual devemos nos preocupar. Se tivermos uma reação a fazer, ela será feita a partir desta percepção de um crescimento indevido do lado adversário.

A outra alternativa é simplesmente não se preocupar e achar que as pesquisas “são falsas mesmo” e que tudo está caminhando perfeitamente nas campanhas dos adversários da extrema-esquerda. Essa postura foi adotada por várias pessoas na eleição de 2014 e o resultado foi aquele que vimos: Aécio perdeu e Dilma venceu.

Por isso, a boa prática recomenda que não precisamos acreditar piamente nas pesquisas. Mas ignorar os sinais ali vistos é perigosíssimo, pois acreditar que estamos no caminho certo – enquanto na verdade várias de nossas estratégias tem sido confusas, para dizer o mínimo – é a pior das escolhas.

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1 COMMENT

  1. No excelente trabalho elucidativo continuiamente apresentado, não li a divulgação à exaustão da associação do papel asqueroso da abjeta melancia podre em conluio com um dos repugnantes “Ministros” do STF a desserviço da justiça, imbuídos de tumultuar para inviabilizar quaisquer medidas anunciadas para conduzir a Nação até 2018, tendo como fundamento a necessidade premente da corja em conter o frágil processo de desconstrução da engenharia social implementada, capaz de prover, ainda, o noticiário sobre crápulas que, com a ajuda criminosa da mídia espúria comunista, tenta preservar a escumumalha que busca dissociar-se do chorume por ela produzido, introduzindo pesquisas sem credibilidade sobre facínoras que já deveriam estar completamente desmoralizados, fulminados e proscritos da vida pública, o que jamais acontecerá, infelizmente, com PT, PSOL, PCB, PC do B, REDE e PDT, enquanto não for feita uma propaganda crescente com este objetivo.

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