Possível suspensão de mandato de Jean Wyllys por 120 dias é impunidade

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Lemos hoje que o relator do processo contra o deputado comunista Jean Wyllys (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar (PP-SP),  pediu hoje (13) a suspensão do mandato de Wyllys por 120 dias.

A meu ver, se isso se confirmar, não é punição nem aqui e nem na China. Wyllys cometeu um ato quase tão grave como o estupro. Como forma de humilhar um inimigo, cuspir não difere de ejacular sobre o outro.

Wyllsy alega que apenas reagiu aos supostos insultos do Bolsonaro – que o teria chamado de “queima rosca”, “bichinha” e “veadinho” -, mas não apresentou nenhuma gravação contendo tais insultos. Mas se ele realmente tivesse essas provas, deveria ter processado o oponente. Não há justificativa para cometer um crime tal qual cuspir em alguém.

Se Wyllys apenas sofrer 120 dias de suspensão, terá saído impune. No mínimo, ele deveria perder o mandato. Como previsto aqui, Wyllys daria a volta por cima por ter jogado a guerra política (enquanto Bolsonaro não o fez). Ganhar quatro meses de férias remuneradas é prêmio, não punição.

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