"Eu não consigo mais apoiar Temer", dizem alguns direitistas. Mas quem disse que precisa?

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Decerto há várias pessoas de direita indignadas com Michel Temer, embora sem tanto motivo para tal. Claro que ele tem sido frouxo no discurso, capitulador em alguns combates e até leniente com a corrupção em outros momentos. Decerto há muitas críticas que podem ser lançadas contra ele. Porém, a guerra política não é como um romance, no qual podemos dizer “está tudo terminado” diante da menor traição. A política não pode ser julgada pelas mesma régua que julgamos as relações amorosas.

Quando alguém de direita resolve ser instrumentalizado pela narrativa proposta pelos petistas – o tal truque do “renuncie já” – o faz a partir de racionalizações como “eu não posso apoiar Temer de acordo com (x)”.

Dizer isso é ignorar o básico da guerra política, que determina como postura predominante aquela de ataque. Logo, alguém de direita pode muito bem estar desgostoso com o governo Temer e adotar a postura de concentrar seus ataques no inimigo fundamental, que está nos partidos de extrema-esquerda querendo retornar ao poder.

Aliás, a direita precisa começar a entender o conceito de inimigo fundamental: é aquele que, no atual cenário, é teu inimigo prioritário. Este é aquele que será atacado prioritariamente. Na guerra política não faz o menor sentido tomar partido de qualquer ideia ou proposta sem saber contra quem você está lutando.

Em síntese, ninguém precisa morrer de amores por Michel Temer para desconstruir a extrema-esquerda (que quer retornar ao poder) sem dó nem piedade.

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3 COMMENTS

  1. Essa direita precisa estudar marxismo para saber a diferença entre “contradição não-antagônica” e “contradição antagônica”. Temer seria a “contradição não-antagônica”. Hehe.

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