Por que os líderes do PDT estão com "sangue nos olhos" contra os que votaram pela PEC do Teto?

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Ciro Gomes, em declaração publicada no site da Jovem Pan, disse que “a bancada do PDT traiu o partido” ao votar a favor da PEC 55 no Senado. O motivo disso, embora seja apenas uma suspeita, é muito simples de entender: O plano é eleger Ciro em 2018.

A esquerda está contando com uma direita histérica, com militaristas malucos e fãs de Bolsonaro que não pensam em ganhar, mas em “mitar”. Isso, obviamente, aumenta as chances de um candidato de extrema-esquerda esperto ganhar. É aí que entra alguém como Ciro Gomes. Ele sabe que precisa apostar em uma dessas vagas.

Se ganhar, Ciro sabe que precisa saquear o Estado para um projeto totalitário de poder. Ele precisa continuar o projeto de Lula e Dilma. Sendo assim, não falamos apenas de déficit de 100 bilhões, mas de um possível déficit de 1 trilhão, talvez mais.

A PEC dos gastos, que agora já está em vigor, dificulta esse plano.  Vai ficar difícil para ele chegar e dizer: “quero uma lei permitindo que eu não tenha teto.” Isso provavelmente não dará certo. É por isso que Ciro está realmente irritado, assim como toda a extrema-esquerda. A PEC 55, no longo prazo, torna muito mais complexo o cumprimento do plano da extrema-esquerda, que é sempre o de saquear o Estado para obter poder totalitário.

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5 COMMENTS

  1. Precisa explicar melhor a relação de obviedade entre
    “A esquerda está contando com uma direita histérica, com militaristas malucos e fãs de Bolsonaro que não pensam em ganhar, mas em “mitar”.”
    Com:
    “Isso, obviamente, aumenta as chances de um candidato de extrema-esquerda esperto ganhar.”
    A sua aversão, Luciano, é que fica mais do que óbvia em qualquer comentário que envolva o nome Bolsonaro. A motivação para tanto é mais personalística do que racional, que vai desde a repulsa irracional ao se deparar com a palavra “militar”, mas sem apontar uma única falha de caráter do clã Bolsonaro.
    Eu diria que os maiores aliados da extrema-esquerda são oriundos de uma parcela dos liberais/libertários, com trânsito na mídia, política e redes sociais, que estão mais preocupados em “liberar a maconha” do que outra coisa, figuras como Fábio Ostermann, por exemplo. Por outro lado, tem gente como Kim Kataguiri, que foi aliciado pelo PSDB. No fundo, essa gente idolatra FHC e abomina Bolsonaro, sendo que este último jamais, em momento algum, expressou qualquer projeto pleno poder, muito pelo contrário. Já FHC, pactário do Diálogo Interamericano e cúmplice do plano de poder da elite globalista, é protegido pela imprensa, cantado em prosa e verso como “intelectual” predileto. O que fica patente é a desunião dos grupos antipetistas/marxistas, que nem chegaram ao poder, mas já promovem divisões e discórdias:
    -“Ah, Bolsonaro é isso, é aquilo…”
    – “É importante liberar a maconha, blá-blá-blá…”
    – “Precisamos de um nome que aglutine, porque Bolsonaro blá-blá-blá…”
    Nem se conhece o cenário presidenciável para 2018 para os candidatos de “direita” e a própria “direita” já começa bombardeando os seus possíveis candidatos! Então aqui vai uma pergunta: entre Bolsonaro, FHC, Marina, Lula, Ciro, Alckmin, Aécio e Luciana Genro, qual seria a melhor escolha para a direita? O que não dá pra aguentar é o mi-mi-mi de “ah se Caiado fosse candidato”, “ah se o Moro fosse candidato” e tantas outras besteiras altamente IMPROVÁVEIS! Com relação ao Moro, nem é necessário falar, quanto ao senador CAIADO, ele NUNCA será lançado candidato a presidente pelo DEM, um partido dominado AGRIPINOS e MAIAS! É melhor acordar e ficar esperto de uma vez! PMDB e DEM jamais lançarão um candidato de perfil conservador e de respaldo nacional, porque tais virtuais candidatos estariam em frontal oposição ao modus operandi dos caciques daqueles partidos, Simples assim. Então, se a direita quiser ter alguma chance, é muito melhor trabalhar em cima de alguém que JÁ SE MANIFESTOU inequivocamente, com todo cuidado para não ferir a lei eleitoral de propaganda antecipada, como Bolsonaro, em vez de ficar bombardeando. Se surgir algum candidato melhor (duvido muito que Caiado saia do DEM e acho IMPOSSÍVEL o partido bancar sua candidatura!), ótimo, mas enquanto não, é melhor unir forças em torno do que se tem.

    • Eu respondo: MEU problema com o Bolsonaro são dois: 1) Ele tem um projeto NACIONALISTA, no melhor estilo Enéas Carneiro (que aliás, hoje é tratado como um incompreendido e idolatrado por muita gente). O Nacionalismo é o primo “nerd” do socialismo. Mudam termos, mudam conceitos, mas o conteúdo prático/pragmático é o mesmo. Bolsonaro não coaduna com o bolivarianismo, nem com FSP? OK, mas ele pensa em aumento do Estado, o que é uma forma sutil de bolivarianismo.

      2) Ele é muito burro! Um cara que quer se presidente, que se diz lutar contra os comunistas ARREGOU pro Jean Wyllis, ARREGOU pra Maria do Rosário. Imagina ele sendo presidente, sofrendo este tipo de humilhação.

      Concordo que dentre os nomes que despontam no horizonte, ele é um dos menos ruins. Mas está longe de ser um bom nome. Ou ele melhora esse estilo “ogro” dele, ou ele perderá muitos votos ainda.

      Isso se ele vier como presidente em 2018 mesmo, coisa que eu ainda não acredito!

    • Vejo sua argumentação com emoção em relação a Bolsonaro, não vejo dessa forma o que o Luciano escreve a respeito. O que tenho observado como esse blog exemplifica, falta no Bolsonaro controle do discurso como os extremistas de esquerda fazem, os ataques que ele promove não são efetivos, pois não causam danos nos seus adversários. Além do discurso patriótico ser carregado de nostalgias. Isso tem sido utilizado pela mídia contra ele mesmo.
      Já em relação a candidatos, o Senador Alvaro Dias (PV), saiu do PSDB pelo motivo como você mencionou sobre os caciques, e também vejo que o PSDB “tem muito cacique para pouco índio”. O Alvaro Dias tem se mantido a favor do Brasil e da Lava-Jato, mantendo distancia dos extremistas. Tem perfil para concorrer contra a extrema-esquerda, apesar de concordar com algumas ideias deles, mas aí já o caso de pressioná-lo a não cometer suicídio.

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