Precisamos dar uma resposta ao corajoso jornalista da Al Jazeera: Dilma foi conivente ou incompetente?

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O assunto do dia foi a devastadora entrevista feita por Mehdi Hasan, da Al Jazeera, que emparedou Dilma. Aliás, Hasan é conhecido por colocar políticos em situações embaraçosas em seu programa UpFront.

Durante a entrevista, Hasan demonstrou espanto ao ver o cinismo com o qual a ex-presidente encara tantos escândalos de corrupção gerenciados pelo seu partido.

Diante disso, ele questionou se ela sabia de tudo (sendo conivente) ou não sabia de nada (sendo incompetente). Questionou: Qual das duas é você?

Ela esperneou e não respondeu, mas não se livrou da humilhação pública, pois o assunto bombou na Internet. A imagem de Dilma foi ao chão.

Também devemos responder a Hasan: Dilma foi mais do que conivente. Foi cúmplice. Mas de jeito algum foi incompetente. Ao menos na questão do projeto totalitário de poder que dependia do saqueamento à estatal. A falha tática de Dilma foi não ter conseguido censurar a imprensa a tempo.

O objetivo de Dilma era justamente aniquilar a economia brasileira e, nesse meio tempo, garantir que o partido conseguisse seu projeto de poder. O saqueamento da Petrobras foi fundamental nesse sentido.

Claro que alguns liberais ainda dizem que “Dilma errou”, mas isso é discurso infantil. Todos os atos de Dilma não foram erro, mas ações intencionais. Dilma não foi incompetente. Foi competente em estabelecer um projeto perverso. Sorte que sua competência não se estendeu à censura de mídia, razão pela qual a liberdade venceu.

Abaixo o vídeo, em tradução dos Tradutores de Direita:

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6 COMMENTS

  1. Ayan, 5° parágrafo “Ao menos na questão do projeto totalitário de poder que dependia do saqueamento à Internet”. Acho que você quis dizer “à estatal”.

  2. Essa entrevista foi uma baita lição para o jornalismo brasileiro : não é função do jornalista “facilitar” para o entrevistado, mas sim trazer o máximo possível de informações para os leitores. Isso é jornalismo e não essa babaquice tendenciosa que vemos por aqui. Lavou a alma.

    • Eu acho que houve um erro na tradução feita pelos tradutores de direita. O termo usado pelo jornalista foi a palavra “complicit”, que seria melhor traduzido como “conivente”, como sugerido por Luciano Ayan no artigo. “Cúmplice” possui uma conotação mais forte, que passa a idéia de alguém que não apenas fecha os olhos para algo errado, mas que de fato participa ativamente no cometimento de algum crime. Em inglês, o termo equivalente a cúmplice seria a palavra “accomplice”.

  3. Transcrevo Dora Krammer.
    Rodízio de delinquentes na Casa Civil com Dirceu, Dilma, a mulher honesta que viria a parecer tudo menos honesta, Erenice Guerra, Palocci que está preso sob acusação de extorquir R$ 128 milhões da Odebrecht, Gleisi Hoffmann, encontra-se nas malhas da Lava Jato por obra do caixa 2 da Petrobrás. Depois Mercadante e Jaques Wagner, descontada a fracassada tentativa de acolitar Lula na Casa Civil para protegê-lo da ação de Moro.

    Transcrevo Bolivar Lamounier.
    A farsa a que me refiro vem de longe, mas pode ser flagrada em três momentos. Primeiro, lá atrás, quando Lula mandou Dilma Rousseff presidir o Conselho de Administração da Petrobras. Que avaliação e que objetivo o terão levado a fazer isso? Descarto liminarmente a hipótese de que avaliasse Dilma Rousseff como uma pessoa capaz de exercer tal função.
    Penso que Lula nomeou Dilma Rousseff para a Petrobras ou por considerá-la incapaz de descobrir a teia de assaltos que lá se montara, ou, ao contrário, por confiar em que ela a desvendaria, mas não se furtaria a dançar conforme a música.

  4. Respondendo ao tema em questão: ambos, simples assim. Foi colocada lá pelo Lula por acreditar na sua incompetência em descobrir qualquer irregularidade e, no acidente de descobrir tais, sua conivência….

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