Este blog previu que Jean Wyllys sairia impune. Conselho pode até “abrandar” a falsa pena. Óbvio.

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Para não cair nesse jogo, a direita precisaria de uma única coisa: ter assistido os desenhos do Pernalonga. A tônica desses desenhos – e muitos leitores que assistiram devem lembrar – é a esperteza do coelho, deixando os outros para trás. É mais ou menos isso que Jean Wyllys fez para enrolar a direita.

Lemos no Congresso em Foco que, o “Conselho de Ética da Câmara dos Deputados poderá abrandar a punição para o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que responde a um processo por quebra de decoro parlamentar no colegiado. Integrantes do colegiado querem encontrar uma solução mais amena para não terem que arquivar o pedido sob a alegação de que a pena era muito alta para a baixa gravidade do ato.”

Mas na verdade, o que está sendo simuladamente considerado, por Wyllys, como “punição alta” é a possível suspensão do mandato por 120 dias. Todavia, isso não é punição alguma, mas perdão absoluto, uma vez que ele deveria ter seu mandato cassado, com a subsequente perda dos direitos políticos. É o mínimo que se espera para quem cuspiu em outro parlamentar.

Ciente disso, Wyllys emulou um jogo: espernear não quanto à possibilidade de ter o mandato cassado, mas sim quanto à possível suspensão por 120 dias. Com isso, fez com que muitos de seus adversários se conformassem com a suspensão de 120 dias, provavelmente por acharem que era disso que Wyllys fugia. No fundo, Wyllys queria convencer seus inimigos de que a suspensão de 120 dias era suficiente (uma vez que ele estaria “reclamando” da suspensão de 120 dias). É como o coelho dizendo para a raposa: “não, por favor não, não me jogue naqueles arbustos”. E daí a raposa o joga lá. O que era exatamente o que o coelho queria, para poder fugir.

Claro está que era tudo encenação para, no fim, ficar entre duas opções: (1) uma suspensão menor do que 120 dias, (2) ou até mesmo a suspensão por 120 dias. Em ambos os casos, ele sai ganhando.

É, meus amigos, às vezes faz falta não ter assistido os desenhos do Pernalonga na infância…

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1 COMMENT

  1. Isso é para a gente parar de ver o Bolsonaro como uma alternativa superior a possíveis candidatos fora do espectro da esquerda totalitária. Porque ele poderia ter estraçalhado o Wyllys dessa vez, mas não fez nada. Não entrou com ação; não foi nem na audiência do conselho de ética (segundo ele mesmo, “para não constranger ainda mais o psolista”).

    A verdade é que ele aposta na manutenção desse antagonismo para se capitalizar eleitoralmente. Que tipo de presidente poderia ser? Deixamos para trás um “caçador de marajás” para votar agora no “caçador de gayzistas”? Quanta mediocridade!

    Como Trump, Bolsonaro deve ser sempre visto como nossa última opção, caso a alternativa seja um monstro como Lula, Dilma, Marina, Ciro Gomes ou Hillary.

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