Pessoas que equiparam o escracho contra Ivanka Trump com aquele feito aos políticos são monstros morais

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Ao publicar o texto citando o indecente, inominável e imperdoável escracho lançado pela esquerda hillarista contra Ivanka Trump, filha do recém-eleito presidente norte-americano, não poderíamos imaginar que ficaríamos livres de instâncias de equivalência moral, não é mesmo?

Eis que mais de uma pessoa – mas no geral, o número foi pequeno – argumentou que “se você já apoiou escrachos contra políticos, logo não pode reclamar do escracho contra Ivanka Trump”. O que pode parecer um argumento razoável é apenas equivalência moral do tipo mais perverso.

Ocorre que Ivanka Trump não é política. Ela é apenas filha de um político. O mesmo se aplica a Marcela Temer, esposa de Michel Temer. Gostemos ou não dos políticos contra os quais nos opomos, ainda assim pessoas como Ivanka Trump e Marcela Temer são civis nesta guerra política. Logo, nada justifica atacá-las.

Claro que um político profissional se torna uma pessoa pública, e, como tal, está mais preparado para o constrangimento público. Vale lembrar que a direita, em essência, não apoiaria os escrachos, mas a partir do momento que eles se tornaram o padrão dos ataques da extrema-esquerda aos políticos, naturalmente se tornou justificável aderir ao recurso. É como um exército que acredita que dá para lutar sem armas de fogo. Mas a partir do momento em que o exército inimigo utiliza armas de fogo, as novas regras já incluem o novo tipo de armamento para todos. Mas, mesmo assim, ainda existe a regra de não atirar em civis.

Em síntese, não há justificativa moral para a esquerda ter praticado assédio tão vergonhoso contra Ivanka Trump. E mesmo que consideremos como válidos os escrachos aplicados sobre políticos, a regra não se aplica a Ivanka, que, como todos sabem, não é política.

Os esquerdistas que praticaram tal baixeza não podem ser perdoados.

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