Feministas atuaram 560 mais vezes contra Alezzia do que para defender ex-noiva agredida pelo ultrapetista Murilo Cleto

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Já falamos do bizarro caso das feministas que implicaram com a loja Alezzia Móveis aqui, aqui e aqui. Neste caso, as feministas fracassaram feio, mas foram esforçadas. O Jornalivre já falou das agressões praticadas pelo ultrapetista Murilo Cleto contra sua ex-noiva Bruna Ximarelli aqui e aqui.

Pois veja o volume de esforço gasto pelas feministas para negativar a Alezzia:

____________133000

Ou seja, 133.000 clicadas na opção “1 star”, em tática combinada.

Agora veja o que se encontra no perfil de Bruna Ximarelli, ex-noiva de Murilo Cleto (que escreveu o livro “Por que gritamos golpe?”):

____bruna

Apenas 232 curtidas.

Alias, vale a pena rever a descrição da violência sádica lançada sobre Bruna por Murilo, em relato feito por ela:

Sabemos que todos os dias mulheres são vítimas de abusos. Abusos em geral, mas aqui eu vou destacar um, o psicológico. Não faz muito tempo que saiu a notícia sobre a Ariadne, uma vítima de abuso psicológico que acabou cometendo suicídio no Mato Grosso. E lembro muito bem que na hora que li o texto dela pensei em como eu era uma pessoa de sorte, meu abusador tinha me deixado em paz. Mas refletindo hoje, eu não tenho sorte, ele me deixou livre depois de eu fazer um B.O na delegacia, de trocar o número do celular e depois de quase 8 anos de abuso intenso. Vocês sabem de quem eu falo, vocês todos do meu FB conhecem. Podem não conhecer essa face dele, mas o conhecem pelos seus textos brilhantes, pelo seu humor sarcástico, pela sua lábia conquistadora. É amizades, é o Murilo Cleto. Os primeiros abusos começaram em 2009. Eu não podia sair com os meus amigos, eu não podia usar maquiagem ou fazer chapinha, não podia cortar muito o cabelo, eu não pude assistir várias bancas de TCC na UEPG (mil desculpas Felipe Pedroso, eu sinto até hoje), não pude ir na formatura da minha irmã, eu tinha que não gostar minha família e de todos os meus amigos. Em 2010, foi a primeira agressão física, no dia do aniversário da minha irmã. Ele descobriu que eu tinha conseguido uma iniciação científica e tinha escondido dele – porque não, eu não podia fazer iniciação.Terminamos o noivado nesse ano, mas a nossa relação estava longe de acabar. Ele conseguiu fazer com que eu acreditasse que eu tinha bloqueio para me relacionar com pessoas e que longe dele eu não ficaria bem, pelo contrário, até no final do ano passado ele dizia que era muito preocupado comigo, pois ele tinha muito medo que eu me viciasse em drogas pesadas, tipo heroína, caso eu cortasse nossa relação. Em 2013 aconteceu a segunda agressão física e a primeira sexual. Foi dia 26 de janeiro, fazia uma semana que trabalhava na Cultura, e meus pais estavam viajando. Ele ficou bravo porque contei que um dos amigos dele me cantou na festa onde estávamos. Contei porque eu sabia o que aconteceria se outra pessoa contasse, mas não adiantou, ele socou minha cabeça várias e várias vezes no banco do carro dele. Entramos em casa para ele se acalmar, afinal, não podia deixar ele dirigir daquele jeito, poderia acabar matando alguém, e ele se acalmou e também veio pra cima de mim. Nunca vou esquecer do que ele disse “Você tem certeza que vai continuar dizendo não? olha o que acabou de acontecer.” Eu estava petrificada de medo, então parei de dizer não. Mas nesse ano eu também fui proibida de ir na formatura da minha melhor amiga. Ele disse “A formatura ou o emprego. Você é funcionária de confiança, se você quebrar a minha confiança, não tem porquê ficar aqui” (Mayara Müller, já te pedi perdão diversas vezes, mas eu sinto de todo meu coração ter perdido um dia tão especial como este). Agora eu já podia usar maquiagem e chapinha se quisesse, mas não podia me relacionar com ninguém, a não ser com ele, é claro. Depois de três anos das ultimas agressões, eu imaginava que ele tinha consciência de que eu não tinha culpa nas ações dele, mas eu estava enganada. Em julho desse ano ele me acusou de ser fomentadora da oposição que ele sofria dentro do partido – por eu ter contado sobre as agressões a uma amiga. Com isso, todo o bloqueio que eu tinha construído, se desfez e eu tive que enfrentar o que até então eu havia negado. Quando compartilhei com ele minha dor, e o porquê eu não respondia mais as mensagens como antes, porquê eu estava evitando em vê-lo, começaram as ameaças de suicídio. Passei do dia 25 de julho até o dia 13 de agosto sem dormir, sem conseguir comer, com crises de ansiedade e acabei desenvolvendo síndrome do pânico nesse tempo. Sim, eu pensei várias vezes em me matar, porque se eu não tivesse contado nada a ninguém isso nunca estaria acontecendo, ele nunca estaria passando por essa dor e eu também, pois nunca teria saído da negação. Eu só percebi que todas as ameaças eram falsas quando uma amiga dele, durante uma crise de ansiedade, me falou que era só mais uma manipulação para eu ter pena dele e deixar essa história morrer. Diante dessa afirmação, eu refleti muito e vi que a minha única saída era aquilo que eu nunca tinha feito, recorrer a delegacia. Não ia deixar a minha vida em risco mais uma vez. Foram oito anos de puro tormento, manipulação e dor. Então fiz o B.O, representei e voltei para tirar dúvidas. Mas nas últimas semanas eu tinha decidido que iria retirar a queixa, porque, afinal, eu estava em segurança, e aquilo não era mais necessário. O que eu não sabia, até hoje, era que outra menina está sofrendo todas as manipulações que sofri. E Hoje eu tenho certeza que de nunca vou poder retirar a queixa.
Lembro que quando contei a ele que iria a delegacia por mim e por todas as pessoas que ele ainda poderia fazer mal, ele jurou que nunca mais faria mal a alguém. Confesso que mesmo depois de tudo, eu acreditei.”

Qual a manifestação da mídia de extrema-esquerda para defender Bruna? Nada. Aliás, a página que o referenciava na Revista Fórum sumiu.

Mas o que vimos, na comparação entre as 133.000 clicadas na opção “1 star” contra a empresa Alezzia e as míseras 232 curtidas na mensagem de Bruna Ximarelli, é a seguinte constatação: o movimento feminista, quase todo ele aliado à extrema-esquerda, não liga para o real sofrimento das mulheres. Naquelas que são as causas em que mais deveriam se envolver, só vemos indiferença e falta de empatia.

Não há o que contestar: são os números. Elas se importaram em agir com 560 mais esforço contra a Alezzia (que nem de longe atacou as mulheres) do que contra Murilo (que, aí sim, deveria ser emparedado pela violência contra Bruna).

Ficou feio, muito feio. E olha que a situação do movimento já estava feia há muito tempo. Conseguiram piorar sua imagem.

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3 COMMENTS

  1. Feministas estão sempre em busca de uma estética “nova” para “causar” e parecerem diferentes. Mas, diante dos fatos, não dá pra levar a sério essa turma de iguais, que mais parecem cópias umas das outras, e seus imensos desertos cerebrais.

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