Usar vitimismo artificial no terrível caso do ambulante assassinado é um estímulo à desumanidade

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Janaína Paschoal foi certeira ao apontar um fato óbvio, que tem sido pouco tocado na crítica ao fascismo cultural (politicamente correto).

Ela disse: “Um ser humano foi morto, na pancada, defendendo outro ser humano, as matérias questionam se foi homofobia, pergunto: faz diferença? O homicídio qualificado seria mais, ou menos, qualificado, a depender das pessoas envolvidas? Se não foi homofobia, deixa de ser crime? Lembram do caso do índio queimado no banco da praça? Os acusados disseram pensar ser um mendigo. Faz diferença?”.

Traduzindo em miúdos, vemos que a mídia está dando atenção à morte do vendedor ambulante na estação do metrô D. Pedro II apenas porque ele defendeu um travesti de ser agredido. Podemos apostar que o caso não teria atenção alguma – ou então uma atenção muito menor – se ele estivesse defendendo um hétero, por exemplo.

Isso diz muito sobre o fascismo cultural. Ao estimular sentimentos diferenciados diante das barbáries – sentimentos que devem ser ampliados no caso da vítima pertencer à uma minoria, e contidos se a vítima estiver fora deste círculo -, o politicamente correto estimula a insensibilidade humana, promovendo, então, a barbárie.

Só podemos nos definir uma sociedade civilizada se manifestarmos uma real empatia, buscando proteger todos os inocentes, sejam eles brancos ou negros, homens ou mulheres, heterossexuais ou homossexuais, e daí por diante. Mas é essa valorização da vida de todos, isonomicamente, que o fascismo cultural não permite.

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