Capa da Playboy humilha modelo plus size ao lançá-la apenas em edição online. Flúvia é vitima do fascismo cultural.

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Passava eu pelas bancas dia desses e vi ali a nova edição da Playboy. Achei estranho: “A capa não deveria trazer aquela modelo plus size?”. Trazia uma outra modelo: Gabriela Rippi. Não que eu compraria a revista (algo que fiz uma ou duas vezes em uma década), mas queria ver como ficaria a capa.

Eis o que descobrimos no UOL TV:

A “Playboy” divulgou no Instagram oficial da revista uma foto da modelo Fluvia Lacerda de topless. “A ‘Playboy’ Brasil encerra seu primeiro ano de casa nova levando aos leitores uma capa especial com a modelo plus size, Fluvia Lacerda”.

Primeira mulher plus size a estampar uma capa da “Playboy” no mundo, Fluvia poderá ser vista na edição online da revista. A publicação nas bancas será com a modelo Gabriela Rippi.

A decisão da marca de fazer duas capas diferentes, que começou em outubro com a apresentadora Nyvi Estephan, faz parte de uma nova estratégia. “A revista com a Fluvia é uma edição para colecionadores”, disse André Sanseverino, vice-presidente e publisher da “Playboy” no Brasil.

Fluvia Lacerda, que mora em Nova York, veio ao Brasil para fazer as fotos em sua terra natal, Roraima. Ela faz parte do novo conceito da marca, que desde seu relançamento, neste ano, vem trazendo novos perfis de mulheres.

Pelas redes sociais, ela comemorou ser a primeira modelo plus size a posar para a revista. Uma mistura de todos os sentimentos ser a primeira mulher plus size a aparecer na capa da ‘Playboy Brasil’. Mas acima de tudo estou incrivelmente feliz com tanto amor e apoio de vocês! Obrigada”, escreveu ela, em inglês.Em seguida, em português, ela mostrou ainda mais empolgação com a repercussão da notícia. “Desci do meu voo em Dubai, liguei o celular e o pobre quase implodiu! Que incrivelmente maravilhoso é ver tanta repercussão positiva quanto a ser a primeira mulher gorda na capa da ‘Playboy Brasil'”, afirmou.

Ou seja, o que vemos é que por pressão do fascismo cultural (politicamente correto), a Playboy colocou uma modelo plus size em suas páginas.

Porém, provavelmente com medo de encalhar, colocaram a revista apenas em edição online. Quer dizer: deixaram Fluvia em uma situação extremamente humilhante.

Aliás, essa desculpa aqui é patética:  “A revista com a Fluvia é uma edição para colecionadores”. Ora, se fosse para colecionadores, aí sim é que teria que sair em versão papel, não em versão digital. Não existe “coleção” de conteúdo digital.

Como sempre dizemos, o fascismo cultural não se preocupa em colocar as pessoas em situações de constrangimento. Fluvia não merecia isso. Merecia ser chamada para uma capa apenas se existisse uma demanda do público, e nada mais. A “forçada de barra” deu nisso: humilhação.

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