Papai Mailson da Nóbrega "critica" governo Dilma: "errada" e "desastrada". Tá com peninha? Leva pra casa…

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Está na hora de superarmos as narrativas infantis e compassivas da fé cega na crença. Um exemplo deste tipo de delírio está no discurso de Maílson da Nóbrega, que criticou o governo Dilma:

Acho que houve uma expectativa excessiva dos efeitos da saída de Dilma. Era um governo tão desastrado que, se livrar dele, parecia que seria o ponto de partida para uma recuperação muito rápida e forte da confiança e nos primeiros momentos parecia que era isso mesmo. As pesquisas mostravam a confiança voltando e ela é um dos elementos fundamentais para a decisão de investir e de consumir. No entanto, o que está se vendo agora é que esse otimismo foi excessivo, o nível de endividamento das famílias ainda é muito elevado. Acho que ainda vai levar um tempo para vermos uma recuperação mais forte do consumo, para que os empresários se animem a não apenas ocupar a capacidade ociosa, mas a investir.

É uma mentira dizer que o governo de Dilma foi “desastrado”. Foi, ao contrário, muito bem planejado, mas sádico em seu projeto totalitário de poder. Só erraram taticamente no fim de 2014, quando o plano era censurar a mídia. De resto, fizeram tudo certinho, inclusive colapsar a economia e afugentar os investidores dentro do objetivo socialista de aparelhar ainda mais o Estado e obter mais poder.

Ele segue:

O Brasil ainda está imerso em uma grande crise econômica, social e política. Uma herança terrível que veio dos erros cometidos na gestão do PT, especificamente no período de governo de Dilma Rousseff. A percepção recente é que a economia vai conseguir se recuperar, mas a um ritmo muito inferior ao que se imaginava. As projeções para 2017 estão sendo revisadas para baixo e corremos o risco de continuarmos em recessão pelo 3° ano consecutivo, mas acredito que o mais provável é fecharmos com um crescimento de 0,5% no ano que vem. É medíocre, mas é melhor que uma queda de 3% como o estimado para 2016.

É outra mentira dizer que temos uma herança cometida pelos “erros cometidos na gestão do PT”, mas sim pela aplicação à risca das intenções petistas. Fico imaginando como Maílson da Nobrega reagiria se descobrisse que comprou um bilhete premiado da Loto que posteriormente se revelou como falso. Será que ele diria que foi um “erro” do fraudador? Ou reconheceria a verdade (de que ele teria sido feito de trouxa)? Vale o mesmo: sair dizendo que Dilma “errou” na economia é fuga da realidade.

Ao adotar tal estrutura mental, Mailson não faz crítica política. Em vez disso, lança um conselho de pai. É a famosa crença no discurso que incapacita as pessoas para a real ação política, culminando num dos maiores flagelos para os liberais: a fé cega na crença. Pressionar a direita para que abandone crenças tolas como dizer que “Dilma errou”  – quando na verdade cometeu um acerto sádico – ou “Dilma foi desastrada” – quando na verdade aplicou seu plano quase à risca, na tentativa de destruir propositalmente a economia para forçar estatização e acúmulo de poder – e passe a visualizar a realidade como ela é deveria ser uma de nossas metas. É hora de exigirmos comportamento adulto na análise política liberal (ou de direita em nível geral).

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